Os Aspectos Legais e Morais da Salvação-I

 
      Há dois aspectos a considerar no exame do tema bíblico da salvação–o legal e o moral. O pecado tanto é culpa (legal) quanto poluição (moral). A expiação foi uma satisfação feita  à lei divina (legal) bem como uma demonstração do amor de Deus para mudar nossos corações (moral).
      A salvação consiste numa mudança em nossa postura perante a lei, o que se chama justificação (legal), bem como uma mudança em nosso estado, que é chamado de santificação (moral).
      Nos séculos que se seguiram à era apostólica a Igreja crescentemente confundiu esses dois aspectos da redenção. Isso significou que a correta postura do homem perante Deus ou sua aceitação por Ele jazia sobre sua renovação moral pessoal Conquanto se mantinha que essa renovação moral era cumprida pela graça, a salvação ainda repousava sobre a justiça interna do homem religioso.
      Não é exagero que Koslin (The Theology of Luther, págs. 77, 78) diga que Lutero foi “o primeiro grande pregador claro de justificação pela fé enviado para a Igreja Cristã desde os dias do apóstolo Paulo”. É duvidoso se a Igreja primitiva realmente entendia ou apreciava a real força da doutrina de justificação por uma justiça imputada, de São Paulo. Niebuhr está provavelmente correto quando sugere que a Igreja foi incapaz de assimilar a verdade da teologia paulina até ter adequadamente tentado as alternativas e constatar que eram falidas.
      Seja como for, os Reformadores tornaram clara a distinção entre os aspectos legais e morais da redenção (isto é, entre justificação e santificação). Eles foram até mais adiante e mantiveram o primado da consciência legal do homem Ocidental com tão tempestuosa fúria que mudaram a história da Cristandade, religiosa, econômica, política e socialmente.
 
O Primado do Legal
 
1. Na Questão do Pecado. O pecado deve ser visto como culpa (Rom. 3:19), bem como poluição (Jó 14:4; Jer. 17:9). Na teologia do romanismo o pecado é tido primariamente em termos de poluição. Conseqüentemente, a salvação é imaginada primariamente em termos de renovação moral. O que torna um pecador aceitável a Deus diz-se ser uma transformação interior (gratia infusa) que remove a ofensa da poluição interior. O protestantismo original, contudo, sendo um reavivamento da teologia paulina, via o pecado primariamente como culpa–o débito do homem para com a lei.
      Aqui vemos um estranho paradoxo. Os oponentes da Reforma viam o pecado primariamente como um defeito moral no homem, mas tinham uma visão superficial da ruína completa do homem e de como esse defeito moral permeia toda parte de sua existência. Os proponentes da Reforma viam o pecado primariamente como a culpa do homem perante a lei, contudo foram eles que tiveram uma visão tão profunda da condição moral do homem que mantinham a doutrina da “depravação total”.

   2. Na Questão da Expiação. Há dois principais aspectos da expiação. (1) Há o aspecto de Cristo portar nossa punição judicial ou satisfação penal. Isso é amiúde (e corretamente) referido como morte substituinte de Jesus Cristo. (2) Também, há o aspecto da revelação do amor de Deus à mente obscurecida do homem pecador.
      Quando o segundo aspecto somente é ressaltado (ou mesmo suplanta o primeiro), temos o que é conhecido em teologia como “a teoria da influência moral da expiação”. Ela acompanha a idéia de que o pecado não é um problema legal (culpa) mas tão-só um problema moral (poluição). Com uma boa dose de plausibilidade alega que não foi Deus, mas o homem, que mudou na Queda, e, portanto, a salvação somente consiste em mudar o homem. O coração do homem carece de reconciliar-se com Deus, e a fim de efetuar essa mudança, Deus precisa dar ao homem uma tal demonstração de Seu amor que operará a necessária mudança de atitude no pecador. A cruz é essa revelação. Nesse teoria, a salvação não foi operada na cruz, mas é um processo subjetivo operado no coração do pecador. Quando se arrepende e crê no amor de Deus (que a cruz o capacita a fazer), ele é declarado justo porque agora está moralmente mudado e, portanto, se acha numa correta relação com Deus.
      Não negamos que haja um fator de grande influência moral na expiação. Afinal de contas, não declarou Paulo que o amor de Cristo, demonstrado em Seu morrer “por todos”,  o constrangia a viver para Cristo (2 Cor. 5:14, 15)?  O erro da teoria da influência moral jaz mais no que nega. Para ser específico:

      a. Nega a realidade da lei divina, sua sentença contra os pecadores, e a ira de Deus resultante do pecado.

      b. Deixa de apreciar que a reconciliação no ato da expiação por Cristo era algo que teve lugar por nós e em nosso interesse enquanto ainda éramos inimigos de Deus (Rom. 5:10; Col. 1:20-22). Isso, portanto, é algo que teve lugar objetivamente, por nós, e não foi um processo subjetivo.

      c. Reduz o amor de Deus a mero exibicionismo. Se um homem se lançasse ao mar e morresse apenas para provar o seu “amor”, seria considerado louco. “Amor” que não se baseie em necessidade é exibicionismo. Se, por outro lado, um homem se lança a um mar agitado a fim de salvar alguém de afogar-se mas perde a vida no processo, poderíamos apreciar isto como genuíno amor. De igual maneira, a morte de Cristo foi absolutamente necessária para nossa salvação. A justiça deve ser levada adiante. A honra da lei deve ser sustida. Somente Aquele que é tanto Doador da lei como parte Ofendida poderia salvar-nos nessa situação. “. . . sem derramamento de sangue não há remissão [de pecados]”. (Heb. 9:22). O processo divino de nos salvar foi tão necessário como tinha sido o amor de Deus para nós. Contudo, na teoria de influência moral o processo de expiação torna-se praticamente irrelevante.

      Devemos nos lembrar que os apóstolos escreveram tendo o Velho Testamento como pano de fundo e toda a história e educação de Israel. A base desse fundamento era a lei e a demanda por justiça para atender as suas reivindicações. A mensagem evangélica do Novo Testamento é sempre apresentada em sua relação com o requisito legal do Velho Testamento. No livro de Romanos, por exemplo, Paulo é cuidadoso em reiterar a inexorável exigência legal (Rom. 2:13) antes de prosseguir mostrando como essa exigência é atendida na obra substitucionária de Cristo. Isso não é negar a lei, mas honrá-la (Rom. 3:31). Paulo somente nega a lei como um método de salvação, não como uma válida demanda de um Deus justo.
      Se alguém tem a mais leve dúvida sobre a supremacia do legal sobre o moral, que considere como Deus lidou com Jesus Cristo sobre a cruz. No que tange a Sua condição moral, Cristo era a justiça de Deus. No que diz respeito a Sua posição legal, ele foi “contado com os transgressores”. A justiça tratou-O, não segundo o que Ele próprio era em Si mesmo, mas segundo Sua postura aos olhos da lei. Podemos até dizer que quando os pecados do mundo foram imputados (legalmente computados) a Jesus Cristo, Ele foi tratado segundo a Sua posição legal, e não de acordo com Sua condição moral. O legal tomou precedência sobre o moral.
      Há uma eternidade de conforto aqui para o crente. Nenhum homem sobre a Terra é totalmente isento de pecado. Permanece alguma contaminação da natureza nos melhores santos (1 João 1:8; Sal. 143:2). O homem de Deus é freqüentemente humilhado com um senso de sua própria pecaminosidade, mas ele nunca é lançado fora. Ele percebe que a justiça de Cristo é imputada (legalmente considerada) como sua, e aos olhos da lei apresenta-se como justo como o próprio Cristo. Deus não trata com ele à base de Seu estado, mas com base em Sua postura. Deus não contempla a iniqüidade em Jacó, pois a promessa do novo concerto declara: “. . . buscar-se-á a iniqüidade de Israel, e já não haverá; os pecados de Judá, mas não se acharão . . .” (Jer. 50:20).
      Que conforto e segurança, portanto, se acha na verdade de que o legal tem precedência sobre o moral! Deus não lida conosco à base do que somos em nós mesmos, mas nos trata de acordo com o que somos em Jesus Cristo.

      3. Na Questão da Soteriologia. Se o pecado é primariamente culpa perante a lei (legal) e se a expiação é uma satisfação à lei (legal), segue-se que o aspecto legal da salvação deve tomar precedência sobre o aspecto moral. A palavra bíblica “justificação” é um termo jurídico relativo a julgamento e lei. É o veredito do Juiz de que aquele que foi julgado apresenta-se justo aos olhos da lei. Os melhores eruditos protestantes sempre mantiveram que o verbo justificar significa declarar justo e não tornar justo. Se justificar é tomado como tornar justo no sentido subjetivo, então se confundirá com santificação.
      Quaisquer dúvidas sobre o sentido forênsico de justificação deviam ser postas de lado quando o ‘como’ da justificação é considerado. Em Romanos 4 o apóstolo emprega a palavra logizomai (imputar, considerar, contar como) onze vezes. Seu sentido é transparentemente claro. O crente é creditado com a justiça de Cristo porque Cristo obedeceu, ao ponto da morte, no lugar do crente (Substituto) e em nome do crente (Representante).
      Os Reformadores não só foram cuidadosos em manter a natureza legal da justificação e distingui-la da santificação (a mudança moral), mas se batiam pela primazia e supremacia da justificação sobre a santificação. A comunhão com Deus não pode basear-se na experiência de santificação, mas na imputação do atendimento de Cristo das reivindicações da lei por nós. Nunca poderemos alcançar um ponto em santificação em que a comunhão com Deus não repouse sobre o perdão dos pecados.
      Era a grande alegação de Roma contra a doutrina Protestante de justiça forênsica que esta era subversiva à santificação. Por fazer a aceitação com Deus repousar sobre a transformação interior, Roma argumentava que estava depositando o real valor sobre a santificação.
      Uma verdadeira perspectiva de teologia e história, contudo, nos revelará que aí estava o erro mais fundamental de Roma. O puritanismo de Genebra, ou anglo-saxão, de Calvino não se destacava por sua falta de fervor moral. Poderia o mesmo ser dito de comunidades na Espanha e Europa meridional onde a luz da Reforma nunca penetrou? O fato é que o aspecto legal da salvação é a verdadeira raiz da renovação moral. A justificação é a fonte da santificação. A menos que o aspecto moral repouse sobre o legal e derive sua vida e direção do legal, deve minguar e morrer. De fato, não é mais moral, mas imoral.
      Podemos ilustrar nosso ponto referindo-nos à instituição do casamento. O matrimônio é um reflexo do relacionamento divino-humano. Antes que um homem e uma mulher possam legitimamente viver juntos, devem ser legalmente marido e esposa. O contrato matrimonial é um acordo legal. O santo amor é fundamentado sobre um compacto legal. Nenhuma experiência de viver juntos tornará o casamento legal. Há aqueles que depreciam o valor de um contrato matrimonial chamando-o de “mero pedaço de papel”. Julgam que a única coisa que conta é a experiência de duas pessoas que se amem. Mas logo fica provado que o casamento que não se baseie em nada mais do que experiência não tem estabilidade ou segurança e é contaminado por todo tipo de miseráveis dúvidas. É uma prostituição do amor porque não segue o arranjo divino.
      Nossa comunhão com Deus não é fundamentada sobre nossa experiência de santificação, mas sobre o juramento do concerto. A idéia do concerto perpassa a Escritura inteira. Concerto é uma palavra legal. É um contrato. A justificação nos constitui “casados” legalmente (com justiça) com Jesus Cristo (Rom. 7:4). Deus não participará de fornicação espiritual. Temos que nos tornar legalmente Seus pelo divino pronunciamento antes que Ele possa viver em união conosco. Ou, para mudar a ilustração (mas não a verdade), devemos ser legalmente adotados como filhos antes que Deus possa enviar o Espírito de Seu Filho para nossos corações (Gál. 4:5, 6).
      Se a comunhão com Deus basear-se em santificação, o que pode o crente fazer no dia de escuridão e prova quando tropeçar ou for surpreendido com falhas e erros? Que direito pode agora reivindicar para ter comunhão com Deus quando é vividamente confrontado com a pecaminosidade humana diante da face da divina glória? Quão facilmente poderia a fé falhar, e ele se apresentasse desarmado em meio a seus inimigos, se não tivesse voto e concerto ao qual fugir para buscar refúgio no dia da tempestade! Feliz é o homem que na hora da prova e dificuldade tem algo melhor do que sua hesitante experiência sobre a qual firmar-se.
      Uma mulher que ignora um relacionamento legal e tenta estabelecer um relacionamento com um homem somente com base em experiência está prostituindo uma lei da vida fundamental. No Apocalipse de São João, Babilônia (que representa toda religião falsa) é chamada de prostituta (Apo. 17:5). Babilônia é todo sistema que tenta estabelecer um relacionamento com
Deus à base da mudança moral do homem. Santificação é uma mudança moral. Justificação é sua base legal, e sem justificação não pode existir verdadeira santificação.
      Que aqueles que imaginem que as transações legais não têm realidade considerem por um momento o mundo da economia e os grandes impérios financeiros que controlam mão de obra e recursos. Em algum lugar num escritório uma decisão é tomada, papéis são impressos e um contrato é assinado, e milhões de dólares são legalmente atribuídos a certo empreendimento. Como resultado desse “pedaço de papel” (se assim prefere), mil homens põem músculos em ação, motoniveladoras movem montanhas, e vidas de uma multidão são vitalmente afetadas. Qualquer empreendimento importante deve ser legalmente transacionado antes que possa ser vitalmente levado a cabo; e nesse respeito as coisas divinas não são diferentes.
 

Os Resultados de Negligenciar os Aspectos Legais da Salvação
 
      Lutero freqüentemente dizia que se o artigo da justificação fosse perdido, toda verdadeira doutrina cristã é perdida ao mesmo tempo. Chamaremos brevemente sua atenção às conseqüências de negligenciar os aspectos legais da salvação.

1. Primeiro e acima de tudo, a cruz de Cristo é esvaziada de real significado. Se Cristo não satisfez as demandas da lei no Calvário, então a cruz se torna uma tragédia sem sentido ou algum incompreensível exibicionismo.
      Também, se o pecador pudesse ser salvo pela renovação moral (Cristo no coração, o batismo do Espírito, etc.), então teria sido realmente desnecessário que Cristo sofresse e morresse. Se não existissem reivindicações legais para a salvação humana a cruz seria desnecessária e irrelevante. Talvez é por isso que ouvimos tão pouca exposição sobre o evento da cruz hoje em dia, e em lugar disso somos mergulhados no “evangelho” da vida transformada.
      Nas religiões não-cristãs quaisquer aspectos históricos (se houver algum) podem ser eliminados sem fazer qualquer diferença essencial ao conteúdo dessas religiões. Pareceria como se a mesma coisa poderia ser feita com muito do que se passa como religião cristã hoje.

2. Quando os aspectos legais da redenção são negligenciados em favor da ênfase na renovação moral, o homem se torna o centro, em vez de Deus. Em lugar do ponto focal do Novo Testamento sobre a obra de Deus em Cristo, torna-se a obra de Deus no coração humano. O homem e sua experiência inevitavelmente assumem o centro do cenário. O homem, e não Deus, torna-se o centro da religião.

3. Quando os aspectos legais da redenção são removidos, o crente não tem fundamento objetivo para sua salvação. Os grandes atos de Deus que eram executados fora do crente em Jesus Cristo não são mais o objeto e âncora da fé. Então não há salvação por substituição, representação e imputação. A salvação se reduz a um processo subjetivo no próprio homem.

4. Os aspectos legais da redenção são geralmente negligenciados no interesse de atribuir devida honra à realidade da renovação moral do crente. Mas a santificação que não se baseia em justificação não é legal; e por não ser legal, é imoral. Não edifica realmente a comunidade de crentes, mas a destrói. A menos que a moralidade se baseie na lei divina e na honra dessa lei que teve lugar no Calvário, torna-se imoralidade. É por isso que o Revelador declara que a religião da grande Babilônia corrompe a Terra (Apo. 11:18; 17:5).

5. O desvio dos aspectos legais da redenção, e em muitos casos seu repúdio direto, trai a causa do verdadeiro protestantismo. Atrai o triunfo dos inimigos da Reforma.
 

O Legalismo Não É Legal, Mas Ilegal
 
      É comumente pensado que a Reforma, sendo uma revolta contra o legalismo, não tinha interesses vitais nos aspectos legais da redenção. Esse é o ponto de vista superficial  que muitos têm hoje das questões em jogo na teologia da Reforma. De fato, muitos pensam que imitam os Reformadores e demonstram sua antipatia ao legalismo por desprezar os aspectos legais de nossa redenção. Deixam de ver que legal é lícito, justo e correto, enquanto o legalismo é uma perversão do legal. O legalismo não é legal, mas ilegal.
      Precisamos de uma detida aplicação para raciocinar corretamente de causa para efeito nesta questão.  A teoria da influência moral  conduz inevitavelmente ao legalismo. A idéia de aceitação com Deus com base na renovação moral é legalismo. O conceito de que o pecado é primariamente poluição (moral) e que a salvação é efetuada meramente pelo processo de eliminação dessa poluição é legalismo. Esse sistema todo propõe que é o agente humano que preenche e satisfaz as reivindicações da justiça por alguma experiência pessoal (conquista) própria.
      Por outro lado, o ponto de vista legal do pecado (culpa diante da lei), o ponto vista legal da expiação de Cristo (satisfação à lei), e a doutrina legal da justificação (postura correta aos olhos da lei) matam o legalismo porque colocam a nossa salvação inteiramente no que Outro realizou por nós. O agente humano não é mais deixado com o fardo de tentar satisfazer as reivindicações da lei seja pelo que ele faz ou pelo que foi feito nele. Somente o que satisfaz a lei de Deus pacificará a consciência humana; e o senso de justiça do homem, criado por Deus, nunca realmente será satisfeito com o perdão que não se baseie em absoluta justiça.
      Portanto, a elevação dos aspectos morais da salvação, acima do legal, resulta em legalismo e destrói toda verdadeira moralidade. Por outro lado, quando os aspectos legais da redenção recebem sua primazia, o legalismo é lançado fora e é propiciada uma forte e verdadeira base de ação moral. – Condensado de Present Truth Magazine, Vol. 26.
 
 
Para ir ao artigoOs Aspectos Legais e Morais da Salvação 11 clique aqui

Professor Azenilto G. Brito
Ministério Sola Scriptura
otabrito@aol.com


*************************** 

Outras Opções

Se desejar se comunicar com o autor, mande um e-mail para o link em baixo:
otabrito@aol.com

 bcleliabrito@aol.com

Clique aqui para ir para a página do Prof. Azenilto ARTES CULINARIAS

  Clique aqui para para ir para a página de Historietas-Didaticas"

Clique aqui para ver artigos sobre Os"DEBATES CATÓLICOS"

Clique aqui para ver artigos sobre as "DOUTRINAS CATÓLICAS"

 Clique aqui para ver artigos sobre  SÁBADO OU DOMINGO

 Click aqui para ver artigos sobre a "Imortalidade"

 Click aqui para ler sobre as leis dietéticas

 Click aqui para ver artigos sobre as divisões das leis

 Clique aqui para voltar aos outros artigos

 Clique aqui para ir para os Artigos Numerados

 Clique aqui para ir para a página de livros.

 Ministerio Sola Scriptura