10 FATORES QUE COMPROVAM EXISTIR “DIVISÃO” DAS LEIS

Azenilto G Brito

Os que negam haver distinção bíblica sobre leis que devem ser cumpridas, e leis que não mais se deve cumprir alegam que não há nas Escrituras termos tais como “lei moral”, “lei cerimonial”, “lei civil”. Então, pela ausência de tal terminologia pretendem “provar” que as leis bíblicas formam um só “pacote” legal, juntas abolidas na cruz.

Só que temos um fato muito estranho nessa “abolição” (cinicamente às vezes sendo dito que a lei não foi “abolida” e sim “cumprida”, mas com o mesmíssimo sentido de abolir): dos 10 mandamentos abolidos, NOVE permaneceram intactos, prosseguem tão válidos e vigentes como sempre! Que abolição de lei mais pífia!

Mas não é necessário ir à caça de terminologia específica para muitas coisas na Bíblia que tantos milhões de cristãos sempre aceitaram naturalmente, como onisciência, onipresença, onipotência, teocracia, milênio, ascensão. . . E daí, vamos negar esses conceitos por não existirem palavras que os definam nas Escrituras? Temos que nos preocupar com fatos, não com palavras. E os fatos que temos para demonstrar que há realmente essa “divisão” das leis, são, entre outros:

1 – O próprio Deus dividiu as leis, pois pronunciou solenemente aos ouvidos do povo tão-só os 10 Mandamentos como base do concerto especial que propunha àquele povo.

Obs.: Foi a primeira e única vez que a voz de Deus foi ouvida por um grande número de pessoas reunidas (Êxo. 19 e 20).

2 –  Após pronunciar os 10 Mandamentos, Deus “nada acrescentou” (Deu. 5:22). Os que querem acrescentar as leis de outro caráter a esse código especial estão indo além do que está escrito (1 Cor. 4:6) e do que Deus fez.

3 – Deus mesmo escreveu esses 10 Mandamentos, pronunciados primeiro audivelmente à multidão reunida no Sinai, em duas tábuas de pedra, com o Seu próprio dedo (Êxo. 31:18).

Obs.: É muitíssimo significativa essa atitude divina de fazer questão de escrever tal código nas tábuas de um material que representa perpetuidade--pedras!

4 – As demais leis foram todas ditadas a Moisés noutra ocasião para que as escrevesse em rolos (Êxo. 34:27 e textos anteriores).

5 – As tábuas de pedra foram postas dentro da arca (Deu. 10:2) enquanto os livros com as demais leis deviam ser guardadas fora da arca (Deu. 31:26).

6 – O apóstolo Paulo mesmo se expressa dividindo as leis, pois ele comenta sobre leis que antes eram importantes, mas não mais o são, ressaltando que o que agora importa é “obedecer aos mandamentos de Deus” (1 Cor. 7:19).

Obs.: Os leitores primários de Paulo sabiam a que “mandamentos de Deus” ele se referia, pois em Romanos 7:7 e 8 ele deixou isso claro, referindo-se a um mandamento específico do Decálogo. E diz no vs. 25 que com sua mente SERVIA “à lei de Deus”, que é a mesma que continha o mandamento “não cobiçarás”, dos vs. acima referidos.

7 – Paulo fala sobre a lei como abolida e como confirmada, num contraste evidente (ver Efé. 2:15 e Rom. 3:31). A única maneira de entender isso é percebendo que ele trata de leis de características e funções diferentes.

8 –  Em Hebreus caps. 7 a 10 é mostrado o sentido dos vários ritos e leis sacerdotais de Israel e como foram abolidas, mas em 8:6-10 é dito que Deus escreve o que é chamado de “Minhas leis” nos corações e mentes dos que aceitam esse novo concerto [Novo Testamento], o que indica, logicamente, haver coisas da lei abolida (a parte cerimonial) e coisas confirmadas na passagem do Velho para o Novo Concerto (as leis divinas que não seriam abolidas por não terem caráter prefigurativo, ritual).

9 –  João viu no céu a arca do concerto, que certamente contém os originais da lei (Apo. 11:19), o que não faria sentido se fosse uma lei faltando algum mandamento tal como dados por Deus, ou tendo algum deles alterado em seu teor.

10 – Os documentos e grandes próceres cristãos SEMPRE entenderam essa questão exatamente assim, embora na tremenda lavagem cerebral dos novidadeiros do semi-antinomismo dispensacionalista fica a falsa impressão de que o que ensinam é que sempre se constituiu no entendimento cristão evangélico da questão. Basta conferir suas Confissões de Fé, Credos e Catecismo históricos para se constatar isso, nos capítulos sobre a lei divina.

Ponderação final:

Há uma seqüência de passagens onde a divisão de leis é estabelecida pelo próprio apóstolo Paulo:
 

 
* “A circuncisão nada é, também a incircuncisão nada é, mas sim a observância dos mandamentos de Deus.” -- 1 Coríntios 7:19.

* “Pois nem a circuncisão nem a incircuncisão é coisa alguma, mas sim o ser uma nova criatura” -- Gálatas 6:15.

* “Porque em Cristo Jesus nem a circuncisão nem a incircuncisão vale coisa alguma; mas sim a fé que opera pelo amor”. -- Gálatas 5:6.

Esta seqüência de textos torna claro que para Paulo as questões rituais da lei não são relevantes, mas o importante é observar os mandamentos que não pertencem a esse aspecto, da lei cerimonial.

Observemos a coerência de seu raciocínio: O “ser nova criatura”, equivale a demonstrar uma “fé que atua pelo amor”, o que se expressa em “guardar os mandamentos de Deus”.

Há, pois, perfeita harmonia no entendimento dessas questões.

 
 

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Professor Azenilto G. Brito
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