10 RAZÕES POR QUE O SÁBADO É MANDAMENTO DE CARÁTER MORAL E UNIVERSAL

1) Por que Deus mesmo apresenta um contraste entre os sábados cerimoniais e o sábado especial, da lei moral, não só por proferir solenemente aos ouvidos do povo cada um e todos os 10 Mandamentos, escrevendo-os depois com o Seu próprio dedo nas tábuas de pedra, mas por contrastar os sábados semanais dos demais, cerimoniais, como se reflete em Lev. 23:37, 38 que fala das várias festas especiais (sábados cerimoniais) “além dos sábados do Senhor”. John Wesley confirma isso no seu comentário sobre a passagem: “. . . embora outros dias festivais são às vezes chamados sábados, contudo estes são aqui chamados os sábados do Senhor, numa forma de contraste, para mostrar que eram de maior destaque do que quaisquer dos outros dias de festa”.

2) O sábado antedata o pecado e fora dado antes da Queda, portanto antes que o homem necessitasse de Redenção (Gên. 2:2, 3). Por conseguinte, nada tem de típico e não aponta para a expiação. Se não tivesse havido a tragédia da Queda, o que aconteceria com o sábado? Continuaria a ser observado pelo homem no Éden, para o qual foi estabelecido, como Jesus declarou (Mar. 2:27) com o privilégio da companhia de Deus. Mas não há dúvida que continuaria a ser observado. Tanto isto é verdade que, na Restauração de todas as coisas quando enfim a maldição for removida desta Terra e tudo voltar à prístina pureza edênica e o homem à glória original, o sábado continuará a ser observado e para sempre, segundo lemos em Isa. 66:22. 23. Portanto, o sábado é a única instituição que associa os três fundamentos basilares da fé cristã: Criação, Queda e Redenção.

3) O sábado–como todos os preceitos morais–aplica-se igualmente a todas as nações, terras e tempos, pois todas as leis morais são de aplicação universal, não se restringem a um povo e não sofrem mudança por nenhumas circunstâncias. Por isso, é moral.

Obs.: Em Isa. 56:2-7 vemos como Deus convida os ESTRANGEIROS a se unirem ao concerto divino com Israel, demonstrando isso a partir da GUARDA DO SÁBADO, o que é dito no contexto da expressão do divino ideal de que “a Minha casa será chamada casa de oração para todos os povos”.

4) Os deveres morais são os que emanam dos atributos de Deus. O poder criador é um atributo divino, um atributo distinto e exclusivo do Deus vivo, e o sábado emana diretamente deste atributo na Criação do mundo. É, pois, um preceito nitidamente moral. Pode-se acrescentar que o dever de o homem amar e obedecer a Deus repousa principalmente no fato de que o Senhor criou todas as coisas, e o sábado é um memorial deste fato, trazendo sempre a consciência disso.

Obs.: O salmista Davi lembra que Deus fez as Suas obras “memoráveis” (Sal. 111:4). Outro dia não poderia fazê-lo, pois não teria este característico, este sentido e esta finalidade, assim como o 8 de outubro, o 9 de novembro ou o 10 de dezembro não serviriam para o propósito de celebrar a Independência do Brasil. O sábado é totalmente e inequivocamente moral.

5) A natureza do homem–física e mental–requer precisamente tal dia de repouso como o preceito do sábado exige, em consonância com o bem-estar moral e espiritual da criatura. Esta necessidade humana foi prevista e provida pelo próprio Deus, sendo associada ao culto, à reverência e à adoração.  Por isso, o sábado é UM DEVER DO HOMEM PARA COM DEUS, como os demais preceitos que constam da primeira tábua do decálogo. A moralidade do sábado, porém, reside precipuamente na relação do mandamento com o ato criativo de Deus e isto não pode ser preenchido por qualquer outro dia. A bênção colocada no dia do sábado jamais foi dele removida. É um mandamento moral.

Obs.: Luteranos, presbiterianos e batistas dizem nos seus documentos confessionais que os primeiros 4 mandamentos tratam de nossa relação para com Deus, e os 6 últimos, idem para com o próximo. Antes deles já católicos e ortodoxos diziam a mesma coisa. A base de tal raciocínio são as palavras de Cristo de que “destes dois mandamentos {de amor a Deus e ao próximo} dependem TODA A LEI e os profetas”. Se o amor é um princípio moral e universal, então cada um e todos os preceitos dessa lei divina têm tais características, pois sua base é um princípio moral universal—[b]amor[/b].

6) O casamento é uma instituição moral, defendida pelo sétimo mandamento. A instituição do sábado, tendo sido feita ao mesmo tempo, pela mesma Autoridade, para as mesmas pessoas e da mesma maneira, é logicamente moral, pelas mesmas razões.

Obs.: Uma pergunta para reflexão: Por que santificar um dia para o Senhor não constituiria um preceito de caráter MORAL e UNIVERSAL, mas santificar o Seu nome o seria? Se um espaço de tempo em si não tem nada de santo, em que isso difere de uma palavra em si, utilizada para definir a Deus? Claramente o que importa no primeiro caso não seria uma suposta santidade das letras que compõem o nome divino, e sim o sentido envolvido em tal nome—o Deus absolutamente santo. O mesmo se dá com o TEMPO do sétimo dia, dedicado ao Senhor.

7) O próprio fato de Deus ter posto o mandamento do sábado no coração do Decálogo–o sumário de toda a lei moral–mostra inquestionavelmente o caráter moral do preceito. Fosse ele cerimonial, no todo ou em parte, não seria esculpido nas tábuas de pedra pelo próprio Deus, mas meramente deixado para Moisés incluí-lo nos rolos que redigiu, trazendo todo o preceituário cerimonial judaico.

Obs.: Arranjem-se os pretextos que quiserem, o fato é Deus mesmo indica uma [b]diferença de tratamento[/b] entre as leis. Ao proferir os 10 Mandamentos audivelmente aos ouvidos do povo (o que incluiu o preceito do sábado) é dito que Deus “nada acrescentou” (Deu. 5:22). Quem quiser acrescentar ao Decálogo outras leis de diferentes características e objetivos para formar um só “pacote legislativo” de igual peso e valor está indo “além do que está escrito” (1 Cor. 4:6). Todas as demais leis foram dadas NOUTRA OCASIÃO para Moisés escrever em rolos, deixados ao lado da arca, enquanto o Decálogo era guardado dentro da arca (Deu. 10:5). Então, como diz aquela piadinha clássica, “Há uma diferença; e que diferença!. . .”

8) Cristo mesmo diferenciou o sábado, de qualquer preceito cerimonial, quando declarou: “Se o homem recebe a circuncisão [rito cerimonial] no sábado [mandamento moral] para que a lei de Moisés [cerimonial] não seja quebrantada, indignais-vos contra Mim porque no sábado [mandamento moral] curei de todo um homem?” João 7:23. Não tivesse o sábado o seu caráter exclusivamente moral, inconfundível, Cristo não teria o cuidado de dissociá-lo de práticas cerimoniais como a circuncisão, no caso em foco.

Obs.: Paulo também distingue preceito cerimonial, da lei moral quando diz: “A circuncisão é nada e a incircuncisão nada é, mas sim a observância dos mandamentos de Deus.” 1 Cor. 7:19. Embora aludindo aos judeus e não judeus, ou aos que queriam impor o rito aos neoconversos na Igreja nascente, Paulo distingue entre os mandamentos de Deus e uma prática judaica, não mais aplicável.

9) O sábado não pertence ao sistema expiatório, portanto não é cerimonial. É uma temeridade afirmar que o sábado tenha uma parte cerimonial e que esta era o “sétimo dia”, pois, ao contrário, essa questão numérica indica o passado, aponta à Criação, o que não tem nada de cerimonial. Tudo quanto é cerimonial aponta ao FUTURO--à expiação em Cristo, e “sétimo dia” nada tem a ver com isso, nada simboliza em termos da Sua morte na cruz.

10) Tanto  os documentos confessionais do maior peso da cristandade protestante, nenhum deles  descartado, desqualificado, desautorizado, reconhecem HÁ SÉCULOS que o sábado é mandamento MORAL e UNIVERSAL (como as Confissões de Fé de batistas, presbiterianos e outros cristãos), como comentaristas bíblicos da maior autoridade e prestígio, do passado e do presente, confirmam isso. Eis como o metodista Adam Clarke comenta o fato: “É digno de nota que nenhum destes mandamentos, OU PARTE DELES, pode . . . ser considerado cerimonial. Todos são morais e, conseqüentemente, de eterna obrigação” (comentário de Clarke sobre Êxodo 20).

Várias outras autoridades em Teologia, tanto antigas quanto mais modernas, poderiam ser citadas nesse sentido. Vejamos só mais um exemplo, o International Standard Bible Encyclopedia (verb. “Ethics” [Ética]):

O Decálogo

Primeiro entre os vários estágios da ética do Velho Testamento deve ser mencionada a legislação mosaica, centralizada no Decálogo (Ex 20; Dt 5). Sejam os Dez Mandamentos provenientes do tempo de Moisés, ou um sumário posterior de dever, eles ocupam um lugar supremo e formativo no ensino moral do Velho Testamento.

Todos, inclusive o 4o. [mandamento] são puramente imposições morais.  . . . Embora essas leis possam ser apresentadas como tendo suas raízes e sanções na consciência moral da humanidade e como tais aplicáveis a todos os tempos e todos os homens, é evidente que foram primeiro concebidas pelos israelitas como restritos em seu escopo e prática a suas próprias tribos. – Compilado do programa e-sword.net
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Obs.: Boa parte deste estudo baseia-se em trechos do livro Subtilezas do Erro, do Pr. Arnaldo B. Christianini.
 
 

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