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Princípios do Eleitor Consciente

Material preparado por integrantes do INESP [Instituto Evangélico de Estudos Sócio-Políticos], de Belo Horizonte, MG.  O original é de Péricles Couto, Apeles Lisboa e Noé S. Gonçalves, tendo acrescentados vários pensamento do Prof. Azenilto G. Brito que deu um caráter mais didático e completo ao texto. Foi publicado como complemento do artigo “Da Política Ninguém Escapa”, na revista Decisão, de setembro de 1990.
 
 

1 -  O QUE SIGNIFICA O MEU VOTO?

     Votar é um meio de participar, influir e assumir responsabilidade na vida política do país. Neste sentido, o voto dos jovens a partir dos 16 anos é uma importante conquista popular, e a participação daqueles que serão os futuros dirigentes da nação no processo político deve ser incentivada e orientada para as causas que interessam a jovens, adultos e a toda a sociedade.

2 - QUEM DEVE ME DIZER EM QUEM VOTAR?

     Somente sua consciência de homem ou mulher livre pode indicar em quem votar. Ninguém, seja líder religioso, político ou comunitário, patrões ou parentes, grupo ou instituição, tem o direito de decidir em seu lugar como você deve exercer sua cidadania como eleitor. As sugestões e promoções de candidatos poderão ser muitas e insistentes, mas a decisão final é sua.

3 - QUAL O PREÇO DO MEU VOTO?

     Vender o seu voto é a mesma coisa que vender a sua consciência, e vender a sua consciência é vender a você mesmo. Contudo, você não tem preço!

4 - QUE FAZER COM OS PRESENTES OU FAVORES DOS CANDIDATOS?

     O assistencialismo desmobiliza o povo e freia a organização popular. Portanto, o que os políticos dão como um presente “generoso”, ou o serviço que prestam, pode ser uma forma de subornar a consciência do eleitor. Além disso, as obras que os governantes fazem com o dinheiro público são uma obrigação e não um favor a ser retribuído com o voto. O eleitor deve julgar se a administração foi boa ou má, haja muitas ou poucas obras aparentes. E o voto é uma forma de expressar esse julgamento.

5 - COMO MELHOR USAR O MEU VOTO?

     As eleições não são um jogo em que só vale vencer. É melhor dar o seu voto a quem sua consciência indique ser o melhor candidato, mesmo que suas chances de vitória pareçam limitadas. Seu voto pode representar uma voz clamando por justiço em meio a um sistema injusto, e uma ferramenta que ajude a forjar o futuro do município, estado, ou país. O voto nulo (ou em branco) pode representar um protesto do eleitor, mas é um protesto perigoso. Anular o voto significa que está abdicando do seu direito de escolher e permitindo que outro faça a escolha de candidatos em seu lugar. Essa escolha pode não ser a melhor para a sociedade, nem a que você faria. Anulando ou não o voto, lembre-se: o sistema continua.

6 - COMO EXIGIR MEUS DIREITOS AOS ELEITOS?

     Os candidatos eleitos representam os cidadãos nos níveis de governo executivo (prefeitos, governadores, presidente da república e respectivos vices) ou parlamentar (vereadores, deputados estaduais, deputados federais e senadores). Você, pois, tem o direito de exigir que façam bom uso do poder que você e uma boa parcela da população lhe delegaram. E a maneira mais eficaz de fazer isso é associar-se às diversas formas de organização da sociedade civil-associações de bairro, sindicatos, movimento estudantil, comitês, institutos, grupos específicos de acompanhamento da atividade parlamentar, etc. afinal, você ou qualquer outro cidadão isoladamente tem pouca força para exigir contas de um político eleito.

7 - COMO ENCARAR A PROPAGANDA POLÍTICA?

     O partido que faz mais propaganda é o que gasta mais. Esse dinheiro pode vir do povo (através do poder público) ou dos grupos economicamente poderosos. O dinheiro público só deve ser gasto em benefício do próprio povo. E o dinheiro dos grupos revela que o candidato está comprometido com os interesses econômicos e políticos deles, e de alguma maneira deverá retribuir esse favor. Portanto, você fará bem em perguntar-se se os interesses que os candidatos defendem são os do povo como um todo, ou os seus, em particular.

8 - COMO AVALIAR UM CANDIDATO?

     A melhor maneira de se conhecer um candidato é recordar sua história e sua conduta ética até então. Que participação teve ele (ou ela) no passado na vida social e política da comunidade, ou na vida municipal, estadual ou nacional? Que tipo de compromissos assumiu como cidadão e político? Quem nada fez até hoje pelo povo, com toda probabilidade continuará a não fazê-lo mesmo sendo eleito. Também a iníqüa filosofia do conformismo com a corrupção (do tipo “votarei no candidato tal porque ele rouba mas realiza) deve ser rejeitada. Muitas vezes é no “realizar” e “executar obras” que jazem as maiores tramóias.

9 - QUAL O PROGRAMA DE GOVERNO DOS CANDIDATOS?

     Outra forma de conhecer um candidato é estudar o seu programa político. Se não tiver um programa e só faz promessas, não merece o seu voto. Um programa de governo, executivo ou parlamentar, deve responder às necessidades da sociedade. Uma vez que “todo poder emana do povo e em seu nome é exercido”, as autoridades constituídas pela sociedade civil são responsáveis por zelar pelo bem comum.

10 - COMO O MEU VOTO INFLUI NA ORGANIZAÇÃO PARTIDÁRIA DO PAÍS?

     Um bom candidato tem boas qualidades pessoais e está ligado a um partido com um programa político, comprometido com os interesses da sociedade. Afinal, na hora de agir, o candidato eleito provavelmente considerará os interesses políticos de seu partido, e o partido consultará os seus próprios interesses e compromissos. Você pode contribuir com o seu voto consciente para ajudar a construir partidos fortes e representativos, estudando melhor os seus programas e, inclusive, tornando-se participante da vida de um partido, filiando-se àquele que melhor expresse suas convicções e anseios.


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Professor Azenilto G. Brito
Ministério Sola Scriptura profazenilto@hotmail.com

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