Salvação Para Todos

 

 Marcelo Oliveira Silva
Aos amados santos.

      Meus amados na palavra de Deus não somente não há versículos que, devidamente entendidos, dêem suporte à expiação limitada, mas há numerosos versículos que ensinam a expiação ilimitada, isto é, que Cristo morreu pelos pecados de toda a raça humana.
Os calvinistas extremados não têm oferecido, embora tentem, quaisquer interpretações satisfatórias desses textos que dão apoio à expiação limitada.
      Vamos analisar João 1:29 para vermos seu significado claro:
      "No dia seguinte João viu Jesus aproximando-se e disse: 'Vejam! É o Cordeiro de Deus, que tira o pecado mundo!" À luz do contexto e de outros usos da palavra "mundo" no evangelho de João, é evidente que a palavra "mundo" aqui não significa "a igreja" ou "os eleitos" mas todos os seres humanos caídos. O apóstolo recorda posteriormente que "Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito" (Jo 3:16). O significado desejado pela palavra "mundo" é explicado somente três versículos adiante. "Este é o julgamento: a luz veio ao mundo, mas os homens amaram as trevas, e não a luz, porque as suas obras eram más" (Jo 3:19).
      Mais claro que isso meus irmãos só o ouro da Nova Jerusalém que é transparente. Isso mostra de maneira clara a totalidade do mundo caído, como é o sentido de João 16:8: "Quando ele (o Espírito Santo) vier, convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo".
      Os calvinistas extremados como resposta afirmam "que freqüentemente a Bíblia usa as palavras mundo e todos num sentido restrito e limitado". Eles dizem que todos não é todos, e como apoio citam a passagem de (Lc 2:1-2) de outro livro, em outro contexto, usando no sentido geográfico (não redentor) numa tentativa fútil de provar esse ponto. Se "todos" não significa "todos" os seres humanos caídos, então o que o termo significa em Romanos 3:23: "Todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus"? Significa que somente os eleitos pecaram?
      Muitos calvinistas extremados crêem que criaram uma armadilha para seus oponentes ao perguntarem: "Para quem a expiação foi feita?". Se ela foi pretendida para todos, então por que todos não são salvos? Como pode a intenção de um Deus soberano ser frustrada? Se ela foi pretendida para somente alguns, a saber, os eleitos, segue-se que a expiação é limitada. Assim meus amados irmãos o dilema é este:

1) A expiação de Cristo foi pretendida para todos ou somente para alguns (os eleitos)?

2) Se ela foi pretendida para todos, então todos serão salvos (visto que as intenções soberanas de Deus se realizarão).

3) Se ela foi não foi pretendida para todos, então ela foi pretendida somente para alguns (os eleitos).

4) Portanto, ou o universalismo é verdadeiro ou a expiação limitada é verdadeira.

      Meus amados naturalmente, tanto os calvinistas moderados como os arminianos tradicionais negam o universalismo. Portanto, podia parecer que estão inclinados a aceitar a lógica da expiação limitada.
      Em resposta à questão e ao dilema, é somente necessário apontar que a premissa 1 é um dilema falso. Há uma terceira opção: "A EXPIAÇÃO DE CRISTO FOI PRETENDIDA PARA PROPORCIONAR SALVAÇÃO PARA TODOS ASSIM COMO PARA OBTER SALVAÇÃO PARA TODOS OS QUE CRÊEM".
      O falso dilema supõe erroneamente que havia somente uma intenção para a expiação. Ou, se entendida em termos de uma intenção primária ou simples, vejam que o propósito da expiação foi obter salvação para todos os que crêem. Mas visto que Deus sempre quis que cada pessoa cresse, Ele também pretendeu que Cristo morresse para proporcionar salvação para todas as pessoas. É a negação de que Deus realmente quer que todas as pessoas sejam salvas que causa o erro repugnante do calvinismo extremado.
      Concluo da seguinte maneira:
      Segundo a Pura Palavra de Deus vemos que Cristo morreu pelos pecados da totalidade do mundo. A expiação é ilimitada em sua extensão. O significado contextual claro de numerosos textos é que Cristo morreu pelos pecados da totalidade da raça humana.

Na paz

Comentários Adicionais

Prof. Azenilto G. Brito

      A “intenção soberana de Deus” foi de criar o homem como um agente livre, não como um robô, programado para O amar e servir. O amor e serviço do homem só fazem sentido se for voluntário, do contrário seria o mesmo que um pai exigir que seus filhos o amem, do contrário os surra. . .
      O erro básico do calvinismo é imaginar que a aceitação da salvação pelo homem seria uma “obra meritória”, ou uma fusão sinergística da ação humana, mais a ação divina. Contudo, a verdade é que a aceitação da salvação é exatamente o contrário disso: é uma demonstração de que o homem percebe a inutilidade de salvar-se a si mesmo, por seus próprios recursos e obras. Trata-se de um ato de renúncia de si mesmo e busca de socorro com Aquele somente que pode lhe socorrer.
      Os calvinistas alegam que o homem de si mesmo não poderia jamais superar a barreira de pecado para aceitar a salvação. Estão certos nesse ponto, mas não devem se esquecer de que Deus manda o Seu Espírito a “contender com toda a carne” (Gên. 6:3), como vemos na descrição dos tempos antediluvianos. Mas o que se dava então, e se percebe hoje, é que a maioria não se abre às influências do Espírito, e resiste a Seus apelos e chamamento. Contudo, "onde abundou o pecado, superabundou a graça" (Rom. 5:20). Deus não se vê impotente ante a depravação total humana. Ele tem plena condição e interesse em superar o abismo causado pelo pecado, que fazem SEPARAÇÃO entre o homem e Deus (Isa. 59:2). O Criador do homem tem meios de edificar pontes para alcançar a alma perdia.
      Se Deus não escolhe TODOS para a salvação, acolhendo, porém, como Seus filhos somente os que aceitam o Seu plano, Ele é o responsável final pelos bilhões que se perderem. E o pior é que ensinam a terrível doutrina do inferno inapagável, onde Deus preserva em torturas infindáveis bilhões de seres que ali terão suas existências miseráveis sob a ação divina, pois “Nele vivemos, e nos movemos, e existimos” [Atos 17:28].
      Cada momento de nossa existência devemos a Deus, e isso se aplica tanto a esta vida, quanto à vida do além-túmulo. Até os animais, dizem as Escrituras, têm sua existência nas mãos de Deus, segundo o Salmo 104:29.
      Como seres de livre escolha, cada um definirá o seu destino—ou do lado do bem, ou do lado do mau. Disse o profeta Isaías que “se quiserdes, e obedecerdes, comereis o bem desta terra" (Isa. 1:19), e o convite de Cristo a todos é claro: "O Espírito e a noiva dizem: Vem. Aquele que ouve diga: Vem. Aquele que tem sede, venha, e quem quiser receba de graça a água da vida".
      Conta-se que um pintor cristão fez um belo quadro representando Cristo ao bater na porta de uma casa, e sob a pintura transcreveu o texto de Apoc. 3:20: "Eis que estou à porta e bato; se alguem ouvir a Minha voz, e abrir a porta, entrarei na sua casa, e cearei com ele, e Ele comigo".
      Alguém olhou atentamente o quadro e comentou ao artista: "Parece-me que se esqueceu de uma coisa: a fechadura. Não aparece nenhum trinco na porta".
      Ao que o artista replicou: "Eu fiz de propósito, pois o trinco fica do lado de dentro. Cristo não força a entrada. O pecador é que tem de abrir a porta".
 

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