Evolucionismo Teísta, Solução Teológica
Para Explicar as Origens?

 Michelson Borges.

O evolucionismo teísta tenta ser a conciliação entre o criacionismo e o evolucionismo, mas não
passa de uma teoria amorfa
 
       À medida que as pesquisas no campo da Bioquímica e da Biologia Molecular avançam, mais o homem se conscientiza da enorme complexidade da vida. A idéia de que tudo teria surgido por mero acaso, através de fatores aleatórios ao longo de bilhões de anos, já não é tão aceita em nossos dias. E é nesse vácuo entre fé e teorias científicas atéias que vem surgindo com força o evolucionismo teísta.

       É interessante observar as reviravoltas que ocorrem na História. Durante a Idade Média não foram poucos os casos em que a ciência teve de se submeter à Igreja. Através da “Santa” Inquisição, o romanismo impunha o medo e mantinha sua dominação ideológica sobre a massa desinformada. A própria Bíblia era negada ao povo. Durante séculos a circulação da Bíblia foi proibida pela Igreja dominante. Ao povo era proibida a sua leitura.
       Os anos passaram. Pudemos ver, já no fim do século 20, outra reviravolta. A Igreja Romana (quem diria!) se submetendo às proposições da ciência. Pior: às incertezas da ciência. Como dizemos num artigo com reflexões sobre o Credo dos Apóstolos,
 
“A teoria da evolução surgiu no seio da intelectualidade ocidental para negar esse Criador e Sua obra de criação com desígnio. O quarto mandamento da divina lei, a observância do sábado, serve como uma refutação às idéias de evolução das espécies, de suposta comprovação científica, o que não é verdade como inúmeros pesquisadores sérios, que não venderam a alma para o 'sistema', o têm demonstrado.

“Contudo, além de desprezar o mandamento que constitui uma contrafação a esse engano sutil, o líder máximo da Igreja Católica em ano recente fez declaração oficial de reconhecimento da teoria da evolução como fato comprovado!

“Sendo assim, a Igreja Católica associa-se aos que defendem a patética idéia de que o homem não foi criado especialmente por Deus para tê-lo como um ser feito ‘à sua imagem e semelhança’, como descrito no Gênesis (1:26), mas derivou de uma evolução de milhões de anos em múltiplas eras, a partir de uma ameba numa poça dágua barrenta, passando por estágios de bestas irracionais, matando e morrendo em carnificinas colossais até destacar-se como um ser superior que, após outras tantas eras de vida sub-humana, desenvolveu-se tardiamente como homo sapiens, chegando, enfim, à crença num Ser divino originador de tudo.

“Em lugar do quadro bíblico de que ‘Deus fez  o homem reto, mas ele se meteu em muitas astúcias’ (Ecl. 7:29), crê oficialmente a Igreja Católica o contrário disso, como advogam intelectuais e cientistas de vários campos de pesquisa quanto ao evolucionismo, fonte de descrença, agnosticismo e todo tipo de visão materialista que se possa imaginar. Destarte, a Igreja Católica preferiu acatar as teorias dos negadores da criação especial com desígnio, preferindo adotar as teses discutíveis e disputadas dos pregadores da mentira de não ser o homem senão mero animal que por algum feliz acidente desenvolveu-se mentalmente para poder aspirar ao domínio dos demais seres que não tiveram idêntica sorte.

“Paulo bem profetizou que ‘haverá  tempo em que não suportarão  a sã doutrina; pelo contrário, cercar-se-ão de mestres, segundo as suas primeiras cobiças, como que sentindo coceira nos ouvidos; e se recusarão a dar ouvido s à verdade, entregando-se às fábulas’ (2 Tim. 4:3, 4).  Isso ele disse após recomendar a seu discípulo Timóteo: ‘Prega a palavra, insta, quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta com toda a longanimidade e doutrina’ (vs. 2)”.
 
        No fim de outubro de 1997. A revista Veja trouxe à página 47, de sua edição de 30 de outubro daquele ano, o seguinte subtítulo: “O Papa surpreende ao dizer que a teoria da evolução é mais do que uma simples hipótese”. E o artigo de Laurentino Gomes continua: “A Igreja [Católica] há muito tempo admite que alguns textos bíblicos são narrativas alegóricas, que não devem ser tomadas ao pé da letra. É o caso do livro Gênese...” Bem, isso não é nenhuma novidade, mas a seguinte declaração do Papa, foi: “As novas descobertas levam à constatação de que a teoria da evolução é mais do que uma hipótese . . . se o co rpo humano tem sua origem em matéria pré-existente, a alma foi criada diretamente por Deus” (Aqui João Paulo II repete uma frase da encíclica Humani Generis, do papa Pio XII). Essa declaração papal conferiu grande força à evolução teísta.

       Na verdade, mesmo que o falecido papa não tivesse dito isso, as pessoas estão percebendo que Deus se explica (ou se aceita) pela impossibilidade de, sem Ele, se poder explicar tudo o que existe. Cada vez mais a idéia lógica de um Planejador cósmico é admitida, mas o pensamento evolucionista ainda resiste, uma vez que, para muitos (como os católicos), é sinônimo de verdade científica (ao invés de teoria). Qual a solução, então? “Bem” – explicam alguns, – “Deus criou a matéria através do Big Bang e deu início ao processo evolutivo.” Simples, não? Na verdade, parece simples, mas não é.

       Se partirmos da premissa de que Deus é o Criador, mas Se utilizou de processos evolutivos para trazer a vida como a conhecemos à existência, a primeira a ser atingida por ess e raciocínio “conciliatório” é a Bíblia. Vejamos por quê.

       A Palavra de Deus deixa clara a nossa responsabilidade diante do Criador. Mas se a espécie humana é o resultado final do acaso e da evolução através das eras cronológicas, temos nós qualquer responsabilidade diante de um poder mais elevado? De acordo com o Dr. Siegfried Schwantes “que estímulo há para se forjarem caracteres nobres e se praticarem atos heróicos numa filosofia que não reconhece outra lei que não a da selva, nem outra sanção que não a sobrevivência do mais forte?” (Colunas do Caráter, pág. 205 – Casa Publicadora Brasileira).

       Se a espécie humana evoluiu, tem significado o importante conceito “todos são criados iguais”? E como a regra áurea “fazei aos outros o que quereis que vos façam” encontra significado na sociedade, se a “sobrevivência dos mais aptos” tem sido responsável=2 0por trazer a humanidade ao seu presente estado de inteligência superior? As duas idéias não parecem ser compatíveis. Aliás, se a teoria evolucionista estiver correta, nem ao menos poderemos estar certos de que a “raça” branca, a “raça” negra, ou qualquer outra “raça” não seja inferior.

       Como se pode ver, a teologia bíblica é atingida bem no centro se rejeitarmos o relato da Criação. Importantíssimas doutrinas da Bíblia dependem desse relato. Por exemplo: a Bíblia afirma que a morte ocorreu como resultado do pecado (ver Gênesis 2). E na carta de Paulo aos Romanos, lemos que “por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte” (Romanos 5:12). Mas a evolução ensina que a morte existiu desde o princípio, muito antes que houvesse um ser humano. Em outras palavras: a morte não é um resultado do pecado.

       Nesse caso, qual é o significado teológico da vida e morte de Jesus? Paulo diz: “Porque, como pela desobediência de um só homem (Adão) muitos se tornaram pecadores, assim também por meio da obediência de Um só muitos se tornarão justos” (Romanos 5:19).

       Por que precisamos de redenção e libertação? Se não houve um Jardim do Éden, com sua árvore da vida, qual é o futuro que Apocalipse 22 descreve para os remidos? Se as rochas da crosta terrestre já estivessem cheias de restos fossilizados de bilhões de animais, e mesmo de formas hominídeas que pareciam homens, então o próprio Deus é diretamente responsável por ter criado o sofrimento e a morte, não como julgamento pela rebelião, mas como fator integral da Sua obra de criação e governo soberano. E isto significa caos teológico!

       O quarto mandamento da Lei de Deus diz: “Lembra-te do dia do sábado para o santificar, seis dias trabalharás e farás toda a tua obra, mas o sétimo dia é o sá bado do Senhor teu Deus ... porque em seis dias fez o Senhor os Céus e a Terra e o mar e tudo que neles há, e ao sétimo dia descansou; portanto abençoou o Senhor o dia do sábado e o santificou” (Êxodo 20:8-11). Além de ser um mandamento e um sinal distintivo entre o Senhor e Seu povo (ver Ezequiel 20:20), o sábado comemora a obra criadora de Deus, em seis dias literais. Cristo confirmou este mandamento guardando-o (ver Lucas 4:16). A Bíblia assegura que na Nova Terra (Apocalipse 21) também será observado o sábado (ver Isaías 66:23).

       Pela teoria evolucionista teríamos que ignorar também este importante conceito bíblico que é uma evidência de nosso amor ao Criador (ver João 14:15), memorial da criação e selo de obediência e fidelidade a Deus.

       Como se pode ver, evolução e criação é uma mistura impossível. A tentativa de conciliação (talvez para se evitar maiores discussões) acaba originando um a teoria amorfa e ilógica. A Criação não pode ser provada em laboratório, é verdade. Mas a evolução biológica (especialmente a abiogênese) também não. No fundo, tudo é uma questão de fé. De minha parte, prefiro crer no Deus Criador Todo-Poderoso, a crer no acaso e no tempo como os fatores “desencadeadores” da vida.

Adaptado de artigo de Michelson Borges.
 
 


Professor Azenilto G. Brito
Ministério Sola Scriptura


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