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O Desafio da Torre de Vigia -- Prefácio Para a 2a. Edição


 
Prof. Azenilto G. Brito

         Novas informações muitas vezes requerem reexame de dados, reformulação de conceitos, revisão de textos no empenho de manter os interessados no tema atualizados, sobretudo os que fazem questão de precisão e comprovação integral na exposição da verdade. São exigências perfeitamente aceitáveis que, se aplicáveis a vários ramos da atividade humana, decerto não excluirão os estudos da área de Teologia.
        No campo de Religiões Comparadas, o princípio é bem apropriado. Tendo, pois, em vista nossa pesquisa de anos da história e ensinos das testemunhas de Jeová", faz-se mister conferir os dados e ver se novas informações vêm de encontro às anteriormente obtidas.
        Com a publicação de Testemunhas de Jeová, Proclamadores do Reino de Deus, volumosa obra da Sociedade Torre de Vigia de Bíblia e Tratados lançada a público em 1993, vários pormenores históricos vêm à baila e importantes informações atuais são adicionadas. Na sua maior parte, seus dados confirmam o que consta de nossa pesquisa. Mesmo alguns aspectos não tão positivos, até embaraçosos, da história dessa entidade encontram comprovação segundo a documentação que fizemos questão de prover aos leitores da primeira edição.
        O referido livro é um primor de encadernação, diagramação e ilustrações, tanto quanto um nítido exercício em triunfalismo explícito, técnica bastante eficaz na propaganda ideológica, tão a gosto de fascistas, nazistas e comunistas de ontem e hoje.
        Com mais de 50 de suas 750 páginas cheias de fotos em preto e branco e coloridas de auditórios e estádios esportivos lotados, publicações em diversos idiomas, salões do reino”, escritórios, gráficas e instituições várias (significativamente, nenhuma de entidades filantrópicas), uma “testemunha de Jeová” que ler o Proclamadores se convencerá como nunca de pertencer à organização religiosa mais dedicada a Deus, mais bem organizada, mais próspera espiritual e materialmente, enfim, que mais cresce e tem penetrado o maior número de países e ilhas, o que, frise-se bem, não corresponde à realidade.
        Outrossim, a imagem que a nova publicação tenta transmitir nada prova quanto à posse da verdade bíblica. Não importa quão heróicos foram seus pioneiros, quanta perseguição e prisão sofreram, quantas experiências tocantes narram seus missionários e a quantos sacrifícios se submeteram em seu proselitismo--nada disso faz com que a verdade deixe de ser verdade e o erro passe a não ser erro.
        Se hostilidade e perseguição contrárias, expansão missionária, ampliação patrimonial, atração de multidões cada vez maiores provarem que determinado grupo é dirigido por Deus, outras organizações religiosas, que têm experimentado tanto hostilidade quanto progresso em escala até maior, teriam reivindicação semelhante a fazer.
Numa turnê pela sede do mormonismo mundial, em Salt Lake City, no final de 1992, o cicerone mórmon que nos acompanhava anunciou triunfalisticamente, a certa altura, que a prosseguir o ritmo de crescimento de sua denominação, dentro de nove décadas a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias seria indiscutivelmente a maior corporação religiosa do mundo, depois da Igreja Católica. Perguntei-lhe então: “Não são vocês os ‘santos dos últimos dias’? Por que preocupar-se com algo que poderia ocorrer noventa anos pela frente?” O cavalheiro preferiu mudar de assunto sem responder.
        Na introdução da nova publicação jeovaísta é declarado: “Os redatores desta obra empenharam-se em ser objetivos e em apresentar uma história cândida”. De fato, uma tentativa de objetividade e candidez se faz notar nos relatos de experiências passadas, ao menos em maior proporção do que em obras anteriores sobre o tema. Entretanto, pesquisadores que tiveram acesso a informações mais completas percebem ainda muitas omissões e distorções de  fatos.  Há menção, por exemplo, da publicação em 1917 do importante livro O Mistério Consumado, lembrando como foi banido na América do Norte por, entre outras coisas, conter certas declarações “cortantes” contra o clero religioso. É verdade. Mas em adição a essas declarações, tal livro era um repositório de predições sobre acontecimentos que jamais se confirmaram, além de teorias absurdas postas de lado mais tarde por seus próprios editores. E conquanto a imagem que buscam transmitir é de que O Mistério Consumado expunha a falsidade dos ensinos da cristandade, não teriam os seus promotores do passado coragem de empunhá-lo para a colocação dele junto ao “respeitável público” em nossos dias. Como, no entanto, as “testemunhas” não têm acesso à raríssima obra, há muito fora de circulação, não podem avaliar a validade das grandiloqüentes alegações que se lhe atribuem. Parece mesmo é que o “mistério”, de “consumado” passou-se a “consumido”. . .
        O Proclamadores do Reino também menciona um livro dedicado às crianças, chamado The Way to Paradise, publicado em meados da década de 20. Realmente é deveras importante atender os menores da igreja com literatura apropriada. O que não esclarece, porém, é que o seu conteúdo provou-se simplesmente ridículo: Tratava das ressurreições de seus avós, amigos e demais parentes a partir de 1925, quando o reino milenial estaria estabelecido, e de como esses recém trazidos da tumba se surpreenderiam com os aviões, telefones, telégrafos e outras invenções modernas, ao depará-los por primeira vez.
        O relato do embaraçoso episódio de Beth Sarim (a “Casa dos Príncipes”)--mansão edificada para residência de Jacó, Abraão, Isaque e outros heróis bíblicos quando ressuscitassem “em breve”, como assegurava o segundo presidente da Torre de Vigia, Joseph F. Rutherford--consta com fotos e vários pormenores inéditos. Um detalhe, porém, falta esclarecer: sendo que em sua obra Milhões Que Agora Vivem Jamais Morrerão (também citado noutra seção) Rutherford predizia a ressurreição dos personagens bíblicos no início do milênio em 1925 e dizia que Jerusalém seria a capital do mundo, por que a “Casa dos Príncipes” foi erigida na agradável cidade praiana de San Diego, Califórnia, e não na velha capital Palestina? Aliás, neste ponto cabe uma correção: Enquanto os heróis bíblicos não ressuscitassem, Rutherford sentia-se no direito de utilizar a bela propriedade para fugir dos rigores invernais de Nova Iorque, onde se situava a sede da organização. Assim, ele utilizava “Beth Sarim”, somente por alguns meses de cada ano, não o tempo todo. . .
        Nesta edição, acrescentamos esclarecedora entrevista com Raymond Franz, que por nove anos foi um dos 17 membros do Corpo Governante da Sociedade Torre de Vigia, sendo sobrinho daquele que foi seu quarto presidente mundial até falecer em dezembro de 1992, Frederick Franz, também autor da tradução Bíblica “Novo Mundo”. Na entrevista que nos concedeu, R. Franz apresenta as razões que o levaram a deixar aquela entidade e a produzir dois livros em que oferece provas irrefutáveis dos erros e equivocada metodologia das “testemunhas de Jeová” ao ensinarem a Bíblia, além de inúmeros outros exemplos de distorção de fatos praticados pela Torre de Vigia.
        Assim, a prometida candidez e objetividade em Proclamadores do Reino, peça propagandística de primeira linha, dá-se só em parte, mesmo assim devido às pressões de opositores que sempre apontaram as contradições e incoerências da Torre de Vigia como evidência da falsidade de todo o sistema. O livro faz de conta que todos os fatos de sua história são expostos tim-tim por tim-tim numa evidente busca de disfarçar a omissão do que não lhe convém proclamar e que contradiz suas pretensiosas alegações de direção teocrática.

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