55a
 
 

A Palavra da Verdade

Richard Wurmbrand
Não critique a Bíblia, antes, permita que ela o critique.

        Cada pessoa abriga um anseio pela verdade, bem como certa rebeldia contra suas exigências quando esta é descoberta. O evangelho é o único livro religioso do mundo que expressa a verdade juntamente com dúvidas a respeito dessa mesma verdade. Portanto, é verdade.
        Se estudá-la atentamente, decerto encontrará contradições na Bíblia. Eu desconfio de relatos que se revelam coerentes em todos os detalhes. São artificialmente elaborados. Creia na Bíblia, porque suas histórias não se harmonizam.
        Você nunca terá paz a respeito disso até que aceite o primeiro postulado da dialética: de que não existe nada que não contenha contradições. Não existe matemática sem mais e sem menos, nem eletricidade sem positivo e negativo, nenhuma guerra sem ataque e defesa, nenhum santo sem pecado e nenhum pecador sem virtudes.
        Aceite-se a si mesmo com suas contradições. Lutero declarava que todo cristão é “ao mesmo tempo justo e pecador, um homem que alcançou a meta e que se empenha por alcançá-la”.
        A contradição é universal e absoluta, portanto não se preocupe com o que parece serem contradições na Bíblia.
Apegue-se à Bíblia. Não se impressione nem uma vírgula com quaisquer críticas a ela, não obstante erudita possa ser. Não critique a Bíblia, antes permita que ela o critique.
        Numa exposição de arte moderna, havia uma tela em branco em lugar de uma pintura. Abaixo da mesma achava-se o título, “Uma vaca pastando”. Um visitante perguntou ao artista: “O que significa este total? Não vejo pasto algum. Onde está a vaca pastando?” O artista respondeu: “A vaca comeu todo o pasto”. O visitante insistiu: “Mas onde está a vaca?” O pintor replicou: “Para que a vaca ia permanecer ali, se não restou nenhum campim?”
        Pessoas críticas da Bíblia assemelham-se a esse artista. Deixam nas Escrituras Sagradas apenas páginas vazias. Nenhum Deus, nenhum milagre, nenhum relato confiável, diabo algum, nem inferno, nem Paraíso. Não preste qualquer atenção a artistas desse tipo! São João Crisóstomo declarou: “Exortamo-vos a crerdes nas Escrituras. Se alguém concorda com as Escrituras, este é um cristão”.
        Não se impressione com o ceticismo de certos cientistas com respeito à Bíblia. Quanto sabem os cientistas? Numa das novelas de Balzac, um cientista, insensível às lágrimas da esposa, comenta: “O que são lágrimas? Eu as analisei: Há um pouco de fosfato, de cálcio, cloreto de sódio, algum muco e certa quantidade de água”. Quem considera a Bíblia com uma mente assim distorcida está condenado a não entendê-la. Acredite em cada letra da Bíblia.
        Um conferencista ateu tentava provar que a Bíblia é indigna de confiança. Ele a abriu em Ecles. 1:9, que diz: “Não há nada de novo debaixo do sol”. Zombeteiramente, argumentou: “Esta é uma clara mentira. Há tantas coisas novas debaixo do sol-raios-X, radio, telégrafo, estradas de ferro! Tantas invenções a respeito das quais a humanidade não tinha idéia séculos atrás”.
        Um cristão respondeu sem se perturbar: “A Bíblia está certa em cada vírgula. Nada há de novo debaixo do sol”. Agora o materialista ficou nervoso: “Como pode ser tão teimoso e apresentar uma resposta tão estúpida? E novamente passou a enumerar novidades como o raio-X, o rádio, as estradas de ferro, e assim por diante.
        A resposta do cristão foi: “Desde o princípio, os crentes têm dito aos descrentes: ‘Você não pode enganar a Deus com uma religião exterior. Deus olha para o coração’. Os descrentes estavam certos de que Deus não pode ver o coração porque esse está coberto de carne, ossos e pele. Fica bem oculto. Assim, Deus pediu a Roentgen para construir a máquina de raio-X, com a ajuda da qual até nós, os homens, podemos ver as partes interiores. Mas elas não são algo novo. São ilustrações modernas de uma verdade conhecida há  séculos”.
        O descrente não esperava por essa. Ele perguntou: “E o que me diz a respeito do rádio?” “Velho”, foi a resposta imediata. “tão velho quanto a própria humanidade. Desde o princípio os fiéis têm dito àqueles que vivem no pecado: ‘Tenham cuidado com o que falam! Deus ouve cada palavra’. Mas os infiéis somente respondem com desprezo--‘os céus estão tão distantes. Eu não posso ouvir uma conversa que se desenvolve num cômodo vizinho. Como pode Deus em seu distante céu ouvir minhas palavras, especialmente as más, proferidas num sussurro?’ Assim, Deus deu ordens a Marconi para que construísse um rádio que torna possível às pessoas em Londres ouvirem um locutor tossir em Moscou. Tudo isso ajuda a despertar nossas almas à verdade eterna. Você não vê aquele que fala no rádio. Ele está muito distante. Assim, Deus no céu pode ouvir todas as suas palavras”.
        O infiel estava no limite de sua paciência. “Você também poderia me mostrar que as estradas de ferro não são novas?” “Certamente! Sempre temos advertido: ‘Arrependei-vos hoje! Amanhã pode ser tarde demais!’. As pess*oas retardam o seu arrependimento. Assim, Deus fez com que Stevenson criasse a estrada de ferro. A fim de evitar colisões, todo trem tem que sair no tempo certo. Se você chega um minuto atrasado, o trem terá desaparecido perante os seus olhos-um bom exemplo da velha verdade de que o tempo para o arrependimento é sempre agora. Você pode ter um ataque do coração no próximo minuto”.
        Assim, o conferencista ateu admitiu que com a Bíblia não se brinca.
        A Bíblia é verdadeira; cada letra é verdade. É verdade mesmo em suas contradições.

Extraído de Victorious Faith e reproduzido em The Voice of the Martyrs, agosto de 2001, págs. 10 e 11.

 

Reflexões de H. Hastings Sobre as Escrituras

        Uma vez mais, concluo que este livro tem nele o próprio fôlego divino, pelo efeito que produz sobre os homens. Há homens que estudam filosofia, astronomia, geologia, geografia e matemática, mas já ouviu um homem dizer: “Eu era um perdido, ébrio contumaz, uma vergonha para o meu povo e uma perturbação para o mundo, até que comecei a estudar matemática e aprendi a tábua de multiplicação, e então dediquei minha atenção a geologia, apanhei um martelo e removi pedaços de rocha para estudar a formação da terra, e desde essa época tenho sido feliz por todo o dia; sinto vontade de cantar o tempo todo; minha alma está plena de triunfo e paz; e saúde e bênçãos têm retornado a meu desolado lar”? já ouviu um homem atribuir sua redenção e salvação da intemperança e pecado e vício à tábua de multiplicação, ou à ciência da matemática ou geologia?
        Mas posso lhes apresentar, não um, nem dois, ou dez homens, porém milhares que lhe dirão: “Eu estava condenado; era um perdido; parti o coração de minha pobre mãe; levei meu lar à ruína; minha esposa vivia deprimida e desanimada; meus filhos fugiam ao som de meus passos; estava arruinado, confuso, desamparado, sem esperança, até que ouvi as palavras deste Livro!”
        E ele lhe repetirá as próprias palavras que se ligaram a sua alma. Poderiam ter sido, “Vinde a Mim, os que estais cansados e sobrecarregados, e Eu vos darei descanso”; talvez fossem, “Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”; como também poderiam ser, “Deus amou o mundo de tal maneira, que deu o Seu Filho unigênito, para que todo aquele que Nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”.
        Ele pode lhe proferir as próprias palavras que salvaram a sua alma. E desde que essa Palavra penetrou-lhe o coração ele contará de como a esperança raiou sobre sua visão, como a alegria tem inspirado o seu coração e como sua boca está repleta de cânticos de louvor. Ele lhe relatará que a cor retornou às pálidas faces da esposa; que seus andrajos foram substituídos por roupas decentes; que seus filhos correm para encontrá-lo quando ele chega; que há pão sobre a mesa, fogo na lareira, e conforto em sua habitação. Ele lhe falará sobre tudo isso e lhe contará que este livro operou a mudança.
        Agora, este livro está operando tais milagres, e o faz cada dia. Se você tiver qualquer outro livro que realize tal obra, apresente-o. A obra precisa ser realizada; se você tiver outro livro que o faça, por misericórdia, apresente-o. No momento, porém, enquanto esperamos por você, como sabemos que este livro cumprirá esta obra, pensamos em utilizá-lo até que surja algo melhor.
        O de que mais caremos é do próprio livro. Ele é a sua melhor defesa. Os cristãos às vezes tentam defender a Palavra de Deus. Isso parece como meia dúzia de cãozinhos poodle tentando defender um leão em sua jaula. A melhor coisa a fazer é levantarmos as barras móveis da jaula, deixar o leão sair e ele se defenderá! E a melhor coisa a fazer é apresentar a Palavra de Deus e deixar que a “espada do Espírito” comprove o seu poder, ao penetrar “ao ponto de dividir alma de espírito”.

[H. L. Hastings, Will the Old Book Stand? (Review and Herald, Washington D.C.), s/d]
 
 

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