"Tudo quanto se move"--História Tragicômica
De Tempos Imemoriais

Prof. Azenilto G. Brito
Dodanim, filho caçula de Joctã, habitantes da terra da Mesopotâmia, corria pelos campos com o amiguinho Uzal, atrás de um cordeirinho que fugira do aprisco do pai. Estavam felizes e tranqüilos, quando, de repente,--zahaap!--uma flecha vem certeira pelo espaço e se aloja bem no meio das costas do pobre garoto. Ao ver o amigo cair inerte ao chão, Uzal corre o quanto pode até um bosque próximo e desaparece no seu interior. O cordeirinho aproveita a ocasião e corre livre para o lado oposto quando--zahaap!-outra flecha acerta-lhe o pescoço peludo.

Sangue jorra solto tingindo a veste branca de Dodanim, que está nas últimas. O caçador se aproxima com sua machadinha de pedra ponteaguda e aplica um golpe de misericórdia sobre a jugular do moribundo filho de Joctã. Daí, deixa o resto do sangue correr sobre o chão, cobre-o com pó, e vai para casa, dando um jeito de carregar tanto o garoto quanto o cordeiro.

O pobrezinho, foi caçado e levado para a casa do caçador com as certeiras e quase infalíveis flechadas de Abimael. A caça será logo transformada em jantar para a sua numerosa família de quinze filhos, setenta e dois netos e quatro bisnetos.

Joctã era um influente líder de outra tribo e não se conforma com o ato de Abimael. Um confronto se torna inevitável, e o dirigente da sua aldeia recomenda-lhe que leve o caso ao respeitadíssimo sumo-sacerdote Melquisedeque para superar a pendência.

O famoso sumo-sacerdote ouve o caso, mas somente diz para o desolado pai: "Sinto muito, amigo, mas 'dura lex, sed lex'".

"Como é?!" Joctã não entendeu nada da parte final da fala de Melquisedeque. Ele usara uma declaração que milênios depois seria utilizada no direito romano. Ocorre que ele, além de consagrado sumo-sacerdote, era também profeta e tinha o dom de línguas. . . Assim, antecipava profeticamente uma sentença latina, e a emitiu naqueles tempos bem remotos para o queixoso pai da terra mesopotâmica.

"O que disse!?" repetiu confuso Joctã.

"Oh, desculpe-me. Eu quis dizer que a lei é dura, mas é a lei, tem que ser cumprida. Veja que durante a estação de caça 'tudo quanto se move' aplica-se a qualquer um [Gên. 9:3]. Assim, salve-se quem puder! Só quando mais tarde essa lei for regulamentada e ficar claro que o "tudo que se move" refere-se somente a animais abatidos vivos (e que devem constar da lista de animais limpos), em contraste com os que se encontram mortos por outras feras ou doença nos campos, haverá mais segurança para os humanos [Êxo. 22: 31; Lev. 22: 8]. Portanto, nada posso fazer pelo seu caso".

Joctã fica desolado e volta para casa muito contrariado. A esposa vai ao seu encontro e já vem dizendo: "Estamos sem carne para o fim de semana. É melhor você tomar o seu arco e flecha e ir em busca de caça nova".

"Ah!" pensa Joctã, "já que as coisas são assim, vou tratar de ficar à espreita perto da casa de Abimael, abatar um de seus filhos e fazer o mesmo que ele fez conosco. Só que vou arranjar um de seus filhos maiores para nos banquetearmos em casa por mais tempo. . ."

Eram duros aqueles tempos pós-diluvianos, especialmente em vista de que a lavoura ainda dava os primeiros passos de recuperação das invasoras águas do grande cataclismo".
 


Professor Azenilto G. Brito
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