PORQUE A SALVAÇÃO NÃO PODE SER PELAS OBRAS
& Analisando Ensinos Bíblicos  &

Prof. Azenilto G. Brito

O papel das obras NUNCA FOI o de promover a salvação de uma pessoa por uma razão muito simples: elas SEMPRE serão imperfeitas. Ninguém realiza obras 100% como deveriam ser. Ninguém guarda o sábado de modo 100% perfeito. Ninguém dá esmolas e atende as necessidades dos semelhantes de modo totalmente impecável.

Então, como um Deus perfeito pode aceitar nossas imperfeitas obras, fazendo isso valer como “crédito” para a nossa salvação?  As únicas obras perfeitas foram as de Cristo Jesus, e por isso nós as recebemos em lugar das nossas, que jamais podem atingir o nível máximo da santidade absoluta requerida pela lei. Veja que o padrão que Jesus indicou é ABSOLUTO, e não relativo: “Sede vós perfeitos, como é perfeito o vosso Pai que está nos céus” (Mat. 5:48). Daí pode dizer—“então ninguém se salvará, pois ninguém consegue atingir tal padrão”. É verdade, daí que nossa salvação não se fundamenta nas nossas realizações, obras e mesmo dedicação religiosa, e sim no que Cristo realizou por nós e que aceitamos pela fé. Lembre-se que Ele está sempre a interceder por nós, pois até  mesmo algo tão sagrado e que demonstra tanto fervor religioso, como a prática da oração, não teria valor algum não fosse pela intercessão do Espírito Santo, já que “não sabemos orar como convém” (Rom. 8:26). Assim, poderíamos até  criar uma sentença compatível com essa declaração—“não sabemos obrar como convém”. . .

Paulo diz em Romanos 5:10: “Porque se nós, quando éramos inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho, muito mais, estando já reconciliados, seremos salvos pela sua vida”. Isso significa que não só a morte, como a vida perfeita de Cristo também é um meio de nossa justificação, porque Ele nos credita a perfeição de Suas obras, em lugar de nossas obras imperfeitas.

Lutero usava a expressão aliena iustitia, ou justiça exterior, para indicar que a nossa salvação procede de FORA DE NÓS, não de nossa mente, nosso interior em proporção alguma. Aliás, este é um conceito revolucionário, diferente de tudo quanto as religiões pagãs sempre ensinaram.

A grande diferença entre o genuíno cristianismo e TODAS as demais religiões é que enquanto o evangelho acentua a salvação ancorada num fato concreto, mensurável na história (o cimo do Calvário com a sua cruz, há dois mil e poucos anos no passado), as demais religiões pregam uma salvação que depende do que se passa no interior homem, algo místico, indefinível, incompleto, com a volúvel base da experiência do próprio indivíduo, totalmente indigna de confiança, não a de Outro. O cristão tem a Cristo como o seu Substituto e Penhor, e “o justo viverá pela fé”, não se esqueça, e não na confiança de que realizará obras suficientes para atrair a atenção divina a ponto de valer-lhe créditos salvíficos.

Se nós queremos apresentar nossas obras em qualquer proporção ao que Cristo realizou, fazer a nossa experiência somar-se à experiência Dele, estamos afrontando a Cristo, dizendo-Lhe: “Olha, eu tenho também uma parte a cumprir no processo de minha salvação. O Seu sacrifício não cobre TOTALMENTE a minha vida, então eu tenho uma proporção ‘X’ do que eu mesmo vivenciei. Assim, eu dispenso tanto por cento de Seu sacrifício por meus pecados, ficando isso por conta de méritos meus próprios, graças a minha conduta na vida”.

Não, não e não. As obras são apenas uma demonstração de nosso amor a Deus, em reconhecimento do muito amor que Ele nos concedeu. “Nós amamos por que Ele nos amou primeiro” (1 João 4:19).

Quer ver como é isso? Eu lhe dirijo esta pergunta aos católicos:

*  Qual é a proporção de nossas obras em relação ao que Cristo realizou na cruz para efeito de nossa salvação? Seria algo como

70% do sacrifício e experiência de Cristo + 30% de méritos que adquirimos por prática de boas obras?

OU SERIA,

30% do sacrifício e experiência de Cristo + 70% de méritos que adquirimos por prática de boas obras?

       Outro problema a consisderar é que o que fazemos de bom hoje não compensa o que fizemos de mau ontem. As boas obras que realizo não diminuem o peso dos meus pecados. Assim, para eliminá-los somente posso contar com a “propiciação pelos pecados” dos homens, que é o sangue de Cristo, não o meu suor na prática de boas obras. Veja que linda é esta passagem:

       “Nisto está o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou a nós, e enviou seu Filho como propiciação pelos nossos pecados” – 1 João 4:10.

       Quando Tiago fala da justificação pelas obras, o contexto indica que ele se refere à justificação DIANTE DOS HOMENS. Paulo, por seu turno, acentua a justificação DIANTE DE DEUS. Veja que a “paz com Deus” procede de termos sido “justificados pela fé” (Rom. 5:1). Daí que o Espírito é derramado em nossos corações, e isso ocorre no processo de regeneração e santificação (Rom. 5:5). Mas a “paz com Deus” é assegurada pela justificação (a obra de Deus por nós, em Cristo), não pela santificação (a obra de Deus em nós, mediante a ação do Espírito Santo).
 
     Na parábola do fariseu e do publicano o primeiro tinha todas as obras consideradas as mais dignas para apresentar, contudo o que terminou indo JUSTIFICADO para casa foi o publicano que clamava, “Tem misericórdia de mim, pecador”, não o que apresentava tão positivo currículo de boas ações e atitudes “religiosamente corretas” (Luc. 18:10-14).

Quando Cristo vier e considerar salvos e perdidos segundo as suas obras Ele acentua essas obras para os que  já estavam salvos. Eles voltaram à vida para comparecer ao juízo, mas isso se deu pela “ressurreição da vida” (João 5:28). E foram salvos pela fé, que é a ÚNICA maneira pela qual podemos ser salvos, como Paulo tão claramente diz em Efésios 2:8 (“Pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso não vem de vós, é dom de Deus; não vem das obras, para que ninguém se glorie”).

Mas as obras acompanham os que são salvos, além da morte (“Bem-aventurados os mortos que desde agora morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, para que descansem dos seus trabalhos, pois as suas obras os acompanham.”—Apo. 14:13), ou seja—elas serão trazidas à lembrança, não como fonte de justificação de alguém, e sim como demonstração de que se santificaram pela nova vida em Cristo, tiveram a devida motivação de não viverem só para si mesmos, mas para o beneficio dos semelhantes. Afinal, Paulo diz pelo fim da epístola aos Hebreus, “Segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor” (Heb. 12:14).

Assim, em Mateus 25:31ss Cristo acentua o contraste dos efeitos da vida cristã com os efeitos da vida pecaminosa, pois Ele mesmo havia dito a Seus ouvintes no monte, “Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras, e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus” (Mat. 5:16).

O objetivo das boas obras é atrair pessoas para Deus pelo testemunho positivo de quem assim age, pois está mostrando ser “sal da terra” e “luz do mundo”, como acentua o contexto. Contudo, a base da salvação de modo algum são as obras porque, como dito no princípio, são todas imperfeitas. O profeta Isaías acentuou que nossas obras se assemelham a “trapos de imundície” (Isa. 64:6).
 
 

Professor Azenilto G. Brito
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