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A fonte de verdade e salvação: Sola Scriptura
ou  Bíblia e Tradição?

Azenilto G. Brito
 
A argumentação de que a Bíblia não tem a verdade completa é muito conveniente a quem deseje justificar idéias que não só não constam das Escrituras, mas são condenadas por elas. Assim, há os que empregam tal argumento para justificar noções tais como a da reencarnação e comunicação com os mortos.  Por outro lado, os católicos têm seus motivos para exaltarem a tradição eclesiástica acima das Escrituras, repetindo sempre o slogan de que “A Bíblia é filha da Igreja, e não a Igreja da Bíblia”.
Neste artigo analisa-se qual seria a fonte de verdade e salvação autorizada por Deus à luz do que Ele mesmo e os autores inspirados ensinaram.
 
 

É verdade, antes do texto escrito, a tradição oral era a base de informação sobre Deus, Sua criação, Sua  lei  e Seus tratos com os Seus filhos. Onde José no Egito, por exemplo, obteve informação de que o adultério era um pecado contra Deus? Em Gênesis 39:9 lemos de sua decisão exemplar de não cometer “tamanha maldade” e pecar “contra Deus”. Decerto ele aprendera no lar, com seus pais, as normas divinas, pois não havia código de leis formal, por escrito, o que se deu “quatrocentos e trinta anos depois” de Abraão (Gál. 3:17).

 Metodologia Divina de Preservação da Verdade

O chefe da família nos tempos dos patriarcas era o sacerdote do lar, encarregado de transmitir a “santa tradição” que assim passaria de geração a geração: “Estas palavras que hoje te ordeno, estarão no teu coração, tu as inculcarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e ao deitar-te e ao levantar-te . . . e as escreverás nos umbrais de tua casa, e nas tuas portas” (Deut. 6: 6-9).
É digno de nota que a ordem referia-se às “palavras que hoje te ordeno”, o que procedia da transmissão direta da lei de Deus ao Seu povo, nada de tradição popular ou “depósito de verdades” de alguma instituição religiosa. Tal instrução procede do período posterior à entrega solene da lei no Sinai, todavia deixa implícita a metodologia divina para a conservação de Sua palavra desde o princípio. Era uma “tradição oral”, mas é interessante notar que envolvia também alguma escrita. . .
Se há outras verdades necessárias à nossa salvação fora da Bíblia, onde vamos encontrá-las? Nesse caso tanto faz a tradição budista, muçulmana, hinduísta, animista pois valerá tudo! Qual fica sendo a autoridade final para determinar tais “verdades extrabíblicas”? Os católicos dirão: logicamente é a igreja fundada por Cristo sobre Pedro, a rocha (Mateus 16:18). Contudo, esta interpretação sobre Pedro como fundamento da igreja não leva em conta o contexto todo do que a Bíblia ensina, sobretudo o texto integral do Novo Testamento, e escora-se muito mais na sua própria tradição. Então, temos um círculo vicioso: emprega-se a tradição para comprovar a validade da própria tradição acima das Escrituras!*
Outro paradoxo, contudo, é que autoridades católicas defendam amiúde a validade de sua tradição recorrendo nada menos do que à próprias Escrituras! Destarte, a Bíblia é utilizada para provar que a tradição é superior a ela própria na definição da fé e práticas cristãs.

Origem de Todas as Verdades e Virtudes

Existem verdades e princípios de elevada ética em todas as tradições religiosas, tanto modernas quanto antigas. Isso se dá porque “toda boa dádiva e todo dom perfeito é lá do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não pode existir variação, ou sombra de mudança” (Tiago 1:17). Tudo que é virtuoso, ético, amorável deriva do Criador de todas as coisas, e embora os que ignorem ou desprezem a fonte de luz e verdade das Santas Escrituras possam conservar princípios elevados que correspondam à mensagem de Deus é porque ainda com estes restam noções das verdades eternas que se ligam a Deus e a Seu plano da salvação, conquanto maculadas com erros, desvios, pecados, idolatria.
Há verdades solenes, princípios elevados, luz e inspiração nos textos de muçulmanos, hindus, taoístas, budistas, mas Jesus nunca Se referiu a qualquer desses textos que antecediam Sua vinda à terra como fontes de luz paralelas à Sua Pessoa ou mensagem (o Corão muçulmano foi posterior a Cristo). Paulo diz, em Romanos capítulo 2, vs. 14 e 15, que os que não conhecem o evangelho têm uma “lei da consciência” interior pela qual serão julgados. Contudo, Cristo disse de maneira indiscutível a Seus ouvintes e seguidores: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida, ninguém vai ao Pai senão por Mim”.
Mas o que a Bíblia diz a respeito de si própria? Autoriza ou incentiva ela a busca por outras fontes de verdade? Jesus disse aos chefes religiosos judaicos: “Examinais as Escrituras porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de Mim” (João 5:39).
Quando de Sua tentação no deserto, Cristo referiu-Se repetidamente ao “está escrito” ao defender-se dos sofismas satânicos, nada mencionando da tradição judaica que era bem ampla e muito acatada pelos judeus de Seu tempo (ver Mateus, capítulo 4). Aliás, Ele os condenou certa feita justamente por seu apego a essa tradição extrabíblica: “Negligenciando o mandamento de Deus, guardais a tradição dos homens” (Marcos 7:8). E ao tratar especificamente de uma doutrina, de que alguns deles descriam, Ele os condenou dizendo: “Errais, não conhecendo as Escrituras nem o poder de Deus” (Mateus 22:29).
Havia na tradição judaica muitas referências à vinda do Messias. Quando, porém, Jesus quis demonstrar aos discípulos quem era Ele, recorreu às Escrituras dos judeus, não a essa tradição: “A seguir Jesus lhes disse: São estas as palavras que Eu vos falei, estando ainda convosco, que importava que se cumprisse tudo o que de Mim está escrito na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos. Então lhes abriu o entendimento para compreenderem as Escrituras” (Lucas 24:44).

Elogios e Recomendações

Os moradores de Beréia foram elogiados pelos apóstolos por seu apego ao estudo da Bíblia: “Estes de Beréia eram mais nobres que os de Tessalônica; pois receberam a palavra com toda a avidez, examinando as Escrituras todos os dias para ver se as cousas eram de fato assim” (Atos 17:11). Logo, as objeções de alguns setores do cristianismo contra o princípio do “livre exame” das Escrituras encontram neste texto de clareza meridiana um sério problema. Em lugar de condenar a “ousadia” dos bereanos por irem conferir na Bíblia o que ouviam da pregação dos apóstolos, entre os quais o “gigante” Paulo, eles foram apontados como exemplo a ser seguido.
Paulo elogiou Timóteo por seu conhecimento bíblico desde a meninice e o exorta a manter-se firme nessas verdades, nada referindo-se a tradições extrabíblicas: “Permanece naquilo que aprendeste, e de que foste inteirado, sabendo de quem o aprendeste. E que desde a infância sabes as sagradas letras que podem tornar-te sábio para a salvação pela fé em Cristo Jesus. Toda Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra”. (2 Timóteo 3:14-16).
Mais adiante Paulo orienta ao jovem evangelista: “Prega a palavra, insta, quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta com toda longanimidade e doutrina. Pois haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, acercar-se-ão de mestres, segundo as suas próprias cobiças, . . . e se recusarão a dar ouvidos à verdade, entregando-se às fábulas” (2 Timóteo 4: 2-4).  Neste contexto fica claro que a “sã doutrina” referida se acha nas Escrituras.
Jesus promete que o Espírito Santo nos auxiliaria em nosso estudo da Bíblia: “Se alguém quiser fazer a vontade dele, conhecerá a respeito da doutrina, se ela é de Deus ou se Eu falo por Mim mesmo” (João 7:17). “Quando vier, porém, o Espírito da verdade, Ele vos guiará a toda a verdade; porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará as cousas que hão de vir” (João 16:13). Finalmente Ele disse na Sua oração sacerdotal em favor dos Seus discípulos e de Todos quantos viessem a aceitá-Lo como Salvador: “Santifica-os na verdade; a Tua palavra é a verdade” (João 17:17).

A Tradição de Que Paulo Trata Não É Extrabíblica

Em Gálatas 1: 13 e 14 Paulo fala que perseguia os cristãos seguindo a tradição de seus pais pela qual tinha grande zelo. Em Colossenses 2:8 ele recomenda cuidar-se contra os que ensinavam “sua filosofia e vãs sutilezas, conforme a tradição dos homens”. E quando o apóstolo dos gentios refere-se à tradição cristã, ele de modo algum está falando de algo derivado do pensamento popular mas do que ele mesmo ensinou: “Assim, pois, irmãos, permanecei firmes e guardai as tradições que vos foram ensinadas, seja por palavra, seja por epístola nossa”.
Certos autores católicos citam esta passagem para dar a entender que além do texto escrito, haveria tradições relevantes não registradas nas páginas sagradas. Contudo, a própria passagem ressalta aos leitores  primários do apóstolo a  importância de se aterem ao que lhes fora ensinado, “seja por palavra, seja por epístola nossa”. Que o “seja por palavra” não difere do que foi dado “por epístola” é a conclusão mais lógica a se tirar. Ou será que algum tema fundamental, básico para a fé e prática cristãs, ficaria sem registro? Iria Paulo ser tão omisso em suas 13 ou 14 epístolas, deixando de fora  de seu repertório de ensinos teológicos, práticos e admoestações individuais ou coletivas algum tema de fato vital para a comunidade cristã? O que ele expressou “por palavra” certamente não destoaria do que fez “por epístola”.
Aliás, em 1 Coríntios 15, o famoso capítulo onde Paulo discorre sobre a ressurreição dos mortos desfazendo certas concepções tradicionais, ele em sua introdução oferece uma preciosa e reveladora síntese do teor da mensagem cristã, a cuja proclamação se dedicava tão ardentemente: “Irmãos, venho lembrar-vos o evangelho que vos anunciei, o qual recebestes e no qual ainda perseverais; por ele também sois salvos, se retiverdes a palavra tal como vo-la preguei, a menos que tenhais crido em vão. Antes de tudo vos entreguei o que também recebi; que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, e que foi sepultado, e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras” (1 Cor. 15:4).
Aí está, de forma simples, objetiva e prática o que significava o currículo de ensinos básicos do cristianismo. Destarte, aquilo que Paulo “recebeu” foi também o que transmitiu a seu discípulo Timóteo e às congregações espalhadas pela Ásia Menor às quais se dirigia em suas 13 ou 14 epístolas. Em 1 Cor. 4:6 ele adverte: “Estas cousas, irmãos, apliquei-as figuradamente a mim mesmo e a Apolo por vossa causa, para que por nosso exemplo aprendais isto: Não ultrapasseis o que está escrito; a fim de que ninguém se ensoberbeça a favor de um em detrimento de outro”. Na mesma epístola ele mais adiante declara: “De fato eu vos louvo porque em tudo vos lembrais de mim, e retendes as tradições assim como vo-las entreguei” (1 Cor. 11:2). Claramente ele não está se referindo a algum depósito de noções, idéias, relatos de criaturas santas ou ordinárias mantido pelo magistério eclesiástico e circulado a boca pequena pela comunidade cristã. Ele não se refere a material à parte dos textos escritos, contendo verdades importantes, essenciais à fé cristã.

A Palavra Evangelizada

Deve-se reiterar que a tradição a que Paulo faz referência é àquilo que “recebeu” e buscava fielmente transmitir, “as tradições . . . como vo-las entreguei”. Isto se harmoniza com sua instrução a Timóteo: “E tu, ó Timóteo, guarda o que te foi confiado, evitando os falatórios inúteis e profanos, e as contradições do saber, como falsamente lhe chamam, pois alguns, professando-o, se desviaram da fé” (1 Timóteo 6:20, 21).
Pedro refere-se à palavra do Senhor que “permanece eternamente”: “Ora, esta é a palavra que vos foi evangelizada” (1 Pedro 1:25). Interessante, se Pedro tivesse sido o primeiro papa, não é de estranhar que não faça qualquer referência ao suposto “depósito de verdades” da igreja nas suas tradições? Pelo contrário, ele exalta as Escrituras como fonte de verdade e iluminação, como tendo sido dadas por Deus através de “homens santos . . . movidos pelo Espírito Santo” (ver 2 Pedro 1:19;  2:1, 3:1, 2).

A Tradição Popular e a Síntese Eclesiástica

Na análise da historiadora Martha dos Reis, da Universidade Estadual Paulista (Unesp), ao tratar da devoção a Nossa Senhora Aparecida, oficialmente considerada a Padroeira do Brasil, ela lembra que “desde o início, quando a imagem de Aparecida foi encontrada, em 1717, houve conflitos entre a fé popular e o catolicismo oficial. Aos poucos, porém, ocorreu a síntese entre as duas coisas: o povo incorporou parte dos ritos oficiais e a Igreja aceitou parte das manifestações populares, como soltar rojões em homenagem à santa, tocar a imagem, divulgar milagres não reconhecidos oficialmente”. Na tese de doutorado intitulada O Culto à Senhora Aparecida—Síntese entre o Catolicismo Oficial e o Popular no Brasil, Martha assegura que “o sagrado e o profano se uniram” (como citado pelo cronista católico Roldão Arruda, de O Estado de S. Paulo).
O comentário dessa pesquisadora revela algo que deve ter-se repetido vez após vez ao longo da história eclesiástica em vista de tantas crenças e práticas do catolicismo que não encontram respaldo nas Escrituras. Sem falar nas tradições regionais que as próprias autoridades eclesiásticas toleram, sem darem aprovação oficial. É o caso do culto ao Padre Cícero, no nordeste brasileiro ou das tradicionais festas dos “Santos Reis” de Minas Gerais e Goiás.
Assim, a Igreja Católica admite práticas e crenças por motivo de conveniência e/ou pressão popular. Na Bíblia, contudo, encontramos um exemplo nada nobre de um líder religioso que cedeu às pressões do povo em acatar a suas formas de culto: Arão ordenou a confecção do bezerro de ouro para o povo cultuar como a um deus, cedendo à pressão deste, dada a demora de Moisés que estava sobre o monte Sinai recebendo as leis do Senhor (Êxo. cap. 32). As conseqüências dessa sua decisão, que revela fraqueza de caráter e falta de fibra moral como líder religioso naquelas circunstâncias, foi a condenação, morte e tristeza sobre o acampamento daquela nação que há pouco havia solenemente declarado: “Tudo o que falou o Senhor, faremos” (Êxo. 24:3).
Por fim, é interessante notar que os ortodoxos mantiveram uma tradição milenar com os religiosos alinhados à liderança eclesiástica sediada em Roma e, entretanto, conservam diferenças profundas e significativas com estes últimos. Entre as diferenças entre ortodoxos e católicos podem-se citar:

· A Igreja Ortodoxa só admite sete Concílios, enquanto a Romana adota vinte.
· A Igreja Ortodoxa discorda da procedência do Espírito Santo do Pai e do Filho; unicamente do Pai é que admite.
· A Sagrada Escritura e a Santa Tradição representam o mesmo valor como fonte de Revelação, segundo a Igreja Ortodoxa. A Romana, no entanto, considera a Tradição mais importante que a Sagrada Escritura.
· A consagração do pão e do vinho, durante a missa, no Corpo e no Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo, efetua-se pelo Prefácio, Palavra do Senhor e Epíclese, e não pelas expressões proferidas por Cristo na Última Ceia, como ensina a Igreja Romana.
· Em nenhuma circunstância, a Igreja Ortodoxa admite a infalibilidade do Bispo de Roma. Considera a infalibilidade uma prerrogativa de toda a Igreja e não de uma só pessoa.
· A Igreja Ortodoxa entende que as decisões de um Concílio Ecumênico são superiores às decisões do Papa de Roma ou de quaisquer hierarcas eclesiásticos.
· A Igreja Ortodoxa não concorda com a supremacia universal do direito do Bispo de Roma sobre toda a Igreja Cristã, pois considera todos os bispos iguais. Somente reconhece uma primazia de honra ou uma supremacia de fato (primus inter pares).
· A Virgem Maria, igual às demais criaturas, foi concebida em estado de pecado original. A Igreja Romana, por definição do papa Pio IX, no ano de 1854, proclamou como "dogma" de fé a Imaculada Concepção.
· A Igreja Ortodoxa repele a agregação do "Filioque", aprovado pela Igreja de Roma, no Símbolo Niceno-Constantinopolitano.
· A Igreja Ortodoxa nega a existência do limbo e do purgatório.
· A Igreja Ortodoxa não admite a existência de um Juízo Particular para apreciar o destino das almas, imediatamente, logo após a morte, senão um só Juízo Universal.
· O Sacramento da Santa Unção pode ser ministrado várias vezes aos fiéis em caso de enfermidade corporal ou espiritual, e não somente nos momentos de agonia ou perigo de morte, como é praticado na Igreja Romana.
· Na Igreja Ortodoxa, o ministro comum do Sacramento do Crisma é o Padre; na Igreja Romana, o Bispo, extraordinariamente, o Padre.
· A Igreja Ortodoxa não admite a existência de indulgências.
· No Sacramento do Matrimônio, o Ministro é o Padre e não os contraentes.
· Em casos excepcionais, ou por graves razões, a Igreja Ortodoxa acolhe a solução do divórcio.
· São distintas as concepções teológicas sobre religião, Igreja, Encarnação, Graça, imagens, escatologia, Sacramentos, culto dos Santos, infalibilidade, Estado religioso. . .

Diferenças especiais: Ademais, subsistem algumas diferenças disciplinares ou litúrgicas que não transferem dogma à doutrina. Tais seriam, por exemplo:

· Na Igreja Ortodoxa, só se permitem ícones [imagens] nos templos.
· Os sacerdotes ortodoxos podem optar livremente entre o celibato e o matrimônio.
· O batismo é por imersão.
· No Sacrifício Eucarístico, na Igreja Ortodoxa, usa-se pão com levedura; na Romana, sem levedura.
· Os calendários ortodoxo e romano são diferentes, especialmente, quanto à Páscoa da Ressurreição.
· A comunhão dos fiéis é efetuada com as espécies, pão e vinho; na Romana, somente com pão.
· Na Igreja Ortodoxa, não existem as devoções ao Sagrado Coração de Jesus, Corpus Christi, Via Crucis, Rosário, Cristo-Rei, Imaculado Coração de Maria e outras comemorações análogas.
· O processo da canonização de um santo é diferente na Igreja Ortodoxa; nele, a maior parte do povo atua no reconhecimento de seu estado de santidade.
· Existem somente três ordens menores na Igreja Ortodoxa: leitor, acólito e sub-diácono; na Romana, quatro: ostiário, leitor, exorcista e acólito.
· O Santo Mirão e a Comunhão na Igreja Ortodoxa se efetuam imediatamente após o Batismo.
· Na fórmula da absolvição dos pecados no Sacramento da Confissão, o sacerdote ortodoxo absolve não em seu próprio nome, mas em nome de Deus—"Deus te absolve de teus pecados"; na Romana, o sacerdote absolve em seu próprio nome, como representante de Deus—"Ego absolvo a peccatis tuis. . .".
· A Ortodoxia não admite o poder temporal da Igreja; na Romana, é um dogma de fé tal doutrina.
· Os Dez Mandamentos: A Santa Igreja Católica Apostólica Ortodoxa conservou os dez mandamentos da Lei de Deus em sua forma original, sem a menor alteração. O mesmo não sucedeu com o texto adotado pela Igreja Católica Apostólica Romana, no qual os dez mandamentos foram arbitrariamente alterados, ficando totalmente eliminado o segundo mandamento e o último dividido em duas partes, formando dois mandamentos distintos. Esta alteração da Verdade constitui um dos maiores erros teológicos desde que a Igreja Romana cindiu a união da Santa Igreja Ortodoxa no século XI. Esta modificação nos dez mandamentos, introduzidos pelos papas romanos, foi motivada pelo Renascimento das artes. Os célebres escultores daquela época tiveram, assim, amplo setor de atividades artísticas, originando obras de grande valor e estimação. Não obstante, as esculturas representando Deus, a Santíssima Virgem Maria, os santos e os anjos, estavam em completo desacordo com o segundo mandamento de Deus. Havia, pois, duas alternativas, ou impedir a criação de estátuas ou suprimir o segundo mandamento. Os papas escolheram esta última solução, caindo em grave erro.
[Obs.: o texto acima procede de um documento da Igreja Ortodoxa].

Quando se sabe que o rompimento dos cristãos do Oriente com os do Ocidente ocorreu mais por questões políticas do que doutrinárias, no Cisma de 1054 AD, fica patente que a base de tradição comum entre os religiosos de ambos os lados demonstra quão inseguro é tal fundamento, dando margem a tantas diferenças fundamentais e significativas ao longo dos séculos. Mil anos de tradição comum e quão divegentes práticas e ensinos. . .
Destarte, não será bem melhor e mais seguro ater-nos ao “está escrito” das Santas Escrituras, pois, recomenda o profeta Isaías, “À lei e ao testemunho! Se eles não falarem desta maneira, jamais verão a alva” (8:20)?
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    * Para uma discussão mais pormenorizada da “Teoria Petrina” (sobre Mateus 16:18) solicite o artigo 34c de nosso “Católogo” de temas: “Três Doutrinas Católicas em Debate”, pelo Dr. Samuele Bacchiocchi. Nosso endereço eletrônico: é:Para ver o artigo 35 click aqui
 

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Professor Azenilto G. Brito
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