CINCO PERGUNTAS
A que nenhum protestante consegue responder (mas qualquer católico consegue):

1 - Por favor, diga-me uma razão para aceitar a Bíblia que um muçulmano não poderia usar para considerar o Corão inspirado por Deus.

R - Os católicos aceitamos a Bíblia como Palavra de Deus porque a Igreja que Cristo fundou e confiou a São Pedro (Mt 16,18), e que é a Coluna e Firmamento da Verdade (1Tim 3,15), diz que a Bíblia é Palavra de Deus. Como dizia Santo Agostinho, “creio nos Evangelhos porque a Santa Madre Igreja me diz para crer neles”.

         Eu prefiro crer nos evangelhos porque Jesus Cristo e Seus apóstolos disseram ser a verdade revelada de Deus (Rom. 10:17; 2 Tim. 2:15; 3:16-17; 4:2), não porque um líder eclesiástico de tempo posterior ao dos apóstolos demonstra sua submissão a uma instituição que foi profetizada como caindo em apostasia logo após o tempo do próprio apóstolo Paulo, que, ademais, disse certa vez que “o mistério da iniqüidade” já estava em operação nos seus dias (ver Atos 20:29 e 30; 2 Tess. 2:7). No fim do primeiro século, João se queixava dos desvios doutrinários e influências negativas que ele já observava no seio de várias das igrejas de seu tempo (ver suas cartas às 7 igrejas da Ásia em Apocalipse, caps. 2 e 3).
Os apóstolos elogiaram os bereanos por irem conferir na Bíblia as coisas que ouviam dos apóstolos (Atos 17:11) e Paulo recomenda: “não ultrapasseis o que está escrito”, condenando as tradições e filosofias humanas que tivessem essa característica (1 Cor. 4:6; Col. 2:8).
Cristo não confiou a igreja a Pedro, pois se se leva em conta o princípio de que as epístolas interpretam os evangelhos não há confirmação na história cristã de que Pedro tenha assumido qualquer função de liderança à frente da igreja. Não foi ele quem dirigiu o primeiro concílio, mas Tiago (ver Atos 15). Se Pedro e os demais discípulos tivessem entendido as palavras de Cristo em Mateus 16:18 como estabelecendo a supremacia de Pedro, por que logo adiante disputavam quanto a quem dentre eles seria o maior? Quando muito, iriam disputar a posição nº. 2, pois a nº. 1 já estaria assegurada a Pedro, que jamais reivindicou ser líder dos demais. Quando ele se valeu da figura da “pedra”, atribuiu-a a Cristo, não a si próprio (Atos 4: 10 e 11; 1 Pedro 2: 6-10).

2 - Por favor, diga-me porquê [sic] você aceita apenas uma parte da Bíblia (afinal, a lista de livros que compõem o Novo e o Antigo Testamento foi determinada ao mesmo tempo - aliás, junto com o título de Mãe de Deus para Nossa Senhora - e você aceita apenas parte do Antigo Testamento), e com que autoridade você o faz.

R - Os católicos aceitamos a Bíblia em sua íntegra porque a lista de livros que a compõem foi definida pela Igreja em 397 d.C., sob a autoridade do Sucessor de Pedro Papa São Dâmaso I.

       Chega a ser um exemplo de “apropriação indébita” essa de os católicos pretenderem que foi sua igreja que estabeleceu o Cânon escriturístico, esquecendo-se que na época mencionada não tinha havido ainda o grande cisma de 1054, com a divisão da igreja do Oriente e Ocidente. Os concílios que ocorreram no território que passou a ser dominado pelos ortodoxos não podem ser mencionados como da Igreja Católica, pois se houve eruditos que estudaram os vários escritos para estabelecer tal cânon, muitos deles se identificariam depois como ortodoxos, indo contra a “igreja romana”.
       Também aos judeus foram confiados “os oráculos de Deus”, como é dito em Romanos 3, vs. 2, e eles não aceitam os livros apócrifos cheios de histórias absurdas, doutrinas contraditórias e até um anjo mentiroso.

3 - Por favor, diga-me porque a Bíblia teria precisado de quase 1600 anos para ser entendida corretamente, se ela é teoricamente algo que qualquer um pode ler e entender.

R - Os católicos sabemos que a Bíblia não é algo que qualquer um pode ler e entender sem ajuda (2Pd 3,16, At 8,31), e sabemos que Cristo confiou a São Pedro, o primeiro Papa, a tarefa de tomar conta de Seu rebanho, a Igreja (Jo 21,15-17). Nós seguimos o que os Sucessores de Pedro nos transmitem.

       Jesus jamais mandou alguém buscar a verdade através exclusivamente da igreja, mas prometeu a crentes individuais o Espírito Santo para guiar em toda a verdade: João 16:13. Pregando numa sinagoga, Jesus falou que o conhecimento da doutrina correta não dependia de ir obter as informações numa instituição eclesiástica, mas de buscar fazer individualmente a vontade de Deus: João 7:17.

4 - Por favor, explique como alguém pode saber se entendeu a Bíblia corretamente, se ele só pode confiar na Bíblia, e em mais nada; afinal existem cerca de 30.000 seitas protestantes no mundo, cada uma entendendo a Bíblia de maneira diferente e todas achando que estão certas.

R - Os católicos sabemos que é a Igreja que Cristo fundou e confiou a São Pedro (Mt 16,18), e que é a Coluna e Firmamento da Verdade (1Tim 3,15), quem tem a missão de ensinar (Mt 28,19), e que as Escrituras não devem sofrer interpretação particular (2Pd 2,20), pois quem o faz comete erros que o conduzem à perdição (2 Pd 3,16). Assim, sabemos que a explicação feita pela Igreja está certa, e está errada qualquer interpretação diferente desta.

         Já vimos que a teoria de que Cristo confiou a igreja a Pedro é inteiramente destituída de fundamento.* Quanto ao que Paulo disse a Timóteo sobre a igreja ser o fundamento da verdade, no contexto da mesma passagem ele diz que escreveria a seu jovem discípulo para que soubesse como se conduzir na igreja. O mesmo Paulo, escrevendo ao mesmo Timóteo, elogiou-o por conhecer as Escrituras desde a meninice e exalta as Escrituras como a única fonte segura de doutrina e salvação (2 Timóteo 3:14-17).

5 - Por favor, prove usando apenas a Bíblia que ela é o que você considera que ela seja (ou seja, a única fonte de Verdade Revelada, composta pelos livros que você aceita, todos eles e só eles). Claro que todo mundo sabe que a Bíblia é Palavra de Deus, boa para o ensino, etc. e tal, mas por favor, tente provar que ela é a única fonte de Palavra de Deus, composta pelos livros que você aceita, todos eles e só eles.

R - Ao contrário dos protestantes, que acreditam na heresia chamada “Sola Scriptura”, segundo a qual apenas a Bíblia é Palavra de Deus, os católicos sabemos que além da Bíblia, que não tem toda a Palavra de Deus e não está completa, (Jo 20,30-31; Jo 21,25; 2Ts 2,14), há ainda a Tradição Oral, também revelada por Deus, que deve ser seguida (2 Ts 2,15; 2Ts 3,6; 2Tm 1,13; 1 Cor 11,2; Gl 1,14, 1Tm 6,20; 2Tm 1,14; 2Tm 2,2, etc.). O próprio São Paulo, em At 20,35, cita palavras de Cristo que não estão em nenhum dos Evangelhos , dizendo aos bispos de Éfeso que eles devem lembrar-se delas. Sabemos ainda que os livros que compõem a Sagrada Escritura são os que a Igreja determinou em 397 d.C., mais de mil anos antes dos primeiros protestantes arrancarem sete livros de suas bíblias em 1517 d.C.

        Já se disse que um texto fora do seu contexto não passa de um pretexto. É incrível como alguém possa ler uma seqüência de textos, isolados de seus contextos, para transmitir noções tão inteiramente contrárias a tudo quanto Jesus e Seus apóstolos recomendaram. As passagens que falam de como nem tudo o que Jesus FEZ está registrado (João 20:30, 31) de modo algum faz referência a ensinos importantes, essenciais aos cristãos que não hajam sido registrados por escrito. As obras de Cristo é que foram tão excepcionais que, numa linguagem figurada, hiperbólica, o autor evangélico diz que o mundo não poderia conter livros suficientes que registrassem todas as coisas maravilhosas que Jesus realizou. É significativo que em nenhum momento ele fala sobre coisas que Jesus ensinou!
       Paulo e os demais apóstolos podiam aconselhar os irmãos a seguir o que eles dissessem ou lhes tenham escrito, pois estavam ainda vivos e seu testemunho era real. Após a morte deles, tudo o mais que alguém pudesse dizer ter sido ouvido deles seria mera especulação. Tome-se por exemplo a igreja da Galácia: tinha sido evangelizada e fundada pessoalmente pelo apóstolo (Atos 18:23), o que  não impediu que os crentes ali logo perdessem a fé genuína para as idéias dos judaizantes, obrigando Paulo a, por escrito, trazê-los de volta à verdadeira fé: “Receio de vós, que não haja trabalhado em vão para convosco” (Gál. 4:11).  E ele confirma: “É bom ser zeloso, mas sempre do bem, e não somente quando estou presente convosco” (Gál. 4:18).
       Estando ausente, Paulo termina sua pregação por meio de um documento escrito: “Vede com que grandes letras vos escrevi por minha mão” (Gál. 6:11). Se isso aconteceu num curto período de tempo, ainda em vida do apóstolo que evangelizou os gálatas pessoalmente, mas em sua ausência se perderam, o que não dizer de séculos de ignorância quando a Igreja de Roma inclusive proibia a leitura da Bíblia por seus seguidores?
       A maior prova da falha da tradição oral está na cronologia dos dogmas, com doutrinas humanas criadas em época bem posterior à morte dos apóstolos. Sendo que não se encontra nenhum documento anterior prescrevendo tais doutrinas na Igreja Primitiva, como o Purgatório, Assunção de Maria, Concepção Imaculada de Maria, Oração pelos mortos, observância do domingo, imortalidade da alma, etc., aceitar a tradição oral, que nunca foi registrada na Igreja do primeiro século, é combater o próprio ensino e recomendação de Paulo. Ele escrevia cartas e mandava que fossem lidas em todas as igrejas, intercambiando com outras às quais já havia escrito: “E, quando esta epístola tiver sido lida entre vós, fazei que também o seja na igreja dos laodicenses, e a que veio de Laodicéia lede-a vós também” (Col. 4:16). “Pelo Senhor vos conjuro que esta epístola seja lida a todos os santos irmãos” (1 Tess. 5:27).
      Outro fato importante: este argumento católico se baseia na carta a Timóteo, certo? Vejamos tal carta em sua totalidade: 1) Em todas as orientações que foram dadas sobre comunicação oral, os apóstolos ordenavam sobre pronomes pessoais: “palavras que de MIM tendes ouvido”; 2) Paulo nunca mandou alguém obedecer a quem não fosse apóstolo e queria que fosse ensinado o que saiu dele mediante testemunhas: “E o que de mim, entre muitas testemunhas, ouviste, confia-o a homens fiéis, que sejam idôneos para também ensinarem os outros” (2 Tim. 2:2);  3) Paulo recomenda a perfeição do obreiro de Deus pela Palavra escrita e não incluiu a tradição em pé de igualdade: “Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça; Para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra” (2 Tim.  3:16, 17) .
       Mais um detalhe: para ser apóstolo, deveria haver dois requisitos básicos: “Porque no livro dos Salmos está escrito: Fique deserta a sua habitação, E não haja quem nela habite. Tome outro o seu bispado. É necessário, pois, que, dos homens que conviveram conosco todo o tempo em que o Senhor Jesus entrou e saiu dentre nós, começando desde o batismo de João até ao dia em que de entre nós foi recebido em cima, um deles se faça conosco testemunha da sua ressurreição” (Atos 1:20-22).
       Nenhum outro homem, além dos doze, merecia tal título. Paulo foi chamado Apóstolo dos Gentios dado o seu chamado. Ele nem se considerava como um dos doze e depois dele nenhum outro homem mereceu este título, por não preencher os requisitos básicos do apostolado. Portanto, a autoridade apostólica morre com o último apóstolo, João, restando seus ensinamentos escritos, o que aliás foi o mais importante critério para determinação do Cânon do Novo Testamento pela igreja primitiva.
       E, uma reflexão final: Por mais de 1000 anos os “católicos do ocidente” e os “católicos do oriente” compartilharam “antigas tradições do cristianismo”, no entanto há inúmeras diferenças de doutrinas e práticas entre católicos e ortodoxos**, o que demonstra que a tradição não é plataforma segura sobre que basear a fé.
      Ao insistir em que a tradição é até mais importante do que a Bíblia a Igreja Católica demonstra não ter referenciais seguros. A tradição é um conjunto de historietas de santos, costumes de origem incerta, lendas populares que tomaram forma religiosa, adaptações de práticas pagãs (como o pinheiro de Natal, a própria data do Natal e do domingo de Páscoa, costumes populares acatados pela Igreja por mera conveniência), as imagens de escultura, a exaltação de Maria, a adoção do domingo em lugar do sábado bíblico, que não têm respaldo nas Escrituras.
      Não há registro no Novo Testamento, por exemplo, de que a igreja passou a reverenciar Estêvão, o primeiro mártir cristão (Atos 7:54ss), transformando-o em “Santo Estêvão”, sendo daí criada uma imagem dele, cultuada, prestigiada, orações a ele feitas, etc.  O apóstolo Paulo diz que não se devia “ultrapassar o que está escrito” (Col. 4:6) e todas essas crenças e práticas católicas que não têm respaldo escriturístico são uma violação dessa ordenança paulina, inspirada por Deus.

Autor: Carlos Ramalhete - Livre cópia e difusão do texto em sua íntegra com menção do autor.

Respostas em azul, do Prof. Azenilto G. Brito, do “Ministério Sola Scriptura”. Livre cópia e difusão de todo o conteúdo destas páginas, sem precisar mencionar o nome do autor das respostas em azul.
 


Professor Azenilto G. Brito
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