*Samuele Bacchiocchi*

Prof. Azenilto G Brito

         Erudito adventista que seguiu um programa doutoral na Pontifícia Universidade Gregoriana do Vaticano e sua tese, sobre as origens do domingo em substituição ao sábado bíblico, foi publicada pela gráfica da Universidade com o "Imprimatur" da Igreja Católica.

        Samuele Bacchiocchi é o seu nome. Ele até ganhou uma medalha de ouro do Papa Paulo VI pela qualidade de seu trabalho acadêmico. Ele demonstra como os cristãos, a fim de serem vistos como diferentes dos judeus, por medo dos decretos anti-judaicos de Adriano, terminaram adotando o "venerabili dies solis" dos pagãos romanos em lugar do sábado. Esta é a origem do descanso dos cristãos aos domingos, em lugar de ser no sábado, como ordenam os Dez Mandamentos da Bíblia (leia Êxodo capítulo 20).

Declarações de eruditos católicos sobre o livro do Dr. Bacchiocchi:

Thomas A. Krosnicky, S. V. D. DSLit.,
Diretor Executivo da Comissão Sobre Liturgia dos Bispos Católicos:

        "Em Do Sábado Para o Domingo o Dr. Bacchiocchi tenta assegurar a gênese histórica da observância do domingo mediante uma investigação exaustiva de fatores judaicos, pagãos e do cristianismo primitivo que para isso contribuíram. As suas descobertas são significativas e merecem a cuidadosa consideração de todos".

John T. Pawlikowski, OSM, Ph. D.,
Chefe do Departamento de Estudos Religiosos
União Teológica Católica, Chicago:

        "Pode dar-se o caso de que uma das formas mais poderosas de antijudaísmo na igreja hoje seja a própria estrutura de sua liturgia. Daí Do Sábado Para o Domingo deve ser bem acolhido como uma nova e bem fundamentada pesquisa para levantar discussão nesta área vital. É um campo de estudo que merece nossa atenção. E não se poderia encontrar um melhor ponto de início para tal exploração do que o último volume do Dr. Bacchiocchi. Eu grandemente o recomendo".

*Celibato sacerdotal:

        Por falar nisso, aqui nos Estados Unidos há um tempo atrás houve uma debate na TV sobre essa questão do celibato sacerdotal, no contexto de uma série de filmes que no Brasil foi exibido sob o título de "Pássaros Feridos". Enfim, tratava de um sacerdote católico australiano muito ambicioso, que desejava chegar ao cardinalato, ou mesmo ao trono papal, mas que terminou envolvendo-se sentimentalmente com uma jovem, gerando com ela um filho, etc., etc.
        Pois bem, ao final da série a estação de TV aqui dos Estados Unidos estabeleceu um painel de discussão com um grupo de sacerdotes tradicionalistas e um ou dois ex-padres, mas ainda católicos de destaque, e analisaram a problemática toda. Eu achei interessante que após todos os argumentos filosóficos, práticos e doutrinários apresentados, um ex-sacerdote disse objetivamente: "Vou declarar qual é a verdadeira razão por que a Igreja Católica não abre mão do celibato para os sacerdotes: é que sai mais barato para a Igreja manter um sacerdote solteiro!"
        Bem, haveria aí realmente esse aspecto mais "pragmático"? Se a avaliação dele estiver correta, o fato é que, como se diz, o barato está saindo muito caro para a Igreja Católica. Os noticiários recentes que fala dos mais de um bilhão de dólares que a Igreja teve de pagar como indenização pelos desvios de conduta sexual de alguns de seus sacerdotes, com envolvimentos ilícitos e casos de sedução de menores realmente deploráveis. Não estou com isso dizendo que a Igreja aprove tais situações, apenas incorre em prejuízo dado o apego a um sistema desnatural, sem falar na perda de vocações, desmoralização evidente e dificuldades várias que isso acarreta.
Também assisti uns anos atrás a uma reportagem do programa tradicional "60 Minutes" (tipo de "Globo Repórter") sobre o 1o. bispo hispânico dos EUA. Foi denunciado por ter seduzido uma bela jovem morena. Pareceu até tragicômico quando o repórter perguntou à jovem como ela se havia deixado seduzir por uma autoridade religiosa do porte do bispo. Ela comentou: "Ele dizia que eu me parecia com a Virgem de Guadalupe".

        O repórter ironicamente comentou: "E com essa, você acabou perdendo a virgindade. . ."
Mais adiante também o 1o. bispo negro dos EUA via-se envolvido em escândalo semelhante, sendo denunciado por uma bela jovem negra como a tendo seduzido.
        Bem, é claro que entre os protestantes houve escândalos sexuais lamentáveis e vergonhosos também, sobretudo de homens de destaque e grande visibilidade na TV, como deve se lembrar. Enfim, "a carne é fraca" e, como disse Paulo, "quem está de pé, cuide que não caia". Contudo, não houve no meio protestante o evidente acobertamento de parte das autoridades eclesiásticas, e esses homens que tropeçaram também vieram a público penitenciar-se. A situação nesses escândalos católicos tem sido bem diferente. . .
        Mas isso tudo nos leva a uma reflexão: não disse Jesus que "pelos seus frutos conhecereis"? Os frutos do celibato sacerdotal na Igreja Católica não têm sido positivos, mas mesmo diante dos argumentos de defesa, em que alguns católicos lembram que os problemas de má conduta sexual de alguns dentre os seus sacerdotes e bispos nada tem a ver com o princípio do celibato, eu lembraria então outro problema, de caráter doutrinário:
então entre essas reformas que você gostaria de ver, não caberia propor a permissão para padres e bispos terem uma esposa? Eu sei ser esta a opinião de muitos, se não da maioria, de católicos cansados de verem o nome da igreja divulgado nesse contexto embaraçoso. Afinal, como indaga Paulo, em sua defesa, "Não temos nós o direito . . .de fazer-nos acompanhar de uma mulher irmã, como fazem os demais apóstolo e os irmãos do Senhor, e Cefas [Pedro]?" I Cor. 9:4, 5. Ele escolheu o celibato, mas voluntariamente, pois explica: "Ande cada um segundo o Senhor lhe tem distribuído, cada um conforme Deus o tem chamado. É assim que ordeno em todas as igrejas" (1 Cor. 7:17). Assim, creio que a posição dos ortodoxos é mais correta e biblicamente mais bem fundamentada.

*Dez Mandamentos

        Também gostei de saber sobre a posição ortodoxa quanto aos dez mandamentos, cuja alteração pela Igreja Católica é por demais suspeita e ocorreu por razões nada justificáveis. Como poderia uma liderança religiosa intrometer-se com um documento pronunciado solenemente pela boca do próprio Deus sobre o Sinai, quando proclamado para servir de base do concerto que Ele propunha a Seu povo? Não seria essa mudança e desconhecimento virtual de parte da membresia católica uma forma de disfarçar a prática de veneração de imagens, claramente condenada pelo 2o. mandamento? As justificativas que me apresentou sobre isso são totalmente refutáveis, como creio ter feito num dos textos que lhe mandei. Então, os ortodoxos estão mais "evoluídos" do que os católicos quanto à validade e imutabilidade da lei divina. Só que se ainda admitem imagens na igreja, conquanto não na casa dos crentes, precisam avançar um pouco mais para perceber o verdadeiro teor do mandamento que diz: "Não farás para ti imagens de esculturas nem semelhança alguma do que há em cima nos céus, nem embaixo na terra, Não as adorarás nem lhe darás culto" (Êxo. 20:4, 5). Tal proibição não exclui igrejas. . . E, claro, se entendem que o 4o. mandamento também é válido, por que observam o domingo, 1o. dia da semana, em lugar do 7o. dia estabelecido pelo mandamento (ver Êxo. 20:8-11)?
        O argumento de que os 1o. e 2o. mandamentos seriam “fundíveis”, assim podendo-se eliminar um deles (o 2o., contra as imagens, é claro. . .) também não se aplicariam ao 9o. e 10o? Se o “cobiçar” as coisas do próximo e a mulher do próximo não cobririam o mesmo problema  básico? Contudo, engenhosamente as autoridades católicas desautorizadamente transformaram o 10o. mandamento em dois, dividindo o enunciado divino contra a cobiça, seja pelo que for de um semelhante, o que abrange dinheiro, carro, emprego, posição ou . . . a mulher. Não há razão para a divisão desse enunciado bíblico, a não ser a conveniência para “encobrir” o “sumiço” de um dos claros mandamento pronunciados e estabelecidos por Deus no Sinai, escrito pelo Seu próprio “dedo” sobre as tábuas de pedra.

*Diferenças entre Católicos e Ortodoxos

        Achei também grandemente instrutiva a "tabela de diferenças" entre os ortodoxos e católicos. Eu não sabia, por exemplo, que os ortodoxos batizavam por imersão e que tornavam disponível os emblemas do pão e vinho a todos, diferentemente dos católicos. Também não sabia que havia essa opção entre o celibato e o matrimônio, de parte dos sacerdotes ortodoxos.
        Os ortodoxos não consideram Maria como tendo tido uma concepção imaculada, ou seja, que fosse diferente de qualquer outro ser humano, nascido em pecado. Nem poderia, pois ela mesma fala em "Deus, meu salvador" (Lucas 1:47). Também estaria em contradição com o que Paulo ensina em Romanos 3:23

*Divisões do Protestantismo

        Você insiste muito na questão de "igrejas", preocupado com a instituição, a estrutura. Mas isso não é o mais importante. Embora divididos em vários grupos, há uma unidade em torno de pontos fundamentais. Prova disso é que nos folhetos distribuídos por muitas igrejas, há ao final apelos do tipo: "Procure a igreja evangélica mais próxima de sua casa". Como vê, não há um direcionamento como "só esta determinada denominação é o caminho da verdade, com exclusão de todas as demais".
        Na verdade, como em nossa troca de mensagens ficou claro, nem os católicos são tão unidos assim, nem os protestantes são tão separados e competidores como possa parecer.
Agora, se em termos doutrinários há grandes divisões entre os evangélicos e protestantes, no catolicismo vê-se também uma notória divisão quanto à tradição: ocorrem tantas tradições diferentes segundo diferentes regiões e culturas: a tradição do Círio de Nazaré, do Pará, a tradição dos Santos Reis, de Minas Gerais, a tradição de Fátima, em Portugal, a tradição da Virgem de Guadalupe, no México, diferentes tradições com misto de animismo na África, etc, etc.  Seriam também diferentes modos de encarar a religião e destacar aspectos diferentes na prática religiosa. Assim, se há diferentes visões do que é mais importante no meio evangélicos, não seriam essas diferentes tradições católicas algo comparável?
         O tal "cristianismo original" que os católicos pretendem preservar na verdade, segundo profetizado, já bem cedo se havia contaminado por influências do paganismo romano. Paulo disse em Atos 20: 29 e 30 que isso ocorreria, e mesmo no seu próprio tempo já dizia que "o mistério da iniqüidade já opera" (2 Tess. 2:7). João no Apocalipse, dirigindo-se às sete igrejas da Ásia se queixava de várias heresias que já haviam contaminado a fé original (ver Apoc. caps. 2 e 3).
          Também deve-se recordar que bem antes da Reforma o próprio catolicismo já havia experimentado uma grande divisão em 1054 com o afastamento dos chamados "católicos orientais", ou Ortodoxos. Também, Lutero não foi o primeiro a levantar-se contra os abusos e erros doutrinários do catolicismo. Antes de Lutero houve Huss, os valdenses, os lolardos, os albigenses e pequenos movimentos e indivíduos que já protestavam contra as doutrinas antibíblicas adotadas por Roma. O movimento de Lutero se expandiu e fortaleceu rapidamente porque ele pôde contar com um forte aliado: a imprensa de tipos móveis, vantagem com que seus antecessores "protestantes" não contaram.
           Dentro do catolicismo também há discordâncias várias, como os que negam a infalibilidade papal (teólogos Hans Küng e Leonardo Boff, como exemplo), os que a defendem, os que favorecem o casamento dos clérigos, os que se batem por conservar o celibato sacerdotal, os que são favoráveis ao controle de natalidade, os que não acatam tal norma, os carismáticos, os anti-carismáticos, os que se insurgiram à norma do Vaticano II para as missas serem rezadas em idiomas nativos e conservam o latim e a celebração de missa "de costas" para a congregação (bispo Lefèvre, da Suíça), os anti-comunistas, como os adeptos do TFP, inimigos figadais da reforma agrária, os pró-PT, a favor da reforma agrária, sem falar na variedade de tradições e costumes apenas tolerados pela Igreja: tradição do Círio de Nazaré, tradição da lavagem das escadarias da Igreja do Bonfim (cerimônia do candomblé), tradição dos Santos Reis de Minas e Goiás, tradição do Padre Cícero, cultos católicos-animistas na África, cultos mistos de catolicismo-religiões indígenas no México e outros países latino-americanos, etc.

*Eucaristia

        R - Jesus também disse, claramente: "Eu sou a porta. Todo aquele que entrar por mim, salvar-se-á. Entrará e sairá, e achará pastagens" (Jo 10.9). Só um louco interpretaria literalmente essa palavra e admitiria que Jesus é uma porta e que os cristãos são ovelhas comedoras de capim. Ele disse: "Eu sou a videira verdadeira [fonte de vida espiritual], e meu Pai é o agricultor; vós sois os ramos" (Jo 15.1,2,5) Nem por isso admitimos que Jesus é uma árvore, o Pai é um plantador de arroz, e os cristãos são ramos. Está claro que essas expressões são figurativas. Ao dizer "Isto é o meu corpo" estava dizendo, realmente "Isto representa o meu corpo". Se levarmos em conta a interpretação literal, Jesus ao levantar o pão estaria levantando seu próprio corpo. Ademais, naquela oportunidade, como todas as vezes por ocasião da ceia do Senhor, o pão continua com gosto e sabor de pão, bem como o vinho continua com o cheiro e sabor de vinho. Esses elementos não se transformam numa mágica no corpo de Jesus. Se assim fosse, Jesus teria engolido a Si próprio. Jesus não entra em nós pela ingestão do Seu corpo, mas entra em nossa vida quando O aceitamos de todo o nosso coração como Senhor e Salvador (Rm 10.9).
          Também é digno de nota que na maioria dos cultos católicos os elementos não são distribuídos a todos, somente a hóstia (pão). Em alguns lugares os celebrantes católicos criaram uma fórmula "intermediária" molhando a hóstia no vinho para que o comungante obtenha ambos os emblemas. Contudo, à luz de João 13:26,  quem recebeu o pão molhado por Cristo foi Judas, o traidor! Também a cerimônia do lavapés, instituída por Cristo, não é praticada por todos os católicos, apenas pelo sacerdote com alguns membros. Mas Jesus disse: "Eu vos dei o exemplo, para que, como Eu vos fiz, vos laveis os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros". Infelizmente, poucas igrejas evangélicas seguem este princípio e não adotam a prática do lavapés, praticada somente por adventistas e menonitas e algumas outras poucas denominações, segundo as Escrituras.

*Exaltação de Maria:

          Deus não divide sua glória com ninguém (Is 42.8). Ele é soberano e somente a Ele devemos adorar (Mt 4.10). Maria morreu. A tentativa de comunicação com os mortos é abominação ao Senhor (Is 8.19; Dt 18.10-12). Na parábola do rico e Lázaro, Jesus informa que os mortos nada podem fazer pelos vivos (Lc 16.19-11). Bem-aventurada quer dizer feliz. Maria foi uma pessoa feliz. Jesus chamou de bem-aventurados os pobres de espírito, os que choram, os misericordiosos, os limpos de coração, etc (Mt 5). Então, por ter sido chamada de bem-aventurada, Maria não ficou investida das prerrogativas de mãe de Deus, mãe da humanidade, assunta aos céus, advogada nossa, sempre virgem, imaculada, depositária de preces, rainha dos céus, trono de sabedoria, etc .O nome da santa Maria é pronunciado por qualquer cristão, observando-se tudo o que a Bíblia diz sobre ela.
          A mulher que ungiu o corpo de Cristo com perfume também teria a sua experiência contada através dos séculos (Mateus 26:6-13). Isso se cumpre toda vez que o episódio de sua dedicação do caro perfume a Cristo é contada de púlpitos ou classes de instrução bíblica, cumprindo Sua predição.
        O mesmo pode ser dito a respeito da experiência de Maria. Toda vez que se conta a história da encarnação de Cristo suas palavras de cumprem. Em Juízes 5:24 também a heroína de Israel Jael é chamada de "bendita sobre as mulheres", que se referia a uma forma de saudação tradicional em Israel. A frase em si não deixa implícito que com isso Jael deva ser exaltada pelo povo de Deus.
        Paulo em Gálatas 4:4 se refere especificamente à encarnação de Cristo e não se vale da oportunidade para exaltar a figura de Maria, apenas diz que Ele foi "nascido de mulher". O próprio Cristo não deixou margem a essa noção de hiperdulia de Maria pois quando uma mulher demonstrou entusiasmo quanto a sua mãe declarando, "bem-aventurados os seios que te amamentaram". Ele, porém, reagiu dizendo: "Antes bem-aventurados são os que ouvem a palavra de Deus e a guardam" (Lucas 11:26, 27).
        A posição da Igreja Ortodoxa, que compartilhou 1000 anos de tradição comum com os católicos é de ser a Virgem Maria igual às demais criaturas, e que foi concebida em estado de pecado original. A Igreja Romana, por definição do papa Pio IX, no ano de 1854, proclamou como "dogma" de fé a Imaculada Concepção.
       Sobre Maria dever ser exaltada porque sem ela não existiria Jesus, outro raciocínio tolo. Então temos que exaltar a mãe de Maria, pois sem ela, não existiria Maria, que não geraria Jesus. Mas também a avó de Maria deveria ser exaltada, pois sem a avó, não haveria a mãe que gerasse Maria, para gerar Jesus.
        Contudo, o que dizer da bisavó de Maria? Sem a bisavó, não haveria a avó, e não haveria a mãe, para gerar Maria, para gerar Jesus. E por aí vai, meu amigo. . .
        Onde os apóstolos de Cristo exaltaram Maria? Leia Paulo, leia João, leia Pedro, leia Tiago, leia Judas. Qual deles exalta Maria? Por que Paulo em Gálatas 4:4 nada diz de ter ele nascido de alguma "santíssima virgem" ou coisa que tal?  Ele simplesmente ignora Maria, não por ser desrespeitoso dela, mas porque não achava relevante tratar dela na sua exposição da mensagem cristã.
         E veja que Paulo escreveu 13 ou 14 epístolas, e em NENHUMA ocasião, ele, como o grande sistematizador da fé cristã, em NENHUMA ocasião, repito, ele faz qualquer referência a Maria. Se ela fosse tão importante e destacada assim no culto da Igreja Cristã primitiva, por que o grande apóstolo dos gentios, o grande determinador de doutrinas e interpretação correta do evangelho JAMAIS faz menção a Maria? Não é que ele a desprezasse, apenas não exagerava como os católicos fazem. Aliás, quando ele teve oportunidade de falar alguma coisa sobre a mãe de Jesus, ele não diz nada. Leia em Gálatas 4:4 (mas leia mesmo) onde ele disse que Jesus foi "nascido de mulher". Por que ele não aproveitou para exaltar a figura de Maria como mãe de Jesus? Como vê, toda essa hiperdulia a Maria não deriva da Bíblia. De onde vem então?
         Historiadores competentes nos informam que os soldados romanos trouxeram do Egito um culto aos deuses egípcios Isis e Osiris. E eles chamavam à deusa Isis "nostra domina", que significa "nossa senhora". Isis era a mater dolorosa do paganismo que simpatizava especialmente com as mães em seu sofrimentos e aflições.
      “O motivo da mãe com criança aparece em muitas estatuetas que foram encontradas em ruinas de  nichos ao longo do Sena, Reno e Danúbio e que os primeiros cristãos confundiam com a Madona e criança, e não admira pois é ainda difícil diferenciar entre os dois tipos” (Paganism to Christianity in the Roman Empire, p. 54).
       Então, só pode ser esta a origem dessa veneração à mãe de Jesus que não tem respaldo algum na Bíblia. Ela foi uma santa mulher, sem dúvida alguma, mas não ao ponto de querer colocá-la como co-salvadora. Lembre-se da profecia de Paulo em Atos 20:29 e 30 que bem logo haveria desvio no seio da igreja de Jesus Cristo. Por isso mais tarde levantaram-se aqueles que se dispuseram a restaurar a pureza original. Infelizmente dividiram-se em muitos grupos, mas isso não é o mais importante, como mostro abaixo.

*Imaculada Conceição:

          Sobre os ortodoxos entenderem que Maria não foi concebida imaculada, isso está em perfeita harmonia com as próprias palavras dela no seu cântico: "Deus, meu salvador" (Lucas 1:47). Ora, se ela careceu de um salvador, e  refere-se a Deus como tal, é porque era uma santa mulher, porém não isenta de pecado, como qualquer dos demais santos descritos nas páginas bíblicas. Ademais, caso Maria tivesse sido concebida sem pecado, isso significaria que sua mãe, avó, bisavó, tataravó, e assim sucessivamente por gerações anteriores, remontando à primeira mulher, que seria Eva, teriam que ser todas isentas de pecado! Então, se um determinado papa resolveu instituir o dogma da imaculada conceição, não tendo isso embasamento bíblico nenhum, fica claro que este homem (que você admite não ser infalível em si) apenas extrapolou, "ultrapassou o que está escrito" (1 Cor. 4:6). Tratou-se de erro de um líder religioso falível, e não poderia ele estar falando em nome de Deus, se tal dogma se choca com o que consta nas Escrituras.

*Imortalidade condicional

          Os bispos holandeses em seu famoso "Novo Catecismo dos Bispos Holandeses", em meados da década de 60 (promovido logo após o Concílio Vaticano II). Creio que a Igreja Católica teria tudo para avançar extraordinariamente "na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo" caso acatasse o que propunham aqueles seus eruditos líderes.
          Agora o Dr. Bacchiocchi levanta muito competentemente tal questão que destaca a centralidade de Cristo como esperança para a pós-vida. Em vista do grande crescimento do espiritismo, Nova Era, mormonismo e outras filosofias que se fundamentam em concepções procedentes do dualismo grego, e não na concepção holística hebraica, o pensamento de que "quem tem o Filho tem a vida" ressalta-se como grande antídoto a todas essas tendências perigosas e desviadoras da verdade que se promovem em nosso mundo moderno.
          É de causar assombro ver como idéias espíritas, como da reencarnação, comunicação com os mortos, psicografia e "carma" estão arraigadas na mentalidade de muitos católicos romanos, vistos normalmente nas missas dominicais. Durante a semana, porém, serão encontrados seja lendo Allan Kardec e seu "Evangelho Segundo o Espiritismo", ou mesmo freqüentando seções tanto do chamado baixo quanto do alto espiritismo. E a Igreja que se pronuncia tão insistentemente contra o "proselitismo" protestante, silencia quanto aos progressos sutis do espiritismo em seu meio. Por que será? Eu tenho a impressão de que o motivo é o seguinte: sendo que quem acata as posições evangélicas basicamente rompe com a Igreja, enquanto os que mantêm essa conduta ambígua prosseguem como "clientes" da Igreja (batizam os seus filhos, têm seus casamentos e funerais na Igreja), esta não quer aliená-los e perdê-los de vez. Assim, ocorre uma "tolerância", que pode ser perigosa. Sem falar em conhecidos sacerdotes e freiras da Igreja Católica que se confessam "paranormais"

*Infalibilidade

        R - E os papas são infalíveis? E as histórias repugnantes sobre diversos papas? E a diabólica Inquisição? E o perdão pedido aos chineses, judeus, aborígenes, a Galileu? Não é o reconhecimento de erros cometidos pelo catolicismo? A rigidez moral do catolicismo funciona? E o caso de assédio e violência sexual de sacerdotes católicos contra religiosas, em 23 países, para ficar só neste exemplo? Ensinamos o que ensina a Palavra. A fé no Senhor Jesus envolve arrependimento dos pecados; sem isso não há perdão nem salvação. A santidade faz parte da vida cristã. Quem nos convence do pecado é o Espírito Santo (João 16.8). As boas obras são decorrentes dessa fé salvífica. QUEM NELE CRÊ NÃO SERÁ JULGADO; QUEM NÃO CRÊ JÁ ESTÁ CONDENADO, porque não crê no nome do unigênito Filho de Deus (palavras de Jesus (Jo 3.18). Vejam também Romanos 10.9. Acontece que o catolicismo ensina a salvação pelas obras; mas não somos salvos pelas obras, mas para as boas obras (Ef 2.8). Ademais, "o justo viverá pela fé" (Romanos 1.17)
         Se a salvação é parte pelas obras, parte pela graça divina expressa no sacrifício de Cristo, ficam os católicos no dilema de terem que definir: quanto por cento a salvação do pecador depende de suas obras, e quanto da graça divina? Seria a proporção do processo de salvação: 30% dos esforços humanos pela obediência aos mandamentos/70% pela graça de Deus no sacrifício de Cristo?  Ou: 70% pela obediência aos mandamentos/30% pela graça de Deus no sacrifício de Cristo? Paulo, porém, diz que "pela graça sois salvos, por meio da fé; isto não vem de vós, não vem das obras para que ninguém se glorie" (Efés. 2:8, 9). Ao dizer "não vem de vós" isso significa, em proporção de 100%. É inteiramente pela graça, pois até nossas obras de justiça são meros "trapos de imundície" (Isa. 64:6). Nem mesmo nossas orações--um ato de contrição tão puro e santo--são meritórias ou adequadas; só são reconhecidas por Deus mediante a intercessão do Espírito Santo (Romanos 8:26). Efésios 2: 8 e 9 é seguido do verso 10 que diz que aquele que é salvo unicamente pela graça praticará as obras aceitáveis a Deus no processo de santificação.
         Em Romanos 5:1 e 5 é mostrado que temos "paz com Deus" pela justificação, daí recebemos a infusão do Espírito Santo para a renovação interior que é conseqüência da justificação, não sua base. Então, alegar que os cristãos evangélicos viverão em pecado é uma distorção total da realidade. Sobretudo após os escândalos de sacerdotes norte-americanos e de outros lugares que custaram à Igreja até 1 bilhão de dólares nesta última década e meia. O que demonstra que os católicos devem pensar duas vezes antes de atribuírem essa situação de vida pecaminosa dos protestantes, em contraste com sua "superioridade" moral.

*Lavagem Cerebral:

        Infelizmente você e os católicos em geral são vítimas de uma tremenda lavagem cerebral pois em toda missa e programa da Igreja repete-se, repete-se, repete-se os mesmos conceitos, as mesmas rezas, os mesmos ritos, e nessa repetição contínua a mente das pessoas é tornada bloqueada para entender a mensagem do evangelho.
A expressão "lavagem cerebral" é bem conhecida como aplicando-se a técnicas de controle mental de pessoas e grupos, muito utilizada no campo político e religioso. Comunistas, fascistas, nazistas sempre se valeram dessa técnica para sua propaganda e controle de seus adeptos (os capitalistas também não estão isentos de tal
prática. . .).

No campo religioso este é recurso amplamente empregado. Alguns exemplos que se poderiam destacar:

* Os muçulmanos são submetidos a propaganda religiosa tão intensa que se dispõem ao suicídio, desde que sua morte conduza ao sacrifício de vidas de oponentes, sobretudo israelenses, uma vez que acreditam que com tal "martírio" têm garantida a herança celestial, num paraíso cheio de lindas mulheres à sua eterna disposição.

* As "testemunhas de Jeová" aplicam a lavagem cerebral de suas teses com tanto êxito que são capazes de induzir dedicados pais a deixarem que a filhinha morra num leito hospitalar de preferência a permitir que os médicos lhe apliquem uma transfusão sangüínea que lhe preservaria a vida.

* Os mórmons aprendem a interromper qualquer interlocutor que lhes apresente algum argumento que lhes desperte dúvida quanto a sua fé para repetir o seu "testemunho". Este inclui palavras de sua convicção de que sua igreja é a "igreja verdadeira restaurada de Jesus Cristo" e que "Joseph Smith" é o profeta de Deus. Trata-se de uma evidente "auto-lavagem cerebral" que parece bastante eficaz para os membros dessa religião que é das que mais crescem no mundo.

* Certos evangélicos são induzidos a crer no conceito de "uma vez salvo, sempre salvo" de modo que fecham a mente à busca de maiores verdades. Quando lhes apresentamos o tema do sábado, por exemplo, alegam que não precisam de observá-lo pois "já têm a garantia do céu", ou coisas assim. Como sempre, isso tem por base alguns textos pinçados no Novo Testamento, passando por alto outros textos da mesma divisão bíblica que mostram situação diferente.

* Os católicos ouvem repetidas vezes em suas missas e reuniões as mesmas rezas, os mesmos "slogans" e declarações sobre Pedro ser o fundamento da igreja (sobretudo o texto isolado de Mateus 16:18) e outras expressões de sua religiosidade de modo que se torna difícil interpretarem o conjunto de textos bíblicos que demonstram que Pedro não é a pedra fundamental da igreja, não foi o primeiro papa e que Maria não é intercessora junto a Cristo.
 

*Imaculada Conceição:

        Sobre os ortodoxos entenderem que Maria não foi concebida imaculada, isso está em perfeita harmonia com as próprias palavras dela no seu cântico: "Deus, meu salvador" (Lucas 1:47). Ora, se ela careceu de um salvador, e  refere-se a Deus como tal, é porque era uma santa mulher, porém não isenta de pecado, como qualquer dos demais santos descritos nas páginas bíblicas. Ademais, caso Maria tivesse sido concebida sem pecado, isso significaria que sua mãe, avó, bisavó, tataravó, e assim sucessivamente por gerações anteriores, remontando à primeira mulher, que seria Eva, teriam que ser todas isentas de pecado! Então, se um determinado papa resolveu instituir o dogma da imaculada conceição, não tendo isso embasamento bíblico nenhum, fica claro que este homem (que você admite não ser infalível em si) apenas extrapolou, "ultrapassou o que está escrito" (1 Cor. 4:6). Tratou-se de erro de um líder religioso falível, e não poderia ele estar falando em nome de Deus, se tal dogma se choca com o que consta nas Escrituras.

*Imortalidade condicional

          Os bispos holandeses em seu famoso "Novo Catecismo dos Bispos Holandeses", em meados da década de 60 (promovido logo após o Concílio Vaticano II). Creio que a Igreja Católica teria tudo para avançar extraordinariamente "na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo" caso acatasse o que propunham aqueles seus eruditos líderes.
        Agora o Dr. Bacchiocchi levanta muito competentemente tal questão que destaca a centralidade de Cristo como esperança para a pós-vida. Em vista do grande crescimento do espiritismo, Nova Era, mormonismo e outras filosofias que se fundamentam em concepções procedentes do dualismo grego, e não na concepção holística hebraica, o pensamento de que "quem tem o Filho tem a vida" ressalta-se como grande antídoto a todas essas tendências perigosas e desviadoras da verdade que se promovem em nosso mundo moderno.
          É de causar assombro ver como idéias espíritas, como da reencarnação, comunicação com os mortos, psicografia e "carma" estão arraigadas na mentalidade de muitos católicos romanos, vistos normalmente nas missas dominicais. Durante a semana, porém, serão encontrados seja lendo Allan Kardec e seu "Evangelho Segundo o Espiritismo", ou mesmo freqüentando seções tanto do chamado baixo quanto do alto espiritismo. E a Igreja que se pronuncia tão insistentemente contra o "proselitismo" protestante, silencia quanto aos progressos sutis do espiritismo em seu meio. Por que será? Eu tenho a impressão de que o motivo é o seguinte: sendo que quem acata as posições evangélicas basicamente rompe com a Igreja, enquanto os que mantêm essa conduta ambígua prosseguem como "clientes" da Igreja (batizam os seus filhos, têm seus casamentos e funerais na Igreja), esta não quer aliená-los e perdê-los de vez. Assim, ocorre uma "tolerância", que pode ser perigosa. Sem falar em conhecidos sacerdotes e freiras da Igreja Católica que se confessam "paranormais"

*Lei de Deus  [Ver Dez Mandamentos]

*Livre Exame

        Os católicos não são capazes de apresentar uma só passagem bíblica onde se recomende que o estudo da Palavra de Deus deva ser feito sob o comando de instrutores eclesiásticos. Os bereanos, já citados, foram elogiados pela sua atitude de "livre exame" das Escrituras (Atos 17:11). Jesus Cristo disse que o Espírito Santo seria concedido aos indivíduos sinceros, buscadores da verdade (João 7:17; 16:13; 17:17; 2 Tim 2:15; 3:15;) não a uma instituição.
         Se a Igreja tem o monopólio da verdade e da guia do Espírito Santo deveria ser imutável em seus ensinos, e não ter mudado de crenças e práticas de concílio a concílio. Se interpreta a própria Bíblia diferentemente com o passar do tempo, entendendo ser o Espírito Santo que a dirige nesse "progresso", o mesmo pode ocorrer a nível individual. Pedro recomendou aos leitores de sua epístola--"crescei na graça e conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo" (2 Pedro 3:18). Ele não fez tal recomendação à instituição eclesiástica, mas aos cristãos individuais. Como se pode crescer no conhecimento do Salvador sem examinar Sua Palavra? Jesus disse a indivíduos de Seu tempo: "Errais não conhecendo as Escrituras" (Mateus 22:29).

*Maria [Ver Exaltação de Maria]

*Maria e o sábado:

        Aliás, você sabia que a data da Páscoa foi resultado de uma longa discussão da Igreja nos séculos 2o. e 3o., para que os cristãos se destacassem mais e mais dos judeus? O Imperador Adriano, pelo ano 130 DC  criou leis severas contra os judeus, e os cristãos foram induzidos por seus líderes a abandonarem a data da Páscoa que celebravam na mesma data dos judeus, o 14 de Nisã do calendário israelita.

        Para diferenciar-se dos judeus, a data foi mudada e criado o "domingo de Páscoa", mas o próprio domingo procede do paganismo dos romanos, o "venerabili dies solis". Isso é demonstrado à saciedade pelo erudito adventista, Dr. Samuele Bacchiocchi, que seguiu um programa doutoral na Pontifícia Universidade Gregoriana do Vaticano e sua tese, sobre as origens do domingo em substituição ao sábado bíblico, e sua tese, que lhe rendeu até medalha de ouro concedida pelo Papa Paulo VI em reconhecimento da qualidade de seu trabalho acadêmico, foi publicada pela gráfica da Universidade com o "Imprimatur" da Igreja Católica.

        O Dr. Bacchiocchi  demonstra como os cristãos, a fim de serem vistos como diferentes dos judeus, por medo dos decretos anti-judaicos de Adriano, terminaram adotando o "venerabili dies solis" dos pagãos romanos em lugar do sábado. Esta é a origem do descanso dos cristãos aos domingos, em lugar de ser no sábado, como ordenam os Dez Mandamentos da Bíblia (leia Êxodo capítulo 20).

        Ninguém pode alterar a lei de Deus, pronunciada solenemente sobre o Sinai. Essa mudança do sábado para o domingo é um dos grandes erros em que a humanidade incorreu. Veja em Lucas 23:56 que as santas mulheres, inclusive Maria, observaram o sábado após a morte de Cristo. O historiador Lucas escreveu estas palavras 30 anos depois do episódio, e diz que as mulheres descansaram no sábado "conforme o mandamento".

        Então, amigo Mariano, além de apelar a que tenha a Cristo como o centro de sua vida, não deixando que nada desvie sua atenção e esperança de salvação do Salvador, também apelo-lhe a acatar as palavras de Maria: "Fazei tudo o que Ele vos disser". E ela foi observadora do sábado, não do domingo, de origem pagã. Prova disso é que em inglês, alemão e muitas outras línguas, o domingo é chamado "Dia do Sol" (Sunday, Sonntag). Vem do paganismo de Roma.

        Siga o exemplo de Jesus (Lucas 4:16) e de Maria (Lucas 23:56) que observaram o sábado. Seja obediente aos mandamentos bíblicos (não os de origem humana) e observe o sábado do sétimo dia. Não para obter salvação, pois somos salvos pelos méritos do sacrifício de Cristo, não por nossas obras que são todas maculadas pelo pecado.  Mas porque Jesus disse, "Se me amais, guardareis os Meus mandamentos".

*Maria e Salvação:

        Não existe lógica nenhuma em falar em Maria no plano de salvação. A Bíblia diz que salvação não existe em nenhum outro a não ser Jesus Cristo. Ele disse, "Eu sou o caminho, a verdade e a vida, NINGUÉM vem ao Pai senão por Mim" (João 14:6).

        Sobre Maria ser mãe de Jesus, isso não significa que ela possa ser tida por co-redentora. Redentor é Aquele que derramou o Seu sangue para nos salvar, que carregou sobre Si as nossas dores, foi aflito de Deus, ferido por nossos pecados. Leia a descrição profética de Isaías, capítulo 53 que se aplica tão-só ao Cristo, nunca a Maria ou à igreja que não podem ser colocadas como concorrentes do Redentor em Sua obra, como a igreja católica infelizmente faz.

        É lamentável ver como os católicos em geral são vítimas de uma tremenda lavagem cerebral pois em toda missa e programa de sua Igreja repetem-se, repetem-se, repetem-se os mesmos conceitos, as mesmas rezas, os mesmos ritos, e nessa repetição contínua a mente das pessoas é tornada bloqueada para entender a mensagem do evangelho.

        Atenha-se tão somente à Bíblia. Entenda, Maria foi chamada bem-aventurada, e daí? Leia como Jael em Juízes 5:24 foi também chamada bendita entre as mulheres, e daí? O que Jael tem a ver com a nossa salvação?

        Maria é uma santa mulher da história de Israel, nenhuma dúvida sobre isso, mas querer compará-la com o Filho de Deus, gerado pelo Espírito Santo, que deu Sua vida por nós, é uma blasfêmia.

        Eu insisto em lhe pedir. Abra a mente de seus irmãos católicos e não permita que esse propalado 5o. dogma seja aprovado. Os evangélicos JAMAIS aceitarão essa iniciativa de alguns católicos em tornar Maria co-redentora. Veja Atos 4:12 que somente no nome de Jesus é que há salvação.

        Veja como Paulo simplesmente nada diz sobre Maria em suas 13 ou 14 epístolas. E leia Gálatas 4:4, quando ele teve chance de exaltar o papel de Maria, nada disse. Então, se você me condena porque eu não vivo falando de "bem-aventurada" Maria, está também condenando a Paulo, Pedro, João, Tiago que NUNCA se referiram a Maria em nenhuma de suas epístolas.

        Veja, Mariano, é Cristo tão somente que nos salva, não a Igreja, nenhuma igreja, nem Maria, nenhum outro personagem bíblico por mais santo e digno de honra que seja.

        Entenda, por favor, que isso não é dito para desonrar Maria, mas para trazê-los à realidade em vista da lavagem cerebral tremenda e contínua que a Igreja Católica impõe sobre vocês.

        Leia sua Bíblia, o Novo Testamento, e peça iluminação do Espírito de Deus para entender a mensagem integral do evangelho. Deixe as tradições da igreja de lado por um pouco. Esta é uma questão de vida ou morte. Não confie sua salvação a igreja nenhuma, somente a Cristo.

*Ortodoxos

        Constitui diferença fundamental a infalibilidade papal e a pretensa supremacia universal da jurisdição de Roma, que a Igreja Ortodoxa não admite, pois ferem frontalmente a Sagrada Escritura e a Santa Tradição. Existem, ainda, outras distinções, abaixo relacionadas em dois grupos básicos:_a) diferenças gerais; e_b) diferenças especiais.
        Uma idéia dessas diferenças é contida na seguinte resenha esquemática, de cuja leitura se infere uma possibilidade de superação, quando pairar, acima das paixões, o espírito de fraternidade que anima o labor dos verdadeiros cristãos.
Diferenças Gerais: São dogmáticas, litúrgicas e disciplinares.
* A Igreja Ortodoxa só admite sete Concílios, enquanto a Romana adota vinte.
* A Igreja Ortodoxa discorda da procedência do Espírito Santo do Pai e do Filho; unicamente do Pai é que admite.
* A Sagrada Escritura e a Santa Tradição representam o mesmo valor como fonte de Revelação, segundo a Igreja Ortodoxa. A Romana, no entanto, considera a Tradição mais importante que a Sagrada Escritura.
* A consagração do pão e do vinho, durante a missa, no Corpo e no Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo, efetua-se pelo Prefácio, Palavra do Senhor e Epíclese, e não pelas expressões proferidas por Cristo na Última Ceia, como ensina a Igreja Romana.
* Em nenhuma circunstância, a Igreja Ortodoxa admite a infalibilidade do Bispo de Roma. Considera a infalibilidade uma prerrogativa de toda a Igreja e não de uma só pessoa.
* A Igreja Ortodoxa entende que as decisões de um Concílio Ecumênico são superiores às decisões do Papa de Roma ou de quaisquer hierarcas eclesiásticos.
* A Igreja Ortodoxa não concorda com a supremacia universal do direito do Bispo de Roma sobre toda a Igreja Cristã, pois considera todos os bispos iguais. Somente reconhece uma primazia de honra ou uma supremacia de fato (primus inter pares).
* A Virgem Maria, igual às demais criaturas, foi concebida em estado de pecado original. A Igreja Romana, por definição do papa Pio IX, no ano de 1854, proclamou como "dogma" de fé a Imaculada Concepção.
* A Igreja Ortodoxa repele a agregação do "Filioque", aprovado pela Igreja de Roma, no Símbolo Niceno-Constantinopolitano.
* A Igreja Ortodoxa nega a existência do limbo e do purgatório.
* A Igreja Ortodoxa não admite a existência de um Juízo Particular para apreciar o destino das almas, imediatamente, logo após a morte, senão um só Juízo Universal.
* O Sacramento da Santa Unção pode ser ministrado várias vezes aos fiéis em caso de enfermidade corporal ou espiritual, e não somente nos momentos de agonia ou perigo de morte, como é praticado na Igreja Romana.
* Na Igreja Ortodoxa, o ministro comum do Sacramento do Crisma é o Padre; na Igreja Romana, o Bispo, extraordinariamente, o Padre.
* A Igreja Ortodoxa não admite a existência de indulgências.
* No Sacramento do Matrimônio, o Ministro é o Padre e não os contraentes.
Em casos excepcionais, ou por graves razões, a Igreja Ortodoxa acolhe a solução do divórcio.
* São distintas as concepções teológicas sobre religião, Igreja, Encarnação, Graça, imagens, escatologia, Sacramentos, culto dos Santos, infalibilidade, Estado religioso...
Diferenças especiais: Ademais, subsistem algumas diferenças disciplinares ou litúrgicas que não transferem dogma à doutrina, tais seriam, por exemplo, as seguintes:
* Na Igreja Ortodoxa, só se permitem ícones [imagens] nos templos.
* Os sacerdotes ortodoxos podem optar livremente entre o celibato e o matrimônio.
* O batismo é por imersão.
* No Sacrifício Eucarístico, na Igreja Ortodoxa, usa-se pão com levedura; na Romana, sem levedura.
* Os calendários ortodoxo e romano são diferentes, especialmente, quanto à Páscoa da Ressurreição.
* A comunhão dos fiéis é efetuada com as espécies, pão e vinho; na Romana, somente com pão.
* Na Igreja Ortodoxa, não existem as devoções ao Sagrado Coração de Jesus, Corpus Christi, Via Crucis, Rosário, Cristo-Rei, Imaculado Coração de Maria e outras comemorações análogas.
* O processo da canonização de um santo é diferente na Igreja Ortodoxa; nele, a maior parte do povo atua no reconhecimento de seu estado de santidade.
* Existem, somente, três ordens menores na Igreja Ortodoxa: leitor, acólito e sub-diácono; na Romana, quatro: ostiário, leitor, exorcista e acólito.
* O Santo Mirão e a Comunhão na Igreja Ortodoxa se efetuam imediatamente após o Batismo.
* Na fórmula da absolvição dos pecados no Sacramento da Confissão, o sacerdote ortodoxo absolve não em seu próprio nome, mas em nome de Deus - "Deus te absolve de teus pecados"; na Romana, o sacerdote absolve em seu próprio nome, como representante de Deus - "Ego absolvo a peccatis tuis...".
* A Ortodoxia não admite o poder temporal da Igreja; na Romana, é um dogma de fé tal doutrina.
* Os Dez Mandamentos: A Santa Igreja Católica Apostólica Ortodoxa conservou os dez mandamentos da Lei de Deus em sua forma original, sem a menor alteração. O mesmo não sucedeu com o texto adotado pela Igreja Católica Apostólica Romana, no qual os dez mandamentos foram arbitrariamente alterados, ficando totalmente eliminado o segundo mandamento e o último dividido em duas partes, formando dois mandamentos distintos. Esta alteração da Verdade constitui um dos maiores erros teológicos desde que a Igreja Romana cindiu a união da Santa Igreja Ortodoxa no século XI. Esta modificação nos dez mandamentos, introduzidos pelos papas romanos, foi motivada pelo Renascimento das artes. Os célebres escultores daquela época tiveram, assim, amplo setor de atividades artísticas, originando obras de grande valor e estimação. Não obstante, as esculturas representando Deus, a Santíssima Virgem Maria, os santos e os anjos, estavam em completo desacordo com o segundo mandamento de Deus. Havia, pois, duas alternativas, ou impedir a criação de estátuas ou suprimir o segundo mandamento. Os papas escolheram esta última solução, caindo em grave erro.

*Papa

         "A ninguém sobre a terra chameis de pai [papa]; porque só um é o vosso Pai, aquele que está no Céu. Nem sereis chamados de guias, porque um só é vosso Guia, o Cristo" (Mateus 23:9 e 10). O contexto indica que a referência é a autoridade final quanto a questões espirituais. Homem nenhum pode assumir este papel.
        Agora, amigo Marcelo, é o que a Bíblia diz. O que uma determina igreja diz não pode superar o que a Bíblia diz. Este é o sentido de Sola Scriptura, a Bíblia e a Bíblia só como regra de fé e prática.

*Pedro, Primeiro Papa?

a) No primeiro concílio em Jerusalém, Pedro apenas introduziu o assunto (At 15.6-11). Tiago teve participação mais importante: assumiu a reunião, deu seu parecer e fez um pronunciamento final (At 15.13-21). b) Paulo não diz que Pedro é a coluna da Igreja, mas que as "colunas" (no plural) são "Tiago, Cefas e João" (Gl 2.9); c) Paulo declarou que a Igreja é edificada "sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, sendo ele mesmo, Jesus Cristo, a pedra angular" (Ef 2.20); d) Pedro não instituiu o celibato, pois era casado (Mt 8.14); e) Pedro não era e não se considerava infalível, pois foi advertido por Paulo porque ele não procedia "corretamente segundo a verdade do Evangelho" (Gl 2.14); f) A Bíblia diz que Cristo é o fundamento da igreja cristã, e que "ninguém pode lançar outro fundamento, além do que foi posto, o qual é Jesus Cristo" (1Co 3.11); g) A Igreja primitiva perseverou na "doutrina dos apóstolos", e não na de Pedro (At 2.42). Finalmente, Pedro não aceitava adoração (o beija-mão, o ajoelhar-se aos pés) conforme Atos 10.25-26.
        Uma pessoa humana não poderia ser a pedra de sustentação da Igreja de Cristo. Somente o próprio Cristo é a pedra angular (At 4.11; Ef 2.20), pedra espiritual (1 Co 10.4), pedra principal de esquina (1 Pe 2.7). Cristo é o fundador de Sua Igreja, "pois ninguém pode pôr outro fundamento, além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo" (1 Co 3.11). "Não somos estrangeiros, nem forasteiros, mas concidadãos dos santos, e da família de Deus, edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, sendo o próprio Cristo Jesus a principal pedra angular. Nele todo o edifício bem ajustado cresce para templo santo no Senhor; e nele também vós juntamente sois edificados para morada de Deus no Espírito" (Ef. 2.19-22).

        Pedro era um homem de personalidade forte, ousado, o primeiro nas iniciativas. Ele foi quem pediu para andar sobre as águas, foi o primeiro a querer ver o Cristo ressuscitado, quis repreender ao próprio Cristo por este profetizar Sua Paixão e morte (ver Mateus 16:23), sendo chamado por Cristo de "pedra de tropeço". E isso não muito depois de Cristo ter-lhe dito que ele era a "pedra", e que tudo que abrisse ou fechasse na terra seria aberto ou fechado nos céus (comparar com Mateus 18:18, onde isso se aplica também aos demais apóstolos).

        Ele recebeu a consolação e apoio de Cristo que lhe disse três vezes, "amas-me"?, pelo fato de estar tremendamente deprimido por ter também negado três vezes a Cristo. Não por ser o papa, pois Cristo disse: "A ninguém sobre a terra chameis de pai [papa]; porque só um é vosso Pai, aquele que está no céu". --  Mateus 23:9

Perguntas sobre Pedro que os católicos não conseguem responder:

* Se Pedro foi designado como primeiro líder da igreja por que Jesus declarou enfaticamente: "A ninguém sobre a terra chameis de pai [papa]; porque só um é o vosso Pai, aquele que está no Céu. Nem sereis chamados de guias, porque um só é vosso Guia, o Cristo" (Mateus 23:9 e 10)? O contexto indica que a referência é a autoridade final quanto a questões espirituais. Homem nenhum pode assumir este papel.

* Se Pedro e os demais discípulos tivessem entendido as palavras de Cristo em Mateus 16:18 como estabelecendo a sua supremacia e posição de liderança à frente da igreja, por que logo adiante os discípulos disputavam quanto a quem dentre eles seria o maior? Quando muito, iriam disputar a posição nº. 2, pois a nº. 1 já estaria assegurada a Pedro, que jamais reivindicou ser líder dos demais.

* Se Pedro fosse o líder da igreja, por que não está claro que foi quem apresentou a decisão final no Concílio de Jerusalém, e sim Tiago? Ele apenas fez um discurso introdutório, mas quem falou em nome do corpo de apóstolos foi Tiago. Leia-se atentamente Atos 15, especialmente versos 12 em diante.

* Se Pedro fosse o líder da igreja, como poderia, ele próprio, ser enviado para Samaria com João, pela igreja, em lugar de estar ele à frente enviando missionários? Ver Atos 8:14.

* Se Pedro fosse o líder da igreja, a "pedra" de seu fundamento, por que atribuiu a Cristo esse papel de ser a pedra fundamental, e nada disse sobre seu próprio papel à frente da igreja? 1 Pedro 2:6-8. Paulo confirma isso em 1 Coríntios 10:4, dizendo que Cristo é a pedra fundamental.

* Se Pedro fosse o primeiro papa, como pôde Paulo repreendê-lo severamente porque agia de forma repreensível? Ora, onde já se viu alguém repreender o papa, sendo-lhe subalterno?  Ver em Gálatas 2:11 a 14.

* Se Pedro fosse o primeiro papa, por que Paulo fala da igreja como edifício firmado sobre os apóstolos e profetas, sem discriminar que Pedro era mais importante? Ver Efésios 2:20. Cristo nesta passagem é apresentado novamente  como a pedra angular.

* Se Pedro fosse o primeiro papa, por que não discriminou Paulo a Pedro como o principal, fazendo referência a Pedro, juntamente com Tiago e João, como colunas da igreja, citando a Tiago em primeiro lugar? Ver Gálatas 2:9.

* Se Pedro foi o primeiro papa, por que a autoridade final da igreja de Jerusalém restava não sobre Pedro, mas sobre os apóstolos, mais tarde substituídos por “presbíteros”? Por exemplo, além de terem sido “os apóstolos” que enviaram Pedro a Samaria (Atos 8:14) para supervisionar as novas comunidades cristãs, eles também que enviaram Barnabé a Antioquia (Atos 11:22), Judas e Silas para Antioquia (Atos 15:22-27).

* Se Pedro foi o primeiro papa, por que foram “Tiago e os presbíteros” que recomendaram que  Pedro se submetesse a um rito de purificação no Templo (Atos 21:18, 23-24)?

* Se Pedro fosse o primeiro papa, por que Paulo em sua epístola aos gálatas torna claro que não considerava Jerusalém um centro administrativo divinamente apontado para toda atividade congregacional e após a conversão nem se dirigiu a Jerusalém, a procura de Pedro e da liderança da igreja ali, mas a Damasco? Paulo recebeu as divinas instruções através de um damasceno chamado Ananias. Em Gálatas 1: 16, 17 ele diz claramente que não recorreu após sua conversão a fontes humanas de autoridade.

* Se Pedro fosse o primeiro papa, por que só três anos depois é que Paulo viajou para Jerusalém e declara que apenas viu a Pedro e Tiago, nenhum outro apóstolo, em sua estada ali de quinze dias? Mais tarde, fez de Antioquia a sua base de operações, e embora essa cidade fosse próxima de Jerusalém, não via razão para dirigir-se à capital da Judéia.

* Se Pedro fosse o primeiro papa, por que os relatos das viagens missionárias  de Paulo (Atos 13, 15, 20, etc.—especialmente 15:36) não indicam que as empreendia por recomendação de alguma “mesa administrativa”, com um roteiro e orçamento aprovados por um líder eclesiástico? De fato, ele subiu a Jerusalém só após quatorze anos acompanhado de Barnabé e Tito, e mesmo assim devido a uma “revelação” do Senhor (ver Gál. 2: 1, 2).

* Se Pedro fosse o primeiro papa, por que os únicos manuscritos bíblicos depois da queda de Jerusalém, os do apóstolo João, escritos décadas após a desolação de Jerusalém, nada mencionam quanto a um corpo administrativo centralizado sobre os cristãos de seus dias com um papa como dirigente máximo? No Apocalipse, as visões de João retratam a Cristo enviando mensagens a sete igrejas da Ásia Menor (Apoc. 1 a 3). Em nenhuma dessas mensagens existe qualquer sugestão ou indicação de que tais congregações estivessem sob uma direção externa, a não ser do próprio Cristo.

* Se Pedro foi o primeiro papa, por que nos escritos disponíveis de autores cristãos do segundo e terceiro séculos nada é indicado quanto à existência de uma administração centralizada para supervisionar as numerosas congregações cristãs, sob o comando de Pedro? A história do período revela, ao contrário, algo bem diferente disso—que a autoridade religiosa centralizada foi produto de um desenvolvimento pós-apostólico e pós-bíblico.
 

*Reforma permanente

        Lutero e os Reformadores diziam que o seu movimento tinha em vista uma "ecclesia reformata semper reformanda". Infelizmente, de movimento reformatório, passaram a constituir novas instituições estanques, repetindo o modelo estrutural da instituição que abandonavam em busca de caminhos mais autênticos segundo o sentido real do evangelho. Então, deviam ter prosseguido pesquisando unidamente, reformando, buscando crescer "na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo" (2 Pedro 3:18). Por deixar de ser um "movimento" e acomodar-se institucionalmente, o protestantismo terminou desperdiçando oportunidades de avançar unidamente dando um testemunho conjunto do evangelho da justificação pela fé somente.

*Santa Ceia [Ver Eucaristia]

*Sola Scriptura  [ver também Livre Exame]

        R - Ser a Bíblia a norma de fé e prática do cristão não é uma afirmação dos crentes; é uma declaração da própria Palavra de Deus (Rm 10.17; 2 Tm 2.15; 3.16-17; 4:2). Há muitas denominações registradas em cartório, mas existe unidade na fé em Cristo Jesus. Desprezamos dogmas criados por homens. Não comemos pelas mãos dos outros. Cada crente examina as Escrituras, e debate, e troca opiniões, assim como faziam os primeiros cristãos. Vejam: "Estes foram mais nobres do que os de Tessalônica, pois de bom grado receberam a palavra, examinando cada dia nas Escrituras se estas coisas eram assim" (Atos 17.11). A Bíblia chama de "nobre" aquele que examina a Palavra e dela tira suas próprias conclusões. Somos uma só fé, uma só religião, uma só doutrina. Só adoramos o Santo dos santos, Aquele que morreu em nosso lugar. Não louvamos, nem adoramos, nem suplicamos a outros deuses (Mateus 4.10). Se alguma denominação ensina outro Evangelho, não faz parte do Corpo de Cristo, não é considerada cristã, não é Igreja de Jesus.

*Tradição

        R - Negamos a Tradição Oral porque ela foi a maior fonte de problemas já na teologia do Antigo Testamento, torcendo as palavras já escritas na Torah; e ela também tem sido comprovadamente a maior fonte de heresias no meio da Igreja Romana. No caso do Antigo Testamento, dizia Jesus aos fariseus: "Marcos 7.9 - "E dizia-lhes: Bem invalidais o mandamento de Deus para guardardes a vossa tradição". Note-se que Deus não deixou nada escrito, tanto no Antigo Testamento como no Novo. Mas a existência de ESCRITURA deixada por Moisés e outros homens de Deus limitou todos os sermões de Jesus a somente o que estava escrito. Ele combatia tudo o que se afastasse do que estava escrito. Paulo e os demais apóstolos podiam aconselhar os irmãos a seguir o que dissessem, pois estavam VIVOS e seu testemunho era real. Após suas mortes, tudo o mais que alguém poderá dizer que ouviu deles é mera especulação. Tome-se por exemplo a Igreja da Galácia: tinha sido evangelizada e fundada PESSOALMENTE pelo apóstolo (At 18:23), mas isso não impediu que os crentes ali logo perdessem a fé genuína para os judaizantes, obrigando Paulo a, POR ESCRITO, trazê-los de volta à verdadeira fé: "(GL 4:11) - Receio de vós, que não haja trabalhado em vão para convosco". "(GL 4:18) - É bom ser zeloso, mas sempre do bem, e não somente quando estou presente convosco" "(GL 5:7,8) - Corríeis bem; quem vos impediu, para que não obedeçais à verdade? Esta persuasão não vem daquele que vos chamou". E Paulo termina sua pregação, por estar ausente, por meio de documento escrito: "(GL 6:11) - Vede com que grandes letras vos escrevi por minha mão". Se isso aconteceu num curto período de tempo, ainda em vida do Apóstolo que evangelizou os gálatas pessoalmente e em sua ausência se perderam, o que não dizer de séculos de ignorância quando a Igreja de Roma inclusive PROIBIA a leitura da Bíblia por seus seguidores e perseguia tenazmente os que a buscavam difundir? A maior prova da falha da tradição oral está na Cronologia dos Dogmas, com doutrinas humanas criadas em épocas muito tempo após a morte dos apóstolos, sendo que não se encontra nenhum documento anterior prescrevendo tal doutrina na Igreja Primitiva (tais como Purgatório, Assunção de Maria, Concepção Imaculada de Maria, Oração pelos mortos, etc).
        Acreditar na Tradição Oral, que nunca foi registrada na Igreja do primeiro século, é combater o próprio ensino de Paulo, que escrevia cartas e mandava que fossem lidas em todas as Igrejas, intercambiando com outras que já havia escrito: "CL 4:16 - E, quando esta epístola tiver sido lida entre vós, fazei que também o seja na igreja dos laodicenses, e a que veio de Laodicéia lede-a vós também". "1Tess. 5:27 - Pelo Senhor vos conjuro que esta epístola seja lida a todos os santos irmãos". E outra coisa importante: este argumento católico se baseia na carta a Timóteo, certo? Vejamos tal carta em sua totalidade: 1) Em todas as orientações que foram dadas sobre comunicação oral, os apóstolos ordenavam sobre pronomes pessoais: "palavras que de MIM tendes ouvido"; 2) Paulo nunca mandou alguém a obedecer quem não fosse apóstolo e queria que fosse ensinado o que saiu dele mediante TESTEMUNHAS: "(2Tm 2:2) - E o que de mim, entre muitas testemunhas, ouviste, confia-o a homens fiéis, que sejam idôneos para também ensinarem os outros". 3) Paulo recomenda a perfeição do obreiro de Deus pela Palavra escrita e não incluiu a tradição em pé de igualdade: "(2Tm 3:16,17) - Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça; Para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra". Mais um detalhe: para ser apóstolo, deveria existir dois requisitos básicos: "(At 1:20-22) - Porque no livro dos Salmos está escrito: Fique deserta a sua habitação, E não haja quem nela habite. Tome outro o seu bispado. É necessário, pois, que, dos homens que conviveram conosco todo o tempo em que o Senhor Jesus entrou e saiu dentre nós, começando desde o batismo de João até ao dia em que de entre nós foi recebido em cima, um deles se faça conosco testemunha da sua ressurreição". Nenhum outro homem, além dos doze, merecia tal título. Paulo foi chamado Apóstolo dos Gentios devido ao seu chamado, não se considerava como um dos doze e depois dele nenhum outro homem mereceu este título, por não preencher os requisitos básicos do apostolado. Portanto, a autoridade apostólica morre com o último apóstolo, João, restando seus ensinamentos escritos, o que aliás foi o mais importante critério para determinação do Cânon do Novo Testamento pela Igreja Primitiva.
        Por mais de 1000 anos os "católicos do ocidente" e os "católicos do oriente" compartilharam "antigas tradições do cristianismo", no entanto há inúmeras diferenças de doutrinas e práticas entre católicos e ortodoxos, o que demonstra que a tradição não é plataforma segura sobre que basear a fé.
          Ao insistir em que a tradição é até mais importante do que a Bíblia é que a Igreja Católica demonstra não ter referenciais seguros. A tradição é um conjunto de historietas de santos, costumes de origem incerta, lendas populares que tomaram forma religiosa, adaptações de práticas pagãs (como o pinheiro de Natal, a própria data do Natal e do domingo de Páscoa, costumes populares acatados pela Igreja por mera conveniência), as imagens de escultura, a exaltação de Maria, a adoção do domingo em lugar do sábado bíblico, que não têm respaldo nas Escrituras.
          Não há registro no Novo Testamento de que a igreja passou a reverenciar Estêvão, o primeiro mártir cristão (Atos 7:54ss), transformando-o em "Santo Estêvão", sendo daí criada uma imagem dele, cultuada, prestigiada, orações a ele feitas, etc.  O apóstolo Paulo diz que não se devia ir "além do que está escrito" (Col. 4:6) e todas essas crenças e práticas católicas que não têm respaldo escriturístico são uma violação dessa ordenança paulina, inspirada por Deus.

Declarações de eruditos católicos sobre livro de Bacchiocchi:

        Sobre as opiniões negativas que alguns têm a respeito do adventismo eu creio que já lhe deixei claro que isso não deve servir de base para que avalie a IASD uma vez que também lhe indiquei uma fonte apropriada de informação sobre quais são realmente os ensinos e atividades da nossa igreja. Ela não é perfeita nem sua história está isenta de problemas, mas que outra organização religiosa no seu desenvolvimento também não enfrentou problemas? Calvino, o grande "pai" dos presbiterianos, participou da condenação à morte do médico Serveto porque este não renunciava a crenças unitarianas, em Genebra, Suíça. Lutero escreveu um livreto de teor desprezível contra os judeus que mais tarde forneceu subsídios adicionais a  Adolf Hitler em seu anti-semitismo. Muitos líderes protestantes dos primeiros tempos eram intolerantes, repetindo a mesma política persecutória contra quem discordasse deles nos territórios sob sua jurisdição, a exemplo da Igreja dominante da era medieval. Ademais, as distorções e exageros dos que levantam o histórico do adventismo nem merecem comentários.
Houve desapontamento entre os próprios cristãos primitivos, como se pode encontrar na Bíblia em - - . Os discípulos nem haviam entendido as claras palavras de Cristo a respeito também de Sua morte e ressurreição ao terceiro dia, pois quando Cristo ressuscitou eles nem sabiam disso inicialmente!
        Então, se no seu desenvolvimento histórico os pioneiros adventistas cometeram erros, pelo menos não foram do tipo de erro que envolve a matança de milhões de inocentes. . .
        Por outro lado, como já disse, dê uma examinada no que esses mesmos sites têm a dizer sobre a Igreja Católica, suas origens e ensinos. Você também vai ficar muito contrariado com o que eles dizem, estou certo disso.
        Mas quero lhe apontar o que autoridades católicas disseram de positivo sobre um trabalho de pesquisa do Dr. Bacchiocchi,  aquele que cursou um programa doutoral na Pontifícia Universidade Gregoriana, sendo o único não-católico a fazê-lo em mais de quatro séculos e meio de história de dita instituição católica do maior prestígio. Sua tese doutoral ali rendeu-lhe uma medalha de Honra ao Mérito que recebeu do próprio Papa Paulo VI e o livro que produziu, contendo o tema de sua tese, foi impresso pela própria gráfica da Universidade com Imprimatur das autoridades do Vaticano. Pergunte a seus amigos batistas, pentecostais, presbiterianos se algum erudito da igreja deles teve tal interesse e privilégio. . .

            A "bronca" desses evangélicos contra os adventistas é porque nós em nossa atitude de observadores do sábado nos constituímos numa repreensão a eles, que se dizem seguidores das Escrituras integralmente, adeptos da filosofia da Sola Scriptura, e no entanto não são coerentes com a sua mensagem, pois não observam o sábado do sétimo dia da lei dos Dez Mandamentos. Eles alegam um porção de justificativas que não passam de sofismas--ora a lei foi abolida integralmente (mas com nove mandamentos revalidados!), ora a obediência ao sábado representaria colocar-se sob o jugo da lei (não aplicável aos demais nove!), ora seguem a "lei de Cristo", como se o Cristo tivesse rompido relações com o Pai dando outra lei mais fácil de observar do que a "antiga".
Mas quando lemos Hebreus 8:6-10 fica claro que Deus prometeu escrever nas mentes e corações dos que aceitam os termos do Novo Concerto (ou Novo Testamento) a Sua lei (não outra, com o nome de "Lei de Cristo", "Lei da Graça", "Lei da Fé", com que eles variadamente designam os supostos novos mandamentos que devem seguir como cristãos). É a mesma lei referida em Jeremias 31:31-33 quando os termos desse concerto renovado foram prometidos por Deus aos filhos de Israel.
        Portanto, a questão do sábado não é "coisa do Velho Testamento", como alegam, mas muito do Novo. Veja  como o  historiador Lucas, escrevendo 30 anos após o episódio, referiu-se às santas mulheres seguidoras de Cristo quando estavam preparando ungüentos para embalsamar seu corpo. Entre essas mulheres não resta dúvida que estava Maria, mãe de Jesus. Ao aproximar-se o pôr do sol daquela sexta-feira elas pararam de trabalhar nos seus preparativos de especiarias para o corpo de Cristo e "no sábado repousaram conforme o mandamento" (Lucas 23:56). Portanto, você que é tão grande admirador de Maria, siga o seu exemplo: descanse também no sábado conforme o mandamento. Descubra a bênção de um repouso semanal integral, dedicando a Deus um dia inteiro, nEle meditando de modo especial e tendo comunhão com o Seu povo, que busca guardar "os mandamentos de Deus e a fé de Jesus" (Apoc. 14:12), o que é um grande meio de combater o estresse do mundo moderno.
        Quem sabe não é hora de começar-se um movimento entre os católicos para seguirem este exemplo das santas mulheres adoradoras de Cristo, inclusive de Maria? Já pensou um movimento entre os católicos para reabilitarem o sábado do sétimo dia, que é o único dia reconhecido na Bíblia como "dia do Senhor" (Ezequiel 20:12; Mateus 12:8 )? Afinal, não é de origem protestante a linha carismática do catolicismo? Não foi por influência do livro A Cruz e o Punhal, do pentecostal David Wilkerson, que o movimento carismático católico surgiu no panorama religioso cristão?


Professor Azenilto G. Brito
Ministério Sola Scriptura


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