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INQUIETANTES PESQUISAS E DESCOBERTAS

TAMBÉM NO MORMONISMO


      Novos fatos e dados surpreendentes sobre o “profeta” do mormonismo, Joseph Smith, têm emergido de desafiadoras investigações e conclusões de intelectuais, tanto fiéis membros da denominação como renegados da fé. Isso, certamente, também traz sérias preocupações a membros leigos e autoridades do mormonismo.
      Decerto, não há motivo para que os mórmons temam o resultado dessas pesquisas, se realmente forem amantes da verdade. Como escreveu o autor e pesquisador William MacCarty: “A verdade não teme a investigação, mas a incentiva, pois quanto mais cuidadosamente alguém a estuda, se possível até seus fundamentos mais profundos, mais firmemente a convicção de sua veracidade lhe domina o coração”.
       O artigo abaixo não só retrata problemas interessantes que desafiam os tradicionalistas no seio do mormonismo—que, indubitavelmente, prefeririam que tais fatos jamais viessem à tona para incomodá-los e, até, desacreditá-los—como mostra o aspecto positivo de que um correto entendimento do evangelho de Jesus Cristo também está sendo objeto de profunda investigação por almas sinceras no meio mórmon.
       Este fato e dado são por demais alvissareiro. Seja Deus por isso louvado!

        Sandra Tanner é uma das várias pessoas que deixaram o mormonismo e agora se empenham numa campanha de denúncias contra sua antiga fé. É especialmente significativo que dentro da própria igreja, membros fiéis estão soando a mesma nota. A revista Christianity Today de 11 de novembro de 1991 traz um artigo intitulado “Latter-day Skeptics” [céticos dos últimos dias] discutindo como “eruditos mórmons fiéis, embora liberais, estão trazendo à luz fatos há muito mantidos em segredo sobre Joseph Smith”, tido como profeta para os tempos modernos pelos chamados “santos dos últimos dias”. Para quem não sabe, o nome oficial da denominação mórmon é: Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias.
        O artigo fala sobre o jornal liberal mórmon Sunstone que tem entre seus leitores sobretudo “membros de nível universitário da comunidade dos ‘santos dos últimos dias’ que desejam lidar com sua fé numa maneira  ligeiramente mais rigorosa do que o poderiam mediante a retórica oficial”.
Os Achados dos Eruditos
        Eruditos dentre os mórmons estão dizendo, e têm-no dito há muito tempo, que não existe qualquer apoio arqueológico para o Livro de Mórmon. Pelo contrário, há evidência abundante contra sua autenticidade. John Kunich e Richard Van Wagoner, por exemplo, são ambos “crentes ativos e fiéis da Igreja Mórmon. Adicionalmente, suas obras são publicadas por mórmons e dirigidas a leitores mórmons. Eles representam um crescente segmento de crentes liberais dentro da denominação”.
        Tais pessoas assinalam que o profeta da igreja não foi como tradicionalmente retratado. Ademais, as histórias do Livro de Mórmon (endossadas por Smith) não são históricas.
        D. Michael Quinn é “um erudito mórmon altamente respeitado que chegou a ser eleito Professor Emérito pelos estudantes da Universidade Brigham Young, que pertence à denominação, onde serviu como professor de história americana”. Quinn publicou um livro concluindo que Joseph Smith cria em várias superstições e idéias mágicas que não têm base nos fatos. Em resultado de suas conclusões, a Universidade Brigham Young ofereceu a Quinn as alternativas de renunciar a seu cargo ou ser despedido.

Estudos Sobre População

        Há ainda o caso de John Kunich, que serviu à Igreja Mórmon fielmente por muitos anos. Sua pesquisa lança considerável dúvida sobre a veracidade da revelação extrabíblica da IJCSUD-o Livro de Mórmon. Este livro alega derivar do “espírito de profecia”. Narra a história de um pequeno grupo de judeus que migraram de Jerusalém para o Novo Mundo muito antes do nascimento de Cristo. Esse grupo, de cerca de 30 indivíduos, tornou-se uma grande civilização, que se dividiu em facções que passaram a combater-se entre si, resultando isso em milhões de mortos.
        Kunich declara: “Com base em minha formação em Biologia sabia que algo estava errado no que eu lia aqui. . . . Realizei alguma pesquisa quanto ao crescimento da população humana ao longo da história e descobri que nenhum dos índices relatados poderia ter produzido os resultados constantes do Livro de Mórmon” (pág. 31).
        Kunich descobriu que as alegações de crescimento populacional do Livro de Mórmon equivaleriam a 50 vezes o que se acha em qualquer civilização histórica.

A Arqueologia Americana Não Comprova

        Intelectuais mórmons têm tentado empregar a arqueologia americana para atribuir ao livro a aparência de uma antigüidade genuína. Seus esforços têm sido tão entusiastas que a Smithsonian Institution (seriíssima instituição científica norte-americana) achou necessário pronunciar-se afirmando que o livro não tem valor arqueológico.
        Tentativas mórmons de estabelecer seu livro básico como uma produção antiga não têm tido grande peso diante do amontoado de evidências de tratar-se realmente de uma peça de ficção do século XIX. Dois importantes estudos apoiam essa sua origem humana. O primeiro consiste em dois manuscritos escritos por volta de 1922 pelo apologista Brigham H. Roberts. É surpreendente que este defensor da fé mórmon argumentava implacavelmente que Joseph Smith teria sido, ele mesmo, o autor do Livro de Mórmon, quando a posição oficial da igreja é de que tal livro derivou de “placas de ouro” traduzidas milagrosamente por Joseph Smith, o profeta do mormonismo.
        A família de Roberts tem agora permitido exames sérios destes dois manuscritos, em sua posse desde sua morte em 1933. Foram publicados por intelectuais mórmons num livro intitulado Studies of the Book of Mormon (Estudos Sobre o Livro de Mórmon). Roberts aborda quatro pontos principais num estudo de 375 páginas. Ele observa em seu primeiro manuscrito, “Book of Mormon Difficulties” (Dificuldades do Livro de Mórmon), que o relato do livro sobre os antigos americanos está em conflito com o que é conhecido sobre eles a partir de recentes investigações científicas. O Livro de Mórmon os representa como pertencendo a uma cultura da Idade do Ferro, enquanto a Arqueologia tem demonstrado que eles haviam avançado apenas para a Idade da Pedra Polida quando da chegada do homem branco [à América do Norte]” (Studies, pp. 107-112).
        A situação, ele descobriu, complicou-se mais ainda pelo fato de o Livro de Mórmon declarar que os primeiros colonos chegaram ao Novo Mundo quando era desabitado. Os jareditas (um dos supostos povos da América pré-colombiana retratados no Livro de Mórmon) vieram para aquela parte onde o homem nunca tinha estado (Éter 2:5*) e lutaram entre si até a sua extinção. Os nefitas (outro dos tais povos pré-colombianos) igualmente vieram para uma terra escolhida entre todas as outras (2 Nefi 1:5-11*). Já que a chegada do último grupo é tida como ocorrendo em mais ou menos 600 d.C., não  haveria tempo suficiente para o desenvolvimento dos 169 ramos conhecidos de idiomas no Novo Mundo, cada um deles com vários dialetos.
       Diante dos fatos assinalados acima, Roberts confessou não possuir quaisquer respostas para tantas discrepâncias. “Os mais recentes comentaristas de autoridade”, ele disse, “deixa-nos, tanto quanto eu posso ver no momento, sem base para qualquer apelação ou defesa-o novo conhecimento parece estar contra nós” (Studies, p. 143). Até hoje a Arqueologia atual não descobriu nada que contrarie as colocações de Roberts.
        Havendo mostrado que o livro está em desacordo com o conhecimento científico recente, Roberts apresenta em seu segundo manuscrito, Um Estudo Sobre o ‘Livro de Mórmon’, que o livro combina com o conhecimento comum (aquilo que comumente se acreditava) no começo do século dezenove, sobre os aborígenes americanos. Esta crença incluía muitas idéias erradas, como a de que os índios seriam descendentes das tribos perdidas de Israel e que teriam desenvolvido, em algum momento no passado, um alto grau de civilização.
        Este conhecimento comum foi bem sintetizado num livro do Rev. Ethan Smith. Tal obra, intitulada View of the Hebrews (Uma Visão sobre os Hebreus), foi impressa em sua segunda edição ampliada cinco anos antes do Livro de Mórmon ser publicado. Além disso, foi publicada na mesma cidadezinha onde Oliver Cowdery vivia. Cowdery era primo de Joseph Smith Jr. e seu assistente na produção do Livro de Mórmon. Numa análise ao longo de aproximadamente 100 páginas, Roberts mostra que o livro de Ethan Smith contém praticamente a “base do plano” do Livro de Mórmon (Studies, p. 240; 151-242), indicando que Joseph Smith plagiara a história fictícia de Ethan na composição do Livro de Mórmon, não sendo, portanto, a revelação de um anjo, como os mórmons têm sido tradicionalmente ensinados e buscam transmitir a quem se disponha a ouvi-los em seu empenho proselitista.
        Ambos os livros (de Ethan e o Livro de Mórmon) apresentam os nativos da América como hebreus vindos do Velho Mundo. Os dois alegam que uma parte desmembrada do grupo civilizado se degenerou para uma condição  selvagem. A porção selvagem teria destruído completamente a única civilizada após longas e terríveis guerras.
        Ambos os livros atribuem ao ramo civilizado uma cultura da Idade do Ferro. Representam os colonizadores do Novo Mundo como outrora possuindo um Livro de Deus, uma compreensão do evangelho e a figura de um messias branco que os havia visitado. Ambos consideram os gentios americanos como tendo sido escolhidos por profecia para pregar o evangelho aos índios que seriam remanescentes dos antigos hebreus americanos. Roberts, faz perguntas incômodas à liderança mórmon concernentes a este e outros paralelos que encontrou: “Podem tão numerosos e surpreendentes pontos de semelhança e sugestivo contato ser mera coincidência?” (Studies, p. 242).
        Como seu terceiro ponto principal, Roberts estabelece o fato (usando exclusivamente fontes mórmons) de que Joseph Smith tinha imaginação suficiente para ter produzido o Livro de Mórmon. Ele descreve a criatividade de Smith como sendo tão forte e variada quanto a de Shakespeare, e não deve ser dado a suas histórias mais crédito do que seria dado ao literato inglês (Studies, p. 244).
        Roberts fundamenta sua tese sobre a origem humana do Livro de Mórmon com uma discussão de 115 páginas sobre erros resultantes da mente não-treinada, contudo criativa, de Joseph Smith. Roberts aponta para a impossibilidade da jornada de três dias de Lehi de Jerusalém até a costa do Mar Vermelho, uma viagem de cerca de 250 km a pé, na companhia de mulheres e crianças. Ele cita o seu desembarque na América, a terra escolhida entre todas as outras, onde inexplicavelmente encontraram animais domesticados--“vacas, bois, asnos, cavalos, cabras, cabras monteses” (1 Nefi 18:25).
        Roberts acha uma repetição amadorística do mesmo enredo, só mudando os personagens. O Livro, diz ele, tenta exceder os milagres da Bíblia e apresenta incríveis cenas de batalha. Em certo ponto, 2.060 adolescentes lutaram em guerras por um período de mais de quatro a cinco anos sem que nenhum deles tenha sido morto (Alma 56-58). Isto levou Roberts a perguntar: “Tudo isto é uma história coerente . . . ou trata-se de um conto maravilhoso de uma mente imatura, inconsciente do quanto está exigindo da credulidade humana quando pede que homens aceitem sua narrativa como uma história verídica?” (Studies, p. 283).
        Roberts também mostra que o reavivalismo típico da época de Smith são os desmaios e transes religiosos encontrados repetidas vezes no Livro de Mórmon. Neste ponto o manuscrito de Roberts cessa, mas não antes de nos tornar conscientes de como o Livro de Mórmon depende da cultura e da forma de pensamento da época em que foi escrito no que diz respeito ao conteúdo e estilo (Studies, p. 308).

A Bíblia Na Versão King James (Rei Tiago) Plagiada

        Logo a seguir, bem nos calcanhares da análise de Roberts, há um estudo de H. Michael Marquardt, demonstrando, através de vigorosa evidência, que a Bíblia na versão do Rei Tiago (uma das traduções mais bem aceitas e usadas em inglês) foi usada na composição  do Livro de Mórmon.
        Marquardt mostra que a parte do Livro de Mórmon que supostamente teria sido escrita durante o período do Velho Testamento é literalmente temperada com frases e citações da tradução do Rei Tiago do Novo Testamento (ele alista 200 exemplos). Até as profecias que aparecem nesta parte apresentam as mesmas palavras que são usadas no Novo Testamento da Bíblia. Eis alguns dos muitos paralelos, indicando plágio: João Batista, por exemplo, é predito para vir e preparar o caminho para Um que é mais poderoso do que ele (1 Nefi 10:8/Lucas 3:16), de quem não é digno de desatar a correia dos sapatos (1 Nefi 10:8/João 1:27). Semelhantemente, haverá um rebanho e um Pastor (1 Nefi 22:25/João 10:16) e uma fé e um batismo (Mosíah 18:21/Efésios 4:5).
        E mais: a vida e o ministério de Alma no período do Velho Testamento do Livro de Mórmon são virtualmente uma cópia da vida do apóstolo Paulo. Até as mesmas expressões tipicamente paulinas são encontradas nos lábios de Alma: “fé, esperança e caridade” (Alma 7:24/1 Coríntios 13:13), “o poder de Cristo para a salvação” (Alma 15:6/Romanos 1:16), “sem Deus no mundo” (Alma 41:11/Efésios 2:12) etc.

Desarmonia Bíblica



        Os que crêem no Livro de Mórmon têm tentado justificar tais anacronismos dizendo que, em traduções, quando a frase era suficientemente parecida com uma da Bíblia em inglês, Smith simplesmente empregou a frase bíblica familiar. Esta explicação não se justifica, já que não são usadas apenas frases do Novo Testamento; em muitos casos a interpretação neotestamentária da parte do Livro de Mórmon, tida como do tempo do Velho Testamento, é também adotada e, ainda, aumentada.
        Por exemplo, além da adoção da interpretação neotestamentária colocando Melquisedeque como um tipo de Cristo, ainda isso foi ampliado, na porção  do Velho Testamento do Livro de Mórmon, para incluir uma ordem inteira de sacerdotes após a ordem de seu Filho, e uma explicação adicionada sobre por que Melquisedeque foi chamado Rei de Justiça e Rei de Paz (Alma 12 e 13; cf. Heb. 7:2). Dessa forma, o material do Novo Testamento tornou-se parte integrante do texto do Livro de Mórmon.
        Conceitos do Novo Testamento, e não somente frases ocasionais, foram inseridos na parte do Livro de Mórmon correspondente ao Velho Testamento. Como resultado, não ocorre um desdobramento gradual de doutrina como encontramos na Bíblia. No Livro de Mórmon, o cristianismo é conhecido e maduro desde a construção  da Torre de Babel.
        Mais ainda, o Livro de Mórmon ocasionalmente comete erros graves ao usar material bíblico. Por exemplo, em Atos 3:22 Pedro faz uma paráfrase das palavras ditas por Moisés em Deuteronômio 18:15, 18. Contudo, no Livro de Mórmon, em 1 Nefi 22:20, as palavras de Pedro são equivocadamente referidas como palavras literais de Moisés, parecendo indicar que alguém copiou o trecho de Atos para a parte do Livro de Mórmon que dizem ter sido escrita na época do Velho Testamento, em vez de copiar o trecho de Deuteronômio. O provável copista, que não conhecia a Bíblia tão bem quanto pensava, e sem se preocupar em averiguar se os termos usados por Pedro eram exatamente aqueles ditos por Moisés em Deuteronômio, acabou por comprometer a oportunidade que queria de fazer com que os leitores acreditassem que aquela parte do Livro de Mórmon seria uma escritura original, antiga, do tempo do Velho Testamento. De igual modo, as palavras de Malaquias 4:1 aparecem em 1 Nefi 22:15, no Livro de Mórmon. Só que, segundo os os mórmons, 1 Nefi teria sido escrito numa época mais de cem anos anterior ao tempo em que Malaquias teria escrito seu livro bíblico. Isso aponta para mais um caso em que o escritor do Livro de Mórmon teria copiado textos da Bíblia e que a data atribuída pelos mórmons para 1 Nefi não pode ser verdadeira.

O Golpe Final
        Talvez mais prejudicial de tudo seja a maneira como o Livro de Mórmon confunde a Velha e a Nova Aliança. O livro enfatiza que antes da vinda de Cristo os fiéis guardavam a lei de Moisés, mas também estabeleciam igrejas, ensinavam e praticavam o batismo cristão e agiam de acordo com doutrinas e eventos do Novo Testamento (2 Nefi 9:23 e Mosíah 18:17). Ora, é bíblica e historicamente comprovado que o conceito de igreja foi trazido por Jesus, e só faz sentido com Ele, já que a igreja é o corpo de Cristo e Ele é o Cabeça. As primeiras igrejas foram fundadas pelos apóstolos, e isso não  existia no Velho Testamento.
        O desdobramento gradual dos temas teológicos tão evidentes na Bíblia estão completamente ausentes no Livro de Mórmon. Na Bíblia, a Velha Aliança é tirada para estabelecer a Nova Aliança (Hebreus 10:9). O Livro de Mórmon rompe esta ordem divina e mistura as alianças e suas ordenanças. O livro também usa linguajar típico do reavivalismo protestante e idéias contemporâneas da época de Smith. Tudo isso faz com que o Livro de Mórmon seja visto como portador de uma mensagem mais simples e mais contextualizada do que a Bíblia, mas somente para alguém que não tem conhecimento algum, ou quase nenhum, das Sagradas Escrituras.
        Entretanto, um exame cuidadoso deste Livro de Mórmon, cuja teologia tem sido, em grande parte, negligenciada pela própria Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, prova que realmente é uma peça de ficção sobre os primórdios da América. Através dos textos tomados emprestados da Bíblia e do material contemporâneo, e sua imitação do estilo de linguagem da Bíblia King James, constituiu-se num poderoso atrativo para os sedentos de novidades em religião daquele tempo. Uma avaliação cuidadosa, no entanto, mostra claramente que não é, em nenhum sentido, uma revelação autêntica de Deus.
 
 

NOVAS DESCOBERTAS SOBRE A PRIMEIRA VISÃO DE JOSEPH SMITH
Joseph Smith Relata Sua Primeira Visão



    O Relato Oficial da primeira visão de Joseph Smith é uma das alegações de fundamentação da verdade da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Sua importância foi descrita como sendo a “segunda depois da crença na divindade de Jesus de Nazaré”1. Ei-la:

        No decorrer do segundo ano após nossa mudança para Manchester, houve, no lugar onde morávamos, uma agitação  anormal sobre questões religiosas. Começou entre os metodistas, mas logo se generalizou entre todas as seitas naquela região do país. . . . e grandes multidões se uniam aos diferentes partidos religiosos. . . . Uns lutavam pela fé metodista, outros pela presbiteriana e outros pela batista. . . . minha mente tornou-se um tanto favorável à seita metodista . . . mas tão grande era a confusão e a contenda entre as diferentes denominações, que era impossível . . . chegar a uma conclusão certa acerca de quem estava certo e de quem estava errado. . . . Assim, de acordo com esta minha resolução de pedir a Deus, retirei-me para um bosque, a fim de realizar o meu intento. Foi na manhã de um lindo e claro dia, nos primeiros dias da primavera de mil oitocentos e vinte . . . . ajoelhei-me e comecei a oferecer o desejo de meu coração  a Deus. . . . vi uma coluna de luz acima de minha cabeça. . . . Quando a luz repousou sobre mim, vi dois Personagens, cujo resplendor e glória desafiam qualquer descrição. . . . Um Deles falou-me, chamando-me pelo nome, e disse, apontando para o outro: “Este é o Meu Filho Amado. Ouve-O” . . . perguntei aos Personagens que estavam na luz acima de mim, qual de todas as seitas era a verdadeira e a qual deveria unir-me. Foi-me respondido que não me unisse a nenhuma delas, porque todas estavam erradas. . . . Percebi logo que a narração da história havia provocado uma enorme animosidade contra mim, entre os mestres da religião, e foi a causa de grande perseguição que continuava a aumentar e, embora eu fosse um obscuro menino, de pouca idade, com apenas catorze para quinze anos . . . homens de altas posições preocupavam-se o bastante em excitar a opinião pública, criando-me uma perseguição  amarga. E isso era comum entre todas as seitas, todas se unindo para me perseguir.--Pérola de Grande Valor, Joseph Smith--História 1:5-8, 14-19, 22.
        O apóstolo mórmon Hugh B. Brown declarou:  “A primeira visão do Profeta Joseph Smith constitui a base da Igreja que mais tarde foi organizada. Se esta primeira visão foi apenas uma ficção da imaginação de Joseph Smith, então a Igreja Mórmon é o que seus caluniadores declaram ser-uma impostura ímpia e deliberada” (The Abundant Life [A Vida Abundante], pp. 310-311).
        Se existir uma chance, ainda que remota, de que este ponto central na história mórmon seja uma invenção, que “santo dos últimos dias” (SUD) não quereria conhecer todos os fatos pertinentes? Este artigo fornece evidência histórica que coloca a primeira visão de Joseph Smith sob uma nova luz. Muitos “santos dos últimos dias” hoje continuam desconhecendo detalhes históricos significativos que foram intencionalmente omitidos ou suprimidos, inclusive os seguintes fatos:2
        (1) De acordo com a evidência histórica, o fato de Joseph Smith ter-se perguntado qual era a igreja verdadeira não  poderia ter sido movido por um reavivamento em 1820, já que não houve reavivamento em 1820 em nenhum lugar próximo a Manchester, Nova York, onde ele estava vivendo. Um reavivamento, como descrito por Joseph Smith, ocorreu lá, sim, em princípios de 1824. Contudo, isto vem então destruir seriamente toda a história de Joseph, porque não há tempo suficiente entre a primeira visão e a publicação, em 1830, do Livro de Mórmon, para todos os acontecimentos descritos no relato da primeira visão.
        (2) Existem outros relatos anteriores à primeira visão, inclusive um manuscrito do próprio Joseph Smith, que não faz nenhuma menção à aparição do Pai e do Filho. Pelo contrário, estes relatos anteriores se referem a um anjo, um espírito, muitos anjos, ou o Filho. A história na forma atual, com o Pai e o Filho, não aparece até 1838, muitos anos depois que Joseph alegou ter tido a visão.
        (3) Os detalhes agora conhecidos sobre o começo da vida de Joseph contradizem sua alegação de que ele foi perseguido em 1820 por contar o relato da primeira visão. Como jovem, ele participou de encontros metodistas, e mais tarde entrou para uma classe de aula da Igreja Metodista. Nenhuma perseguição  foi registrada.

Nenhum Reavivamento em 1820

         A vizinhança de Joseph Smith não experimentou nenhum reavivamento em 1820 como ele descreveu, no qual “grandes multidões” teriam entrado para as igrejas Metodista, Batista e Presbiteriana. De acordo com fontes anteriores, inclusive relatórios de conferências de igrejas, jornais, informativos eclesiásticos, registros de presbíteros e entrevistas publicadas, nada ocorreu em 1820-21 que se encaixe com a descrição de Joseph. NÃO  houve ganhos significativos no número de membros das igrejas dentro da área de Palmyra-Manchester, Nova York,3 durante o período de 1820-1821 tais como sucedem em grandes reavivamentos. Por exemplo, em 1820 a Igreja Batista em Palmyra somente recebeu oito pessoas através de profissão de fé e batismo; a Igreja Presbiteriana foi acrescida de 14 membros, enquanto que o circuito Metodista perdeu 6 membros, caindo de 677 em 1819 para 671 em 1820 e descendo para 622 em 1821.4        No relato de 1838, Joseph Smith afirma que sua mãe, irmã e dois irmãos foram levados a entrar para a Igreja Presbiteriana local em resultado desse reavivamento de 1820. Mas a mãe de Joseph, Lucy, conta que o reavivamento que a levou a entrar para a igreja aconteceu depois da morte de seu filho Alvin, que morreu em 19 de novembro de 1823, e em seguida àquela perda dolorosa Lucy Smith relata que “. . . nessa época houve um grande reavivamento na religião, e a vizinhança inteira ficou muito entusiasmada com o assunto; e nós, em meio ao resto do pessoal, nos arrebanhamos para a casa de reuniões para ver se havia uma palavra de consolo para nós, que pudesse aliviar nossos sentimentos sobrecarregados” (Primeiro esboço de Lucy Smith's History [“A História de Lucy Smith,”] pág. 55, Arquivos da Igreja SUD).
        Lucy acrescenta que embora seu marido somente tivesse participado das primeiras reuniões, não fazia objeção de que ela ou as crianças “fossem à igreja ou se tornassem membros”.
        Existe bastante evidência adicional de que o reavivamento ao qual Lucy se refere tenha mesmo ocorrido no começo da primavera de 1824. Foi relatado em pelo menos uma dúzia de jornais e informativos religiosos da época (ver, por exemplo, uma carta de George Lane, datada de 25 de janeiro de 1825, no Methodist Magazine 8, [abril de 1825]: 159, e uma nota num jornal de Palmyra, o Wayne Sentinel 1 [15 de setembro de 1824] :3).5  Também registros de igrejas do período mostram relevantes acréscimos devido ao recebimento de novos convertidos. A Igreja Batista recebeu 94 novos membros, a Igreja Presbiteriana 99, enquanto que a obra Metodista aumentou em mais 208 membros.
        Nenhum reavivamento trazendo “grandes multidões” se deu em 1820 na área de Palmyra-Manchester, como Joseph alegou. Fica claro, a partir destas evidências, que o reavivamento que Joseph Smith descreveu não ocorreu em 1820, mas em 1824. Quando Joseph Smith escreveu a versão de 1838 de sua história, ele arbitrariamente mudou o reavivamento quatro anos para trás e o fez parte de um relato da primeira visão de que nem sua mãe nem outros associados próximos tinham ouvido falar naqueles dias. (Para mais detalhes ver: Dialogue: A Journal of Mormon Thought [Diálogo: Um Jornal de Pensamento Mórmon], Primavera 1969, págs. 59-100).
        Uma discrepância de quatro anos traria algum problema para o relato de Joseph? Certamente! Joseph descreveu uma seqüência de 10 anos de eventos iniciados com a primeira visão e termina com a publicação do Livro de Mórmon em 1830. Se esta seqüência não começa até 1824, sobram apenas seis anos para o encaixe da seqüência de dez anos que Joseph alega terem-se passado antes de o Livro de Mórmon ser impresso. Como aparece no relato da escritura mórmon, Joseph diz que em 1823, três anos depois da primeira visão de 1820, foi visitado pelo anjo Moroni. Este fala para Joseph sobre as tábuas de ouro, mas diz que ele deveria esperar quatro anos até obtê-las. Em 1827 Joseph consegue as tábuas de ouro e três anos mais tarde (1830) publica o Livro de Mórmon. Lembremo-nos, porém, que Joseph ligou a primeira visão a um grande entusiasmo religioso na área de Palmyra-Manchester. Como documentado acima, sabemos que este reavivamento ocorreu, não em 1820 mas em 1824. Isto significa que a visita inicial do anjo Moroni três anos depois da primeira visão teria que ser datada em 1827. Quando adicionamos os quatro anos que Joseph disse que tinha de esperar para conseguir as tábuas, ele não as poderia ter recebido até 1831. Nessas alturas o Livro de Mórmon já estava impresso.
       A seqüência de 10 anos de acontecimentos que Joseph desvenda neste relato da primeira visão simplesmente não se enquadra no período de tempo entre 1824 e a data de publicação do Livro de Mórmon em 1830. Assim, como é que o relato das origens dos Mórmons se torna tão confusa? Parte da resposta se encontra no fato de que o próprio Joseph Smith contou o relato de várias maneiras diferentes.

Um Relato em Constante Mudança



        Por volta de 1832, Joseph Smith começou um relato da origem da Igreja Mórmon (o único escrito por sua própria mão) que é consideravelmente diferente do relato oficial da primeira visão que ele ditou uns seis anos mais tarde. Este relato de 1832, referido como o “estranho relato” de Joseph, nunca foi terminado e por muitos anos permaneceu inacessível ao público. Foi publicado em BYU Studies [Estudos da Universidade de Brigham Young], primavera de 1969, pág. 278ss, e também está incluído em The Personal Writings of Joseph Smith [Escritos Pessoais de Joseph Smith] de Dean C. Jesse (Salt Lake City: Deseret Books, 1984).
        Nesta versão, Joseph se apresenta como um garoto entre a idade de 12 e 15 anos que era um leitor da Bíblia perceptivo e comprometido. Alega que foram seus estudos das Escrituras que o levaram a compreender que todas as denominações estavam erradas. Escreveu ele: “. . . buscando nas Escrituras, descobri que a humanidade não  se achegou ao Senhor, mas que apostatou da verdadeira fé viva, e que não  havia sociedade ou denominação  que tivesse sido construída sobre o Evangelho de Jesus Cristo, como registrado no Novo Testamento” (Personal Writings [Escritos Pessoais] pág. 5).
        Seis anos mais tarde, quando Joseph lançou seu relato oficial da primeira visão, mudou o relato e não  mais alegou que seu estudo pessoal da Bíblia o levara à conclusão de que todas as igrejas estavam erradas. Ao contrário, o Pai e o Filho é que lhe teriam dito que todas as igrejas estavam erradas e que “não devia entrar para nenhuma delas” (ironicamente, historiadores mórmons informam que Joseph Smith entrou para uma classe de aula da Igreja Metodista em 1828)6. Ele alegou estar surpreso de seu pronunciamento, pelo que acrescentou entre parênteses: “nessa época nunca tinha passado por seu coração que todas fossem erradas”. Joseph, porém, se contradiz, porque em alguns parágrafos anteriores, nesse mesmo relato, havia afirmado: “Eu freqüentemente indagava-me para mim mesmo . . . Qual de todos esses grupos está certo? Ou estão todos errados de uma vez?” Esta declaração aparece no manuscrito original (ver o Brigham Young University Studies [Estudos da Universidade de Brigham Young], citado antes, pág. 290); mas uma contradição tão séria assim não poderia ser permitida a continuar sendo parte da versão oficial, e depois da morte de Joseph, então, as palavras embaraçosas foram tiradas da edição.
        Mesmo sem a contradição, o relato de 1838 conflita com a versão de 1832. No relato de 1832, é a leitura da Bíblia que move Joseph a buscar a Deus, enquanto no relato de 1838 é o reavivamento (não-existente) de 1820. Na versão de 1832, Joseph só menciona a aparição de Cristo, enquanto que na de 1838 alega que tanto o Pai como o Filho apareceram. No relato de 1832, já sabe que todas as igrejas estão erradas, enquanto que no de 1838, nunca lhe ocorreu que todas fossem erradas até que as duas deidades o informaram desse fato.
        A mãe de Joseph também nada sabia duma visão do Pai e do Filho no Bosque Sagrado. No seu relato não-publicado, ela atribui a origem do mormonismo a uma visita de um anjo ao quarto de Joseph. Nessa época, ele estaria “ponderando sobre qual das igrejas era a verdadeira.” O anjo lhe disse: “não  há uma igreja verdadeira na Terra; não, nenhuma” (Primeiro esboço de Lucy Smith's History [A História de Lucy Smith], pág. 46, Arquivos da Igreja SUD).
        Ainda uma nova versão da primeira visão foi publicada em 1834-35 no informativo Messenger and Advocate [Mensageiro e Advogado] dos Santos dos Últimos Dias (vol. 1, págs. 42, 78). Este relato foi escrito pelo líder da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, Oliver Cowdery, com a ajuda de Joseph Smith. Conta como um reavivamento em 1823 fez com que o jovem Joseph Smith de 17 anos de idade7 se motivasse ao assunto de religião. De acordo com Cowdery, Joseph “desejava saber por si mesmo a certeza e a realidade da religião pura e santa” (pág. 78). Ele também orava que “se um Ser Supremo realmente existia, ele pudesse ter a certeza de que Ele o aceitava” e que por “alguma forma de manifestação sentisse que seus pecados estavam perdoados” (Id. 78, 79). De acordo com este relato, um anjo (não uma deidade) apareceu no quarto de Joseph para lhe dizer que seus pecados estavam perdoados.
        Os conflitos produzidos por este relato são numerosos. Primeiro, a data do reavivamento é dada como sendo 1823, ao invés de 1820. Segundo, se Joseph já tinha tido uma visão do Pai e do Filho em 1820, por que precisava orar em 1823 sobre a existência ou não de um Ser supremo? Terceiro, quando o reavivamento o incitou a orar, o personagem que aparece é um anjo, não o Pai e o Filho. Quarto, a mensagem do anjo é mais de perdão dos pecados do que um anúncio de que todas as igrejas estavam erradas.
        Estes relatos amplamente divergentes levantaram sérias questões sobre a autenticidade do relato da primeira visão de Joseph Smith. Pessoas diferentes podem ter diferentes pontos de vista sobre o mesmo acontecimento; mas quando uma pessoa conta um relato contraditório sobre o mesmo acontecimento, temos razão para questionar tanto a pessoa quanto o acontecimento.

Perseguição ou Aceitação?



       Hoje o relato da primeira visão não apenas enfrenta um problema com relação à data, historicamente verificada, do reavivamento de Palmyra, Nova York, e com relatos anteriores de Joseph sobre o acontecimento, mas também entra em conflito com o que sabemos sobre seus primeiros anos em Palmyra. Em sua versão oficial, Joseph Smith alega que foi perseguido por todas as igrejas nessa área “porque continuava a afirmar que tinha tido uma visão.” Entretanto, isto contradiz um dos associados de Joseph na época. Orsamus Turner, um aprendiz de impressor em Palmyra em 1822, que estava num “clube de debates de jovens” com Joseph Smith. Ele se lembrou que Joseph “depois de captar uma centelha de metodismo . . . se tornou um exortador muito tolerável nas reuniões noturnas” (History of the Pioneer Settlement of Phelps and Gorham's Purchase [História do Assentamento Pioneiro de Phelps e a Compra de Gorham], 1851, pág. 214).
        Assim, ao invés de ter oposição  e perseguição  como seus relatos de 1838 alegam, o jovem Joseph era bem-vindo, tendo permissão de exortar durante a pregação noturna metodista. Este ponto é sustentado pelo historiador da Brigham Young University [Universidade de Brigham Young] e bispo dos SUD, James B. Allen. Allen não  encontrou praticamente nada para sustentar a alegação  de Joseph de que ele contou o relato da primeira visão logo após ela acontecido em 1820, e que sofreu perseguição  como resultado; ou inclusive de que Joseph estava contando seu relato dez anos mais tarde.
        “Há pouca ou quase nenhuma evidência, entretanto, de que no começo de 1830, Joseph Smith estivesse contando o relato em público. Pelo menos, se é que ele o estava contando, ninguém parecia considerá-lo importante o suficiente para tê-lo registrado na época, e ninguém estava criticando-o por aquilo. Nem mesmo em seu próprio relato Joseph Smith menciona ter sido criticado no período em que contava o relato da primeira visão” (“The Significance of Joseph Smith's First Vision in Mormon Thought.” [“A importância da primeira visão de Joseph Smith no Pensamento Mórmon], Dialogue: A Journal of Mórmon Thought [Diálogo: Um Jornal de Pensamento Mórmon], outono de 1966, pág. 30).

Conclusão



        De todas as linhas disponíveis de evidência, portanto, a versão “oficial” de 1838 do relato da primeira visão de Joseph Smith parece ser mito e não história:

*    NÃO  houve reavivamento em lugar algum na área de Palmyra-Manchester, Nova York, em 1820.
*    Os acontecimentos conforme contados por Joseph Smith não se encaixariam num período de tempo entre o reavivamento de 1824 e a publicação do Livro de Mórmon em 1830.
*    Joseph era bem-vindo, e não  perseguido pelos metodistas.
*    Em seu relato de 1832, Joseph disse que foi por estudo pessoal da Bíblia que concluiu serem todas as igrejas apóstatas, enquanto que em seu relato de 1838 disse que “nunca passou por seu coração  que todas estivessem erradas”.
*    Em sua versão de 1832, Joseph alegou ter tido apenas uma visão de Cristo, e em sua versão de 1835 Joseph contou sobre a visita de um anjo, enquanto no relato de 1838 a mensagem veio do Pai e do Filho.
*    Ninguém conheceu a versão de hoje da primeira visão até depois que Joseph a tivesse ditado em 1838, e nenhuma fonte de publicação a menciona até 1842 (id. pág. 30ss).

        Os conflitos e contradições trazidos à luz pela evidência histórica demonstram que o relato da primeira visão, como apresentado pela Igreja Mórmon hoje, deve ser considerada uma invenção da mente muito imaginativa de Joseph Smith. Os fatos históricos e as próprias palavras de Joseph a desacreditam.
       Este trabalho é apresentado com a oração de que o leitor perceba o engano e o perigo do mormonismo e não  se torne emaranhado por ele, e que os mórmons sinceros, que infelizmente estejam enganados, sejam recuperados e encontrem o verdadeiro Caminho de salvação na Bíblia e no Salvador que ela revela.-Wesley P. Walters.

O Evangelho e os SUD



        Finalmente, há “santos dos últimos dias” absorvidos na doutrina da salvação pela graça somente. Este é o maior desafio dentre todos para os tradicionalistas mórmons. Richard J. Mouw, do Seminário Teológico Fuller, declara: “Podemos esperar que ao debater essas alternativas novamente, muitos mórmons cheguem a abraçar um verdadeiro ‘evangelho restaurado’--que proclame as boas novas de que somente podemos ser reconciliados com o Deus Triúno mediante o sangue e justiça de Jesus Cristo” (pág. 30).
        Quão encorajador é saber que Jesus, que é a Verdade e a Vida, tem sinceros seguidores em todas as corporações religiosas. Com o pioneiro adventista J. N. Andrews, esses seguidores estão dispostos a “trocar dez mil erros por uma verdade”. Que o número de tais seguidores se multiplique entre mórmons, “testemunhas de Jeová”, adventistas e quaisquer outros religiosos para que o mundo seja abençoado mediante a proclamação do evangelho eterno centralizado na divina Pessoa de Cristo Jesus. Amém.

Notas



     1. James B. Allen, professor da Brigham Young University, em “The Significance of Joseph Smith's First Vision in Mórmon Thought,” Dialogue: A Journal Of Mormon Thought, outono 1966, pág. 29. Allen era um bispo dos SUD na época.
     2. Por exemplo: a revista da igreja mórmon The Ensign [A Insígnia], abril de 1995, apresenta um artigo de seis páginas sobre a importância da primeira visão, intitulado ‘Oh, How Lovely Was The Morning’: Joseph Smith's First Prayer and The First Vision” [“O, Quão Bela Foi a Manhã!: A Primeira Oração  de Joseph Smith e a primeira visão”--não dá nenhuma pista dos sérios conflitos entre o relato da primeira visão e a evidência histórica.
      3. Palmyra e Manchester eram cidades adjacentes.
    4. Veja os “Records” [“Registros”] da Igreja Presbiteriana da área de Geneva, Presbyterian Historical Society [Sociedade   Histórica Presbiteriana], Philadelphia, PA; “Records for the First Baptist Church in Palmyra” [“Registros da Primeira Igreja Batista em Palmyra”], American Baptist Historical Society [Sociedade Histórica Batista Americana], Rochester, NY; Ata da Conferência Anual [Metodista], Circuito de Ontario , 1818-1821, págs. 312, 330, 346, 366.
     5. Lane escreveu que a obra do Senhor em Palmyra e circunvizinhança “começou na primavera, e progrediu moderadamente até o tempo da reunião quadrimestral, que foi realizada nos dias 25 e 26 de setembro de 1824. O artigo da Wayne Sentinel declara: “A reforma está continuando nesta cidade em grande extensão. O amor de Deus tem sido derramado nos corações de muitos, e o derramamento do Espírito parece ter conquistado uma fortaleza”.
     6. Linda King Newell e Valeen Tippetts Avery, Mórmon Enigma, Emma Hale Smith, University of Illinois Press, 2a edição, 1994, pág. 25.
     7. Na página 78, Cowdery corrige um erro de impressão com relação  à idade de Joseph. Quando Cowdery começa a relatar as origens dos Mórmons na página 42, ele menciona o reavivamento e a idade de Joseph como sendo quatorze. No segundo assunto, quando ele continua o relato na página 78, ele data o reavivamento como sendo em 1823 e corrige a idade de Joseph para dezessete anos de idade.
_________

Este material teve por base o artigo “It’s Happening in Mormonism Too” [Também está ocorrendo no mormonismo], de Good News Unlimited, Vol. 12, no. 4 e as seguintes matérias adicionais: A Ilusão Mórmon, de Floyd C. McElveen e O Livro de Mórmon Hoje, de Wesley P. Walters. O material completo destes dois autores está disponível a qualquer interessado através dos artigos nºs 43a e 43b de nosso “Catálogo” de temas para leitura, reflexão, estudo e discussão construtiva. Comunique-se conosco pelo e-mail: azenilto@yahoo.com.br

Obs.: * Nomes de livros dentro do Livro de Mórmon, com divisão de capítulos e versículos, semelhantes aos da Bíblia.


ADENDO: De Imortalidade Condicional Para Mortalidade Incondicional

CONHEÇA O MAIS EFICAZ ANTÍDOTO CONTRA UM ERRO FUNDAMENTAL DO MORMONISMO, CATOLICISMO, ESPIRITISMO, NOVA ERA, ETC. . .

       Entre as doutrinas mórmons fundamentais consta a da imortalidade da alma. Sem tal doutrina, o mormonismo, bem como a noção de purgatório e de inferno de fogo de duração eterna de outras fés, não se sustentariam.
       Negando a verdade bíblica de que somos “almas viventes”, e não de que temos uma alma imortal, o mormonismo com isso não difere muito da maioria das igrejas evangélicas, católicas e do espiritismo. Na verdade, a crença na imortalidade da alma, infelizmente acatada por tantos cristãos que se batem pela pureza da mensagem bíblica, representa uma perigosa ponte ideológica para o espiritismo, Nova Era e outras teorias satânicas que se difundem como fogo na palha seca no mundo moderno, em preparação para o grande conflito dos tempos finais entre as trevas e a luz!
       Contudo, vozes já se levantam na erudição protestante, e até católica, contra essa doutrina derivada da filosofia dualista grega que penetrou inicialmente o judaísmo, quando de sua helenização no período intertestamentário, influenciando também o cristianismo. É lamentável, porém, que tais eruditos, nem sempre sejam acatados em suas conclusões, mas, em lugar disso, sofram discriminação e desprezo de seus pares, que preferem se apegar à visão popular da sobrevivência consciente da alma, ou espírito, após a morte, o que anula conceitos bíblicos tais como o de que “Aquele que tem o Filho tem a vida; aquele que não tem o Filho de Deus não tem a vida” (1 João 5:12).
       No material que oferecemos gratuitamente, “De Imortalidade Condicional Para Mortalidade Incondicional”, este tema é tratado em profundidade. Trata-se da condensação do livro Imortalidade ou Ressurreição? de autoria do Dr. Samuele Bacchiocchi, autor ítalo-americano que foi o primeiro (e, parece-nos, único) não-católico a seguir um programa de doutoramento na Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma, sob a direção do Vaticano, recebendo até uma medalha de Honra ao Mérito do Papa Paulo VI pela qualidade de seu excepcional trabalho de pesquisa durante os cinco anos que cursou dita universidade.
      O livro do Dr. Bacchiocchi está sendo traduzido para o português e será lançado por evangélicos responsáveis por um seminário do estado do Rio de Janeiro. Eles ficaram tão impressionados com dito material que decidiram: “vamos suscitar este debate no meio evangélico através deste livro”. Após os arranjos necessários com o autor,  tomaram as providências para sua tradução e promoção. Aguardem mais informações a respeito o lançamento desse importante material que marcará época na literatura evangélica e representará um golpe mortal sobre ensinos que só servem para afastar o pensamento de pessoas  sinceras de temas bíblicos importantíssimos como o sentido do juízo final, a centralidade de Cristo como única esperança da vida eterna.
Isso tudo pode até assustar você um pouco. Mas fazemos-lhe um desafio, no bom sentido: peça o material leia-o e verá a lógica, fundamentação bíblica indiscutível e solução de muitos dos problemas e dúvidas que lhe têm assaltado. Se discordar de algo, comunique-nos. Somos abertos para toda forma de diálogo quanto a essas questões de interesse eterno. Afinal, não disse o próprio Deus: “Vinde, pois, e arrazoemos, diz o Senhor” (Isa. 1:18)?

Destaques de alguns pontos do referido livro em forma de indagações pertinentes:

* Qual o real sentido e aplicação contextualizada de termos hebraicos como nephesh, neshamah, ruach, sheol, ou gregos como pneuma, psiquê, hades, etc. (alma, fôlego, espírito, inferno, etc.)?
* Qual é a melhor maneira de entender a aparição de Samuel, segundo a visão da feiticeira de Endor?
* Afinal, a história do homem rico e Lázaro é um relato real ou uma parábola simbólica?
* Não disse Cristo ao bom ladrão: “hoje estarás comigo no Paraíso?” Como, se nem morreram no mesmo dia?
* A vida no mundo do porvir será um eterno contemplar de nuvens brancas e tocar harpas?

Fique por dentro dessas modernas pesquisas sobre o tema do que se passa no além-túmulo. Veja também o sentido das experiências de “quase-morte” e de como a ciência moderna está sendo influenciada pelo espiritismo.

Basta confirmar o seu interesse e lhe mandaremos o conjunto de materiais sob o título “De Imortalidade Condicional Para Mortalidade Incondicional”--condensação do livro Imortalidade ou Ressurreição? do erudito Dr. Samuele Bacchiocchi, professor jubilado de História Eclesiástica e Teologia da Universidade Andrews, autor de inúmeros livros sobre temas do maior interesse da comunidade cristã evangélica.

Se consegue ler textos em inglês e quiser conhecer melhor o trabalho do Dr. Bacchiocchi, bem como os comentários favoráveis a respeito de seu livro por vários dos mais destacados eruditos e teólogos de diferentes denominações cristãs, como constaram de publicações especializadas, visite a sua homepage: www.biblicalperspectives.com
 
 

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