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SABADO = BENEFÍCIO AO HOMEM


Prof. Azenilto G Brito


 Deus estabeleceu o sábado para o bem do homem, não para servir-lhe de perturbação e ser-lhe um peso. Jesus disse que o sábado foi feito por causa do homem" (não por causa dos judeus), para o benefício de todos os seres por Ele criados, sobretudo nestes tempos de tanta tensão e inquietude.

Devidamente considerado, o sábado é uma indiscutível bênção e não há fundamento em falar de "sentido levítico" desse mandamento. Ao proclamá-lo no Sinai Deus não acrescentou a Ele regras leviticas nem as normas insensatas que mais tarde foram adicionadas por religiosos fanáticos de Israel.

Muitos cristãos admitem ser necessário ter um dia para descanso e especial dedicação a Deus. Pois bem, foi Deus quem o estabeleceu para um duplo propósito: para que o homem descansasse de suas obras ao longo da semana, e para que servisse de memorial a Sua criação e um dia especial para dedicar-se à Sua adoração.

É verdade, ninguém guarda o sábado perfeitamente, mas isso não se aplica só ao sábado. Ninguém guarda mandamento nenhum de modo perfeito, pois "a lei do Senhor é perfeita", "santa, justa e boa" (Sal. 19:7; Rom. 7:12) e nós somos todos tão imperfeitos. . . Até nossas obras de justiça não passam de "trapos de imundície" (Isa. 64:6).

Jesus disse que "se me amais, guardareis os Meus mandamentos". João diz que tais mandamentos "não são penosos" (I João 5:3). Temos aí um dos muitos paradoxos bíblicos. Como se pode considerar os mandamentos "não-penosos" quando a sociedade que nos rodeia não nos permite uma observância perfeita dos mesmos? Lembre-se, isso não se aplica só ao sábado. O mundo que nos rodeia incentiva acima de tudo o pecado, em suas várias formas: egoísmo, adultério, mentira, cobiça. . .

Eu diria que os mandamentos não são penosos para quem realmente ama ao Senhor de todo o coração, e ao próximo como a si mesmo (Mat. 22:36-42). Esse é o grande desafio: desenvolver esse tipo de amor a Deus e aos semelhantes ao ponto de que a obediência a Deus, por difícil que humanamente pareça, não pareça um peso, e sim um prazer.

Quanto ao fato de que os judeus não querem nem apertar um botão no sábado, ou caminhar certa distância nesse dia, onde na Bíblia o sábado é estabelecido nesses termos? Jesus veio corrigir as falsas concepções quanto à observância do sábado, que tinha sido desvirtuada pelos fariseus e saduceus de Seu tempo.

João no Apocalipse fala que há um "dia do Senhor" (1:10), e em toda a Bíblia somente o sábado merece esse título. A observância do domingo procede do paganismo romano, como tem sido demonstrado por pesquisadores, como o Dr. Bacchiocchi nesses materiais que temos divulgado. Assim, dizer que observa o domingo para celebrar a Ressurreição pode parecer algo muito nobre e do agrado de Deus, contudo, lembre-se que Caim também tinha as melhores intenções em sacrificar os vegetais ao Senhor, mas o que ele praticava simplesmente não correspondia aos requisitos divinos, e o seu sacrifício não foi aceito.

Uma sociedade moderna em que a maioria observasse o sábado teria que ajustar-se segundo circunstâncias específicas. Um pastor adventista logicamente trabalha, e até mais do que o normal, no dia de sábado, mas isso está previsto na lei (ver Mat. 12:5). No sábado o sacerdote sacrificava em dobro. . . Mas era uma atividade que visava aos interesses do povo de Deus e do Seu Reino.

Num local onde a população é quase toda adventista, havia um problema: malfeitores aproveitavam-se da ausência dos moradores quando iam à igreja no sábado para invadir-lhes as casas. Que fazer? Os adventistas do local estabeleceram um sistema de guarda, em que um morador por semana ficava "de plantão" como guarda no dia de sábado para que os moradores locais não sofressem tais inconveniências. Não estaria este individuo trabalhando para o benefício do povo de Deus? Ele estaria preocupado com questões seculares, é verdade, mas numa circunstâncias especial, causada pelo mundo de pecado em que vivemos. Na Nova Terra tal problema certamente inexistirá (Isa. 66:22, 23).

É verdade, quem não tem o seu próprio automóvel terá que valer-se do transporte público no sábado, mas o sistema já existe, não foi criado para transportar essa pessoa. Ela se vale do que se pratica no mundo, pelas circunstâncias especiais de vivermos numa sociedade que não segue o plano divino, não é uma teocracia, como era o ideal para Israel. Com ela ou sem ela, o sistema continuaria a existir do mesmo modo. Se o motorista estivesse trabalhando só para essa pessoa, então teríamos que analisar o problema dentro de um contexto ético-moral que tal prática constituiria.

Enfim, irmã, a Bíblia é muito clara que no final da história humana, os que serão reconhecidos como seguidores de Cristo são os que fazem "a vontade do Pai que está nos céus" (Mat. 7:21). E onde tal vontade é mais claramente exposta senão em Sua lei dos Dez Mandamentos? (ver também Apoc. 14:12).

Os que proclamarem "Senhor, Senhor" recordando as muitas coisas maravilhosas que praticaram poderão ser passados por alto naquele dia. A razão? Jesus diz: "Apartai-vos de mim, vós que praticais o que é contrário à lei" (Mat. 7:23) [segundo tradução literal do original grego, pois a mesma palavra anomian de Mateus 7:23 se acha em 1 João 3:4 com o sentido de "transgressão da lei"].

Assim, quando diz que sua "visão da vontade de Deus é mais espiritual do [que] legalista" a irmã incorre no equívoco de julgar os que buscam observar o sábado como legalistas. Mas por que isso só se aplicaria ao mandamento do sábado, e não aos demais nove do decálogo? O ser legalista independe do mandamento, e tem que ver com a atitude de cada um para com o príncipio de obediência integral a Deus.

Não somos salvos por observar mandamentos da lei, pois a salvação não é por méritos que possamos ter reunidos por nossas obras. Contudo, a obediência a Deus procederá do sentimento de que "nós amamos, porque Ele nos amou primeiro".

Aprendamos a amar verdadeiramente, ao Senhor e aos nossos semelhantes, que é a fórmula para o cumprimento da lei (Rom. 13:10).

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