Leis Dietéticas das Escrituras—O Que Dizem Pesquisadores Sérios a Respeito 2

Continuaçao do quadro anterior
6a. pergunta, dirigida à pesquisadora Vanessa Silva: Pode citar dados que comprovem o caráter de preservação de higiene/saúde com respeito aos animais considerados imundos no texto de Levítico e Deuteronômio?

RESPOSTA: Rex Russell sugere que o sistema digestivo do porco é completamente diferente da “limpa” vaca. O estômago de um porco é considerado extremamente ácido e pode tornar-se diluído por causa de seus hábitos glutões que aumentam o volume do alimento encontrado dentro de seu estômago (Russell 77). Russell explica que quando a diluição do ácido ocorre dentro do estômago, isso permite que todas a sorte de germes, parasitas, bactérias, vírus e toxinas passem facilmente através da barreira protetora do estômago, findando na carne dos porcos. Daí, os agentes infecciosos encontrados na carne de porco podem ser transmitidos aos seres humanos quando comem tais animais (Russell 77). “Nos E.U.A. três das seis doenças provocadas por parasitas em alimentos associam-se ao consumo de porco” (Russell 78).

As doenças parasíticas encontradas em suínos incluem a toxoplasmose, a teníase ou a cistercicose e a triquinilose. Uma infecção comum transmitida aos seres humanos pelo consumo da carne de porco é a triquinose (Murray, seç. 1). Os sintomas preliminares associados com a triquinose incluem, dor muscular, dores de cabeça, febre e inchação nas extremidades (Russell 78). “De 1970-1990, um total de 1820 casos foram registrados” [nos E.U.A.], a maioria envolvendo o consumo da carne de porco (Murray, seç. 1). Aproximadamente cem casos são registrados por ano com uma taxa de mortalidade de dois a três por cento (seç. 1).

O vírus da triquinela é razoavelmente comum entre suínos, mas pode ser transmitido através do consumo de outros animais imundos. Os leões marinhos, as focas, os ursos polares, os gatos, os lobos, as raposas e os ratos são exemplos dos animais imundos que podem também transmitir o vírus da triquinela através do consumo de sua carne (seç.1). Os porcos são bons incubadores de parasitas e de vírus. Um estudo recentemente conduzido ilustrou o fato de que os fazendeiros de porcos enfrentam risco mais elevado em se tornarem infectados com germes parasíticos (Dangerous Parasites 738). 152 suinocultores e 50 indivíduos que não tinham sido expostos a nenhum dos animais de fazenda foram testados quanto a anticorpos contra uma variedade de agentes virais, bacterianos e parasíticos associados com os animais da fazenda. Descobriu-se que 6,6 por cento dos fazendeiros testados tinham anticorpos contra os parasitos, enquanto nenhum anticorpo foi encontrado entre os 50 indivíduos não expostos (738). Adicionalmente, dois por cento dos suinocultores que portavam anticorpos testaram positivamente a cisto hepático (738). Pelos dados acima, é evidente que o consumo de suínos é prejudicial ao corpo humano.

Além das doenças parasíticas encontradas entre o consumidores da carne de porco podemos também ver vírus de gripe encontrados entre seres humanos associados com a carne de porco. Por exemplo, a revista Science publicou uma descoberta de que o vírus da gripe espanhola de 1918, que matou mais de 20 milhões de pessoas por todo o mundo, foi causada por um vírus contraído de porcos” (Jacobson 116). O artigo também declarava que dois outros vírus de gripe se espalharam do consumo de porco, o que inclui a gripe asiática de 1957, bem como a propagação do vírus de Hong Kong que surgiu em 1968. A gripe suína é associada diretamente com a gripe espanhola descrita em 1918, entretanto, esta doença pode ter existido antes desta data (Acland 184). Estima-se que a propagação da gripe suína pode ter matado mais de vinte milhões de pessoas (184). Em 1970 evidência demonstrou que as pessoas cujas atividades as associavam com porcos (por exemplo, suinocultores, trabalhadores de matadouros, e veterinários) tinham maior propensão de possuir anticorpos contra a gripe suína do que os que não tinham tal associação (188). Conseqüentemente, o consumo do porco que é julgado animal imundo associa-se a várias doenças que podem ser mortais à humanidade.
 

7a. pergunta, dirigida à pesquisadora Vanessa Silva: E o que nos diz sobre peixes e outros animais marinhos, que muitas vezes são recomendados como ótima fonte de carne saudável e apropriada à alimentação?

RESPOSTA: Entre todos os animais aquáticos, Levítico11 proíbe o consumo de qualquer animal que não tenha barbatanas e escamas, que são considerados imundos. Camarões, ostras, lagosta, caranguejo, mexilhões, moluscos e o peixe-gato têm a capacidade de filtrar volumes grandes de água e descontaminar águas infectadas com o vírus da cólera (Jacobson 116). Ingerir esses animais marinhos exporá as pessoas a quantidades elevadas de toxinas e de agentes infecciosos porque as criaturas aquáticas alimentam-se de substâncias derivada de esgotos, carregadas de produtos químicos, toxinas e bactérias que podem ser extremamente prejudiciais ao corpo humano (116). O surto de cólera ocorrido nos Estados Unidos em 1986 deixou muitas pessoas sofrendo sintomas de diarréia explosiva, desidratação, inconsciência, hipotensão e morte pelo consumo de frutos do mar (Russell 79). Surtos de cólera ocorreram na América Central e levaram investigadores a concluir que a carne de mariscos era a causa direta da doença (79). Um estudo foi conduzido com 559 voluntários e constatou que 20 por cento deles revelavam evidência serológica do cólera causada aparentemente pelos mariscos que comeram (79). Devido ao risco elevado da doença transmitida pelos mariscos o Estado da Califórnia, nos EUA, propôs uma lei que requer que todo marisco vendido pela indústria de alimentação trouxesse uma mensagem de advertência (79). O cólera é extremamente insalubre para o corpo humano e está associado às criaturas aquáticas que não possuem barbatanas e escamas.

Alimentar-se de peixes imundos associa-se ao risco aumentado em contrair envenenamento de frutos do mar. A rede da segurança alimentar nos adverte de envenenamento paralizante, neurotóxico e diarréico por consumo de mariscos, considerados biblicamente imundos (Plantz, sec.1). Dinoflagelados são organismos aquáticos vermelhos presentes na água durante uma “uma maré vermelha” e podem matar peixes e outros organismos com sua capacidade de liberar venenos na água (sec. 1). Plantz explica que os mariscos se tornam contaminados com serotoxina que é um veneno paralizante, liberado pelos dinoflagelados ao filtrarem a água. Se mariscos são ingeridos durante uma ocorrência de maré vermelha, sintomas de náusea, vômito, dor abdominal e insensibilidade podem ocorrer trinta e duas horas mais tarde.

Em 1987, a Guatemala sofreu um surto de 187 casos de envenenamento paralizante causado por mariscos e um total de vinte seis mortes de pessoas que comeram uma sopa de moluscos. A entidade americana U.S. Food and Drug Administration [Administração de Alimentos e Remédios] informou que no mesmo ano do surto da Guatemala houve 156 casos descobertos na Ilha Príncipe Edward de envenenamento amnésico por consumo de frutos do mar; 3 dentre os 156 vitimados morreram e 22 foram hospitalizados. Em 1990, o Departamento de Saúde Pública de Massachusetts declarou que seis pescadores ficaram severamente doentes depois de comerem mexilhões azuis na área de Georges Banks (MMWR 157). A MMWR indicou que no mesmo ano um homem nativo do Alaska morreu após ter consumido mariscos. Em ambos os casos verificou-se que os mariscos consumidos pareciam ter sido bem cozidos, mas continham ainda níveis elevados de substâncias venenosas paralizantes (159). A MMWR fez notar também ter havido 94 casos de envenenamento paralizante por mariscos durante o período de 1976 a 1989. Portanto, crescentes riscos estão associados com o consumo de animais aquáticos imundos porque são contaminados com várias doenças que podem ser transmitidas aos seres humanos.
 

8a.. pergunta, dirigida ao Dr. Gerhard Hasel: Quais são as objeções que certos estudiosos apresentam à interpretação higiene/saúde das regras dietéticas de Levítico 11 e Deuteronômio 14?

RESPOSTA: Há várias reações ao raciocínio higiene/saúde das leis dietéticas. Entre as reações há várias que podem ser consideradas rapidamente. Uma objeção é que “outros povos têm mantido ou mantêm que certos animais são impuros, contudo suas demarcações raramente coincidem com as bíblicas”.[83] A razão, ou razões, por que certos povos têm alguns animais na conta de imundos pode dever-se a uma variedade de propósitos e tradições, algumas de caráter religioso, *palavra proibida*ltico, divinatório, e assim por diante.[84]

Outra objeção sugere que “alguns dos animais limpos são mais questionáveis em bases higiênicas do que certos animais impuros”.[85] Esta asserção permanece sem comprovação. Supostamente “está longe de evidenciar-se que todos os animais impuros . . . são prejudiciais à saúde”.[86] O fato é que não sabemos ainda tudo com respeito aos prejuízos a longo ou curto prazo do consumo de carnes de animais imundos. É necessário conhecer todas as ramificações da instrução dietéticas para ela ser válida?

Uma terceira objeção é que “o VT não oferece indício que tais comidas sejam um perigo à saúde” e que as leis dietéticas não apresentam cláusulas de seus motivos.[87 No que concerne a cláusulas de motivo na estrutura lingüística hebraica, deve-se notar que isso está ausente na maioria das leis e instruções no livro de Levítico. Mas em parte alguma há uma indicação de que a falta de uma cláusula de motivo relega uma lei cerimonial ou universal à falta de validade. Assim os padrões do livro aplicam-se a Levítico 11. Quanto a se o Velho Testamento indica ou não pistas com respeito à questão sanitária depende de como se entende o chamado para ser “santo” (Lev. 11:44-45). A santidade envolve ser integral, completo, em todas as esferas, inclusive a física. A saúde está incluída na santidade.

Há quem objete que se higiene fosse um motivo, porque as plantas venenosas não são “classificadas como impuras?”[88] Mas a regulamentação para o consumo de plantas já é dado em Gênesis 1:29-30, uma instrução universal que ainda vale, a despeito da permissão de comer a carne de certos animais após o Dilúvio. Por que teria que er repetida aqui onde a questão de animais está em discussão e não a questão de plantas?

Gênesis 1:29-30

[Continua no próximo quadro]
Prof Azenilto G Brito
 


Professor Azenilto G. Brito
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