Perguntas que os católicos romanos não conseguem responder sobre Pedro e a tese de ter sido o primeiro papa

Trecho de uma correspondência com um católico
As perguntas que lhe foram apresentadas abaixo mas nunca foram por ele respondidas

O problema de ser ou não Pedro o primeiro papa é que existe uma verdadeira  “lavagem cerebral da parte da Igreja sobre os católicos e em tudo quanto é oportunidade, em toda missa, em todos os encontros dos católicos repete-se e repete-se e repete-se Mateus 16:18,  “Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei minha igreja.”  Só que não é assim que se admite as verdades bíblicas, não é com textos fora de seus contextos, pois isso se transforma em pretexto.

Não se pode perder a floresta de vista por causa das árvores. O teor TODO do que a Bíblia ensina é o que importa. E a Bíblia toda, ou seja, o Novo Testamento, NÃO confirma que Pedro foi chefe da igreja. Daí as perguntas todas que lhe dirigi e que demonstram:

* Se Pedro fosse o líder da igreja, por que não está claro que foi quem apresentou a decisão final no Concílio de Jerusalém, e sim Tiago?

Ele apenas fez um discurso introdutório, mas quem falou em nome do corpo de apóstolos foi Tiago. Leia atentamente Atos 15, especialmente versos 12 em diante.

Atos 15:12
12  “Então toda a multidão se calou e escutava a Barnabé e a Paulo, que contavam quantos sinais e prodígios Deus havia feito por meio deles entre os gentios.”

* Se Pedro fosse o líder da igreja, como poderia ser enviado para Samaria com João, em lugar de estar ele à frente enviando missionários?

Atos 8:14.
14 “Os apóstolos, pois, que estavam em Jerusalém, tendo ouvido que os da Samária haviam recebido a palavra de Deus, enviaram-lhes Pedro e João;”

* Se Pedro fosse o líder da igreja, a  “pedra” de seu fundamento, por que atribuiu a Cristo esse papel de ser a pedra fundamental, e nada disse sobre seu próprio papel à frente da igreja?

1 Pedro 2:6-8. Paulo confirma isso em 1 Coríntios 10:4, que Cristo é a pedra fundamental.

1 Pedro 2:6-8
6 “Por isso, na Escritura se diz: Eis que ponho em Sião uma principal pedra angular, eleita e preciosa; e quem nela crer não será confundido.
7 E assim para vós, os que credes, é a preciosidade; mas para os descrentes, a pedra que os edificadores rejeitaram, esta foi posta como a principal da esquina,
8 e: Como uma pedra de tropeço e rocha de escândalo; porque tropeçam na palavra, sendo desobedientes; para o que também foram destinados.”

1 Coríntios 10:4
4 “e beberam todos da mesma bebida espiritual, porque bebiam da pedra espiritual que os acompanhava; e a pedra era Cristo.”

* O mesmo Paulo repreendeu severamente a Pedro porque agiu erradamente. Ora, onde já se viu alguém repreender o papa, sendo-lhe subalterno?

Ver em Gálatas 2:11-14.
11 “Quando, porém, Cefas veio a Antioquia, resisti-lhe na cara, porque era repreensível.
12 Pois antes de chegarem alguns da parte de Tiago, ele comia com os gentios; mas quando eles chegaram, se foi retirando e se apartava deles, temendo os que eram da circuncisão.
13 E os outros judeus também dissimularam com ele, de modo que até Barnabé se deixou levar pela sua dissimulação.
14 Mas, quando vi que não andavam retamente conforme a verdade do evangelho, disse a Cefas perante todos: Se tu, sendo judeu, vives como os gentios, e não como os judeus, como é que obrigas os gentios a viverem como judeus?”

* Como é que Paulo ainda fala da igreja como edifício firmado sobre os apóstolos e profetas, sem discriminar que Pedro era mais importante:?

Em Efésios 2:20. Cristo novamente é apresentado como a pedra angular.

Efésios 2:20
20 “edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, sendo o próprio Cristo Jesus a principal pedra da esquina;”

* Paulo novamente se refere a Pedro, juntamente com Tiago e João, como colunas da igreja. Por que não discriminou a Pedro como o principal?

Também é significativo que Tiago é citado em primeiro lugar. Ver Gálatas 2:9.

Gálatas 2:9.
 9 “e quando conheceram a graça que me fora dada, Tiago, Cefas e João, que pareciam ser as colunas, deram a mim e a Barnabé as destras de comunhão, para que nós fôssemos aos gentios, e eles à circuncisão;

O material que me mandou não responde a estas perguntas, apenas usa de sofismas e mais sofismas para provar o que é impossível se TODO o teor do Novo Testamento for examinado. Pedro era um homem de personalidade forte, ousado, o primeiro nas iniciativas. Ele foi quem pediu para andar sobre as águas, foi o primeiro a querer ver o Cristo ressuscitado, quis repreender ao próprio Cristo por este profetizar Sua Paixão e morte (ver Mateus 16:23), sendo chamado por Cristo de “pedra de tropeço” E isso não muito depois de Cristo ter-lhe dito que ele era a pedra, e que tudo que abrisse ou fechasse na terra seria aberto ou fechado nos céus (comparar com Mateus 18:18, onde isso se aplica também aos demais apóstolos).

Mateus 16:23
23 “Ele, porém, voltando-se, disse a Pedro: Para trás de mim, Satanás, que me serves de escândalo; porque não estás pensando nas coisas que são de Deus, mas sim nas que são dos homens.”

Mateus 18:15-18
15 “Ora, se teu irmão pecar, vai, e repreende-o entre ti e ele só; se te ouvir, terás ganho teu irmão;
16 mas se não te ouvir, leva ainda contigo um ou dois, para que pela boca de duas ou três testemunhas toda palavra seja confirmada.
17 Se recusar ouvi-los, dize-o à igreja; e, se também recusar ouvir a igreja, considera-o como gentio e publicano.
18 Em verdade vos digo: Tudo quanto ligardes na terra será ligado no céu; e tudo quanto desligardes na terra será desligado no céu.

Ele recebeu a consolação e apoio de Cristo que lhe disse três vezes,  “amas-me”?, pelo fato de estar tremendamente deprimido por ter também negado três vezes a Cristo. Não por ser o papa, pois Cristo disse:  “A ninguém sobre a terra chameis de pai [papa]; porque só um é vosso Pai, aquele es esta no céu.” --  Mateus 23:9

Mateus 23:9
9 “E a ninguém sobre a terra chameis vosso pai; porque um só é o vosso Pai, aquele que está nos céus.”

Viu só como a Bíblia é clara? Esse artigo que me mandou contradiz este texto bíblico e outros mais, e não responde às perguntas acima.

Por que é importante definir esta questão? Porque a teoria de ser Pedro o primeiro papa só serve para que a Igreja Católica se apresente como a única e verdadeira, e todas as demais como erradas que não conduzem à salvação. Mas eu creio que lhe mandei um material muito interessante dos Ortodoxos que por mais de mil anos compartilharam uma tradição comum com os católicos, e veja que eles discordam deste ponto e de muitos outros da doutrina católica. E eles se separaram da igreja por razões políticas, mais do que doutrinais.

           Veja que o bispo de Roma era o mais importante chefe religioso, não porque a Bíblia determina isso, mas porque Roma era a capital do Império. Isto explica porque o latim, língua oficial do Império Romano, se tornou a língua oficial do catolicismo romano. O que tem o latim a ver com o cristianismo?

Então quem chefiava a igreja da grande capital julgava-sedono da igreja em todo o mundo, especialmente após ovácuo de influência da igreja de Jerusalém, após sua destruição pelos romanos no ano 70 AD. Daí arranjaram pretextos para justificar essa primazia do bispo de Roma para a qual não há fundamentação bíblica nenhuma. Principalmente porque o bispo da outra cidade importante do Império que fazia concorrência com Roma em importância, Constantinopla, não aceitava esse domínio do bispo de Roma, só por ser esta a capital do Império.

Também a maneira como apresentam os movimentos reformatórios é só distorção. Veja que Paulo profetizou que a apostasia da igreja ia começar logo após sua partida: (Atos dos Apóstolos, 20:29 e 30).

Atos  20:29, 30
 29“Eu sei que depois de minha partida, entre vós penetrarão lobos vorazes que não pouparão o rebanho.
 30 E que, dentre vós mesmos, se levantarão homens falando cousas pervertidas para arrastar os discípulos atrás deles”

Esta é uma advertência muito séria e a história e as profecias bíblicas confirmam que isso se passou de fato. Os desvios da verdade começaram cedo na história da Igreja. Veja em 2 Tessalonicenses 2:7 como Paulo também diz que esse mistério da iniqüidade já estava em operação em seus dias. E daí, uma igreja longe da verdade bíblica começou a acatar inúmeras coisas do paganismo que a rodeava:

- a mudança da lei de Deus com adoção do domingo, substituindo o sábado bíblico
- o culto às imagens de escultura condenado pela lei divina, da Bíblia (não a lei falsificada do catecismo). Compare o que diz Êxodo capítulo 20.
- idéias de imortalidade da alma, purgatório, inferno de fogo eterno (no sentido de tempo)
- intercessão dos santos, veneração de Maria, orações repetidas. . .

E por aí vai, com doutrinas e mais doutrinas do paganismo, não da Bíblia.

O que se deu é que homens se levantaram ao longo da história, mesmo antes de Lutero em 1517 (ele não foi o primeiro a levantar-se como reformador) para pôr a Bíblia na mão do povo, discutir todos os erros praticados pela igreja, como o escândalo da venda de indulgências para levantar dinheiro para construir a famosa catedral de São Pedro, que eu tive oportunidade de visitar em 1990. Daí temos, Huss, Wiclef, os valdenses, os lolardos, e muitos outros grupos que protestavam contra os desvios dessa igreja que vêm dos tempos apostólicos, é verdade, mas desviando-se do ideal daqueles apóstolos.

O problema de haver inúmeras interpretações da Bíblia entre as igrejas protestantes já lhe disse que não é tão relevante assim se existe a unidade básica em crer em Cristo como Salvador. Dentro do catolicismo há também muitas opiniões divergentes. Existem católicos que não aceitam a infalibidade papal, como Hans Küng e Leonardo Boff, os que agora querem acabar com o celibato dos padres e bispos (depois dos escândalos aqui nos EUA e outros lugares mais que têm vindo à tona), os que são carismáticos, os que são contra o carismatismo, os que aceitam teorias espíritas (veja o Padre Quevedo aí no Brasil), os que são politicamente de esquerda, partidários de Lula, os que são anti-esquerda, como o pessoal da TFP e do "lepanto" que você me indicou, e assim por diante.

Então, há vozes discordantes em todas as entidades, e isso é natural porque Deus nos criou com livre arbítrio. Veja como o ivre exame" das Escrituras é elogiado, e não condenado com a atitude dos bereanos, em Atos 17:11.

Atos 17:11.
11 “Ora, estes eram mais nobres do que os de Tessalônica, porque receberam a palavra com toda avidez, examinando diariamente as Escrituras para ver se estas coisas eram assim.”

Enfim, caros amigos, não estou fazendo ataques contra a sua igreja, apenas apresentando-lhes fatos claros, à base do que TODO o Novo Testamento nos apresenta.

Eu me correspondo com um católico sincero que faz parte de um grupo que até jurou lutar pela  “causa de Maria” até à morte, se preciso for, para colocá-la como CO-REDENTORA, ou seja, como participante de nossa salvação. Isso é simplesmente um absurdo! Jesus disse que “ninguém vai ao Pai SENÃO por Mim,” e em Atos 4:12 é dito que:

Atos 4:12
12 “não há nenhum outro nome debaixo do céu pelo qual devamos ser salvos, o nome de Jesus”

Atos 4:12 Outra verção
 E em nenhum outro há salvação; porque debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, em que devamos ser salvos.

Então, respeitamos, claro, Maria como uma das heroínas bíblicas, mas essa campanha de torná-la co-redentora é outro lamentável desvio da Igreja ao que a Bíblia ensina. Sabiam que até já houve em alguns lugares campanhas para colocar Maria como 4o. membro da Divindade? Então, em vez de Trindade teríamos uma Tetrandade? Isso é uma blasfêmia, colocar um ser humano falível como  “deusa”! Nunca admitam isso, se quiserem estar do lado dos fiéis defensores da verdade.

Adendo

Um erudito que estudou no Vaticano (foi o primeiro e único não-católico a seguir um programa de doutoramento pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma, ligada ao Vaticano) apresenta uma exposição exegética clara e irrefutável sobre o texto de Mateus 16:18:

Três Doutrinas Católicas em Debate

Pedro é de fato a "rocha", mas teria sido o primeiro papa?

Mateus 16:18,19
18 “Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela;
19 dar-te-ei as chaves do reino dos céus; o que ligares, pois, na terra será ligado nos céus, e o que desligares na terra será desligado nos céus.

Ver alem dos versos acima! os vesos 20-23 o que aconteceu com Pedro logo depois de ter sido chanado pedra.

20 Então ordenou aos discípulos que a ninguém dissessem que ele era o Cristo.
21 Desde então começou Jesus Cristo a mostrar aos seus discípulos que era necessário que ele fosse a Jerusalém, que padecesse muitas coisas dos anciãos, dos principais sacerdotes, e dos escribas, que fosse morto, e que ao terceiro dia ressuscitasse.
22 E Pedro, tomando-o à parte, começou a repreendê-lo, dizendo: Tenha Deus compaixão de ti, Senhor; isso de modo nenhum te acontecerá.
23 Ele, porém, voltando-se, disse a Pedro: Para trás de mim, Satanás, que me serves de escândalo; porque não estás pensando nas coisas que são de Deus, mas sim nas que são dos homens.”
 

Teoria Petrina. Nenhuma tentativa pode ser feita neste espaço para expor todas as falácias da teoria petrina e da sucessão apostólica. Para efeito de brevidade limitarei meus comentários ao texto básico de Mateus 16:18 empregado para provar a teoria petrina. Cristo diz a Pedro: "Também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela".

A questão é, quem é a  “rocha” sobre a qual Cristo edificou Sua igreja? Obviamente para os católicos, a  “rocha” é Pedro como pedra fundamental sobre a qual Cristo edificou a Sua igreja. Eles corretamente assinalam que o jogo de palavras “Tu és Petros e sobre esta Petra”-revela que há uma inegável conexão entre os dois termos. Assim, Pedro é a Petra sobre a qual Cristo edificou Sua Igreja. Os protestante obviamente rejeitam a interpretação católica, argumentando, ou que a “rocha” seria o próprio Jesus ou a confissão de Pedro quanto a Cristo. Pelo último ponto de vista, o texto rezaria:  “Tu és Pedro e sobre mim como rocha eu edificarei a Minha Igreja.” Pela última interpretação:  “Tu és Pedro e sobre a rocha de Cristo que tu confessaste edificarei Minha Igreja.”

O problema com ambas essas interpretações populares é que não fazem justiça ao jogo de palavras. No grego há uma inegável ligação entre  “Petros" “Petra” A questão não é se  “Petra- a rocha” refere-se a Pedro, mas em que sentido Pedro é  “Petra-a rocha.” Em minha opinião, Pedro é  “Petra-a rocha.” não no sentido católico de ser a pedra fundamental sobre a qual Cristo edificou Sua igreja, mas no sentido de que Pedro é o fundamento inicial da igreja, edificada sobre o fundamento dos apóstolos, com Cristo como pedra de esquina.

Esta interpetação assenta-se sobre duas considerações principais. Em primeiro lugar, o Novo Testamento retrata a igreja como um edifício, sendo  “edificada sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, sendo Ele mesmo, Cristo Jesus, a pedra angular” (Efés. 2:20; cf. 1 Ped. 2:4-8; 1 Cor. 3:11). A imagem da igreja como edifício sugere que a igreja não se firma sobre a rocha fundamental de Pedro, mas começa com Pedro como primeira pedra. Ele foi a primeira pessoa a confessar e aceitar a Jesus de Nazaré, como o Cristo, ou seja, o Messias,  “o Filho do Deus vivo” (Mat. 16:16). Sendo o primeiro converso a aceitar publicamente a Cristo, Pedro tornou-se num certo sentido “o primeiro membro oficial” da igreja, ou a primeira pedra fundamental do edifício espiritual que é a igreja.

Efés. 2:20
20 “edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, sendo o próprio Cristo Jesus a principal pedra da esquina;”

1 Ped. 2:4-8
4 “e, chegando-vos para ele, pedra viva, rejeitada, na verdade, pelos homens, mas, para com Deus eleita e preciosa,
5 vós também, quais pedras vivas, sois edificados como casa espiritual para serdes sacerdócio santo, a fim de oferecerdes sacrifícios espirituais, aceitáveis a Deus por Jesus Cristo.
6 Por isso, na Escritura se diz: Eis que ponho em Sião uma principal pedra angular, eleita e preciosa; e quem nela crer não será confundido.
7 E assim para vós, os que credes, é a preciosidade; mas para os descrentes, a pedra que os edificadores rejeitaram, esta foi posta como a principal da esquina,
8 e: Como uma pedra de tropeço e rocha de escândalo; porque tropeçam na palavra, sendo desobedientes; para o que também foram destinados.”

1 Cor. 3:11
11 “Porque ninguém pode lançar outro fundamento, além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo.”

Mat. 16:16
16 “Respondeu-lhe Simão Pedro: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo.”

Um segundo ponto importante, ignorado pela Igreja Católica, é que o Novo Testamento considera a igreja, não como uma organização hierárquica visível dirigida pelo papa com seus bispos, mas como uma comunidade invisível de crentes que são unidos pela mesma fé em Cristo. Na Bíbliaa igreja" não é uma organização religiosa, mas o  “povo de Deus.” Tanto o hebraico qahal quanto o grego ekklesia, traduzidas por  “igreja”, referem-se, na verdade, à “congregação” de crentes, que foram chamados do mundo (Deut 7:6; 1 Ped. 2:9) a fim de ser uma luz no mundo (Deut. 28:10).

Deut 7:6
6 “Porque tu és povo santo ao Senhor teu Deus; o Senhor teu Deus te escolheu, a fim de lhe seres o seu próprio povo, acima de todos os povos que há sobre a terra.”

1 Ped. 2:9
9 “Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as grandezas daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz;”

Deut. 28:10
10 “Assim todos os povos da terra verão que és chamado pelo nome do Senhor, e terão temor de ti.”

Isso significa que quando Jesus falou sobre edificar Sua igreja, Ele não tinha em mente o estabelecimento de uma organização religiosa hierárquica, mas a edificação de uma comunidade de crentes que pela fé O aceitariam e O confessariam perante o mundo. Neste contexto, Pedro, por ser a primeira pessoa a confessar e aceitar a Jesus como o “Cristo.” que significa  “Messias,”  tornou-se a primeira pedra viva do edifício espiritual que consiste de uma comunidade de crentes. A idéia de Pedro ser o fundamento da igreja como organização hierárquica identificada com a Igreja Católica é alheia ao texto e aos ensinos do Novo Testamento.

Existe de fato uma linha sucessória ininterrupta entre Pedro e João Paulo II?

Sucessão Apostólica. Um golpe fatal sobre a reivindicação petrina da Igreja Católica é a falta de qualquer apoio neotestamentário para o primado de Pedro na igreja apostólica. Se, de acordo com a alegação católica, Cristo designou Pedro como Seu vigário para governar a igreja, então se esperaria que Pedro agisse como líder da igreja apostólica. Mas dificilmente seria este o caso.

Por exemplo, não há indicação de que Pedro jamais tenha servido como presidente da igreja de Jerusalém. A estrutura organizacional da igreja de Jerusalém pode ser caracterizada como um colegiado com uma presidência. Mas não há indicação de que Pedro jamais serviu como o presidente em exercício daquela igreja. No Concílio de Jerusalém, foi Tiago, e não Pedro, quem presidiu nas deliberações (Atos 15:13).

Atos 15:13
13 “Depois que se calaram, Tiago, tomando a palavra, disse: Irmãos, ouvi-me:”

Ademais, a autoridade final da igreja de Jerusalém restava NÂO sobre Pedro, mas sobre os apóstolos, mais tarde substituídos por  “presbíteros.”  Por exemplo, foram  “os apóstolos” que enviaram Pedro a Samaria (Atos 8:14) para supervisionar as novas comunidades cristãs. Foram os “apóstolos” que enviaram Barnabé a Antioquia (Atos 11:22). Foram os  “apóstolos e presbíteros” que enviaram a Judas e Silas para Antioquia (Atos 15:22-27). Foram  “Tiago e os presbíteros”  que recomendaram que Pedro se submetesse a um rito de purificação no Templo (Atos 21:18, 23-24).

Atos 8:14
14 “Os apóstolos, pois, que estavam em Jerusalém, tendo ouvido que os da Samária haviam recebido a palavra de Deus, enviaram-lhes Pedro e João;”

Atos 11:22
 22 “Chegou a notícia destas coisas aos ouvidos da igreja em Jerusalém; e enviaram Barnabé a Antioquia;”

Atos 15:22-27
22 “Então pareceu bem aos apóstolos e aos anciãos com toda a igreja escolher homens dentre eles e enviá-los a Antioquia com Paulo e Barnabé, a saber: Judas, chamado Barsabás, e Silas, homens influentes entre os irmãos.
23 E por intermédio deles escreveram o seguinte: Os apóstolos e os anciãos, irmãos, aos irmãos dentre os gentios em Antioquia, na Síria e na Cicília, saúde.
24 Portanto ouvimos que alguns dentre nós, aos quais nada mandamos, vos têm perturbado com palavras, confundindo as vossas almas,
25 pareceu-nos bem, tendo chegado a um acordo, escolher alguns homens e enviá-los com os nossos amados Barnabé e Paulo,
26 homens que têm exposto as suas vidas pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo.
27 Enviamos portanto Judas e Silas, os quais também por palavra vos anunciarão as mesmas coisas.”

Atos 21:18, 23,24
18 “No dia seguinte Paulo foi em nossa companhia ter com Tiago, e compareceram todos os anciãos.
23 Faze, pois, o que te vamos dizer: Temos quatro homens que fizeram voto;
24 toma estes contigo, e santifica-te com eles, e faze por eles as despesas para que rapem a cabeça; e saberão todos que é falso aquilo de que têm sido informados a teu respeito, mas que também tu mesmo andas corretamente, guardando a lei.”

Tivesse Pedro sido designado por Cristo para servir como Cabeça da Igreja, ele teria desempenhado um papel significativo nas decisões acima mencionadas. Não há indicação de que Paulo considerasse a Pedro como líder da igreja. Narrando um incidente de quando Pedro foi para Antioquia Paulo declara:  “resisti-lhe face a face, porque se tornara repreensível”  (Gál. 2:11). A ação de Paulo dificilmente sugeriria que Pedro fosse reconhecido e respeitado como a infalível cabeça da igreja.

Gál. 2:11
11 “Quando, porém, Cefas veio a Antioquia, resisti-lhe na cara, porque era repreensível.”

Ademais, Paulo se refere aos  “pilares” da Igreja apostólica como sendo  “Tiago, Cefas, e João”  (Gál. 2:9). O fato de que  “Tiago.”  o irmão do Senhor, é mencionado primeiro indica ser ele, antes que Pedro, quem servia como líder da igreja. Caso os apóstolos entendessem que Pedro houvesse sido designado por Cristo  para servir como cabeça da igreja, ter-lhe-iam confiado a liderança da igreja. Mas o fato é que Pedro nunca é visto no Novo Testamento como o único líder da igreja apostólica.

Gál. 2:9
 9 “e quando conheceram a graça que me fora dada, Tiago, Cefas e João, que pareciam ser as colunas, deram a mim e a Barnabé as destras de comunhão, para que nós fôssemos aos gentios, e eles à circuncisão;”

A noção de que Cristo investiu a Pedro de autoridade para governar a igreja e que tal autoridade tem sido transmitida numa ininterrupta sucessão até seu último sucessor é uma invenção católica destituída de qualquer suporte bíblico. Isso primeiro apareceu nos escritos de Irineu, bispo de Lyon (175-195 A.D.), que emprega o argumento da sucessão apostólica para refutar agnósticos heréticos. Ele alega que os ensinos agnósticos eram heréticos porque são rejeitados por aquelas igrejas que podem traçar o seu pedigree (sucessão-Contra as Heresias, livro 3).

O argumento da sucessão apostólica serviu a um propósito útil na igreja primitiva quando a formação do Novo Testamento estava ainda em progresso. Os líderes da igreja precisavam de uma autoridade objetiva para refutar os heréticos, e encontraram-no em igrejas como Antioquia, Éfeso e Alexandria, que podiam traçar suas origens aos apóstolos. Essas igrejas podiam servir como a pedra de toque da ortodoxia.

Mas estender o conceito da sucessão apostólica a todo o curso da história cristã é infundado, por causa da interrupção e apostasia que essas igrejas haviam experimentado. A invasão muçulmana dos séculos sétimo e oitavo eliminaram completamente a maior parte das antigas igrejas orientais.
O mesmo se aplica ao bispo de Roma. Qualquer pessoa familiarizada com a história do papado sabe quão difícil é até mesmo para a Igreja Católica provar a sucessão ininterrupta desde Pedro até o papa atual. Houve ocasiões em que o papado esteva nas mãos de vários papas corruptos, que lutavam entre si pelo trono papal. Por exemplo, em 1045 o Papa Benedito IX foi expulso de Roma pelo povo devido a ser indigno e Silvestre II foi colocado no trono papal. Mais tarde, Benedito IX retornou e vendeu o trono papal a um homem que se tornou Gregório VI.

Durante esse curso de eventos, Benedito recusou renunciar a suas reivindicações papais, de modo que passou a haver três papas alegando ser o papa legítimo. Para resolver o problema o imperador alemão Henrique II convocou um sínodo em Sutri em A.D. 1046, que depôs todos os três papas e elegeu Clemente II no lugar.

Fica-se a indagar, qual dos três papas depostos se enquadraria na sucessão apostólica? Como pode a Igreja Católica ainda legitimamente defender a noção de uma sucessão ininterrupta desde Pedro até o papa atual, quando alguns de seus papas foram depostos por sua corrupção?! É evidente que existem alguns elos interrompidos na corrente da sucessão apostólica.

Saiba Por Que Poucos Católicos Têm um Quadro de Jesus Dependurado na Parede

A Eucaristia. A alegação católica de possuir os únicos meios de salvação repousam não só sobre a alegada sucessão apostólica, mas também sobre o ponto de vista católico de que a Eucaristia é uma reprodução do sacrifício expiatório de Cristo. De fato  “a sucessão apostólica e uma eucaristia válida”  são mencionadas juntas várias vezes na Declaração Dominus Jesus, por serem os dois pilares da reivindicação católica de ser a única igreja verdadeira que tem o poder de dispensar salvação.

Este espaço não nos permite expor as falácias do ponto de vista católico sobre a Ceia do Senhor, conhecida como  “transubstanciação.”  A absurda alegação de que o sacerdote tem o poder de transformar o pão e o vinho no corpo físico e histórico de Jesus, e oferecê-lo aos crentes por meio de uma hóstia torna a Igreja Católica uma dispenseira de salvação por meio de seu sacerdócio.

Para a Igreja Católica os benefícios do sacrifício expiatório de Cristo são tornados disponíveis ao crente, não mediante o ministério celestial de Jesus no santuário, mas mediante o ministério terreno dos sacerdotes católicos junto ao altar. A Declaração dedica três seções para exaltar  “o mistério salvífico de Cristo,”  porque isso propicia a base para justificar a reivindicação de que  “o mistério salvífico de Cristo”  realiza-se mediante o mistério da Eucaristia.

O Cristo que a maioria dos católicos conhece é o Cristo que engolem durante a missa. Poucas famílias de católicos devotos exibem um quadro de Cristo em suas casas. Eu ousaria dizer que de 100 católicos devotos das famílias italianas, talvez 4 ou 5 delas tenham um quadro de Cristo dependurado em alguma parede. Sua devoção é basicamente a Maria e aos santos que podem interceder por eles diretamente. No que concerne a Cristo, pouco sabem a Seu respeito. Conhecem sobretudo que  o ministério salvífico de Cristo lhes está disponível mediante a Eucaristia.

(Baseado na Newsletter [boletim] no. 54 da série  “Endtime Issues,”  do Dr. Samuele Bacchiocchi, que mantém um ministério na Internet sobre o título "Biblical Perspectives"--www.biblicalperspectives.com).
 

Lo que atares.

Este pasaje dice literalmente:  “Y lo que atares sobre la tierra habrá sido atado en los cielos, y lo que desataras en la tierra habrá sido desatado en los cielos.”   Evidentemente debe entenderse que la iglesia en la tierra sólo requerirá lo que el cielo requiere y prohibirá sólo lo que el cielo  prohíbe. Esta parecería ser la clara enseñanza bíblica (ver com.  Mat. 7: 21-27; Mar. 7: 6-13).  Cuando los apóstoles salieron a proclamar el Evangelio, de acuerdo con la misión que les había sido dada (Mat. 28: 19-20), debían enseñar a los conversos que guardaran “todas las cosas” que Jesús había mandado: ni más ni menos.

Mat. 7: 21-27
 21 “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus.
22 Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitos milagres?
23 Então lhes direi claramente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade.
24 Todo aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as põe em prática, será comparado a um homem prudente, que edificou a casa sobre a rocha.
25 E desceu a chuva, correram as torrentes, sopraram os ventos, e bateram com ímpeto contra aquela casa; contudo não caiu, porque estava fundada sobre a rocha.
26 Mas todo aquele que ouve estas minhas palavras, e não as põe em prática, será comparado a um homem insensato, que edificou a sua casa sobre a areia.
27 E desceu a chuva, correram as torrentes, sopraram os ventos, e bateram com ímpeto contra aquela casa, e ela caiu; e grande foi a sua queda.
28 Ao concluir Jesus este discurso, as multidões se maravilhavam da sua doutrina;”

Mar. 7: 6-13
 6 “Respondeu-lhes: Bem profetizou Isaías acerca de vós, hipócritas, como está escrito: Este povo honra-me com os lábios; o seu coração, porém, está longe de mim;
7 mas em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homens.
8 Vós deixais o mandamento de Deus, e vos apegais à tradição dos homens.
9 Disse-lhes ainda: Bem sabeis rejeitar o mandamento de Deus, para guardardes a vossa tradição.
10 Pois Moisés disse: Honra a teu pai e a tua mãe; e: Quem maldisser ao pai ou à mãe, certamente morrerá.
11 Mas vós dizeis: Se um homem disser a seu pai ou a sua mãe: Aquilo que poderias aproveitar de mim é Corbã, isto é, oferta ao Senhor,
12 não mais lhe permitis fazer coisa alguma por seu pai ou por sua mãe,
13 invalidando assim a palavra de Deus pela vossa tradição que vós transmitistes; também muitas outras coisas semelhantes fazeis.”

Mat. 28: 19-20
19 “Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo;
20 ensinando-os a observar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos.”

Si se amplía el significado de los verbos  “atar” “desatar”  hasta abarcar la autoridad de dictar lo que los miembros de la iglesia pueden creer y lo que pueden hacer en asuntos de fe y de práctica, se le da un sentido más abarcante del que Cristo quiso darles y que el que los discípulos pudieron entender en esa ocasión.  Dios no sanciona esa pretensión.  Los representantes de Cristo en la tierra tienen el derecho y la responsabilidad de atar todo lo que ya ha sido atado en el cielo, y de desatar todo lo que ya ha sido desatado en el cielo, es decir, de exigir o de prohibir aquello que la Inspiración revela con claridad.  Ir más allá de esto, es poner la autoridad humana en lugar de la autoridad de Cristo (ver com.  Mar. 7: 7-9), tendencia que Dios no puede tolerar en aquellos que han sido designados como supervisores de los ciudadanos del reino de los cielos en la tierra.

Mar. 7: 7-9
7 “mas em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homens.
8 Vós deixais o mandamento de Deus, e vos apegais à tradição dos homens.
9 Disse-lhes ainda: Bem sabeis rejeitar o mandamento de Deus, para guardardes a vossa tradição.”

O “ligar” e o “desligar” de Mateus 16 e 18. -- Em que sentido?

A passagem de Mat. 16:19 diz literalmente: “E o que ligares na terra será ligado no céu, e o que desligares na terra terá desligado nos céus”. Embora isso tenha sido dito com referência inicialmente a Pedro, o tema é desenvolvido em Mat. 18:18, aplicado a toda a liderança da Igreja. Deve ser entendido que a Igreja na Terra só requererá o que o céu requer e proibirá somente o que o céu proíbe. Este parece ser o claro ensino bíblico (ver com. Mat. 7: 21-27, Mar. 7: 6-13 já mencionado em cima). Quando os apóstolos saíram a proclamar o Evangelho, segundo a missão que lhes havia sido dada (Matt. 28: 19-20 já mencionado em cima), os conversos foram ensinados a observar “todas as coisas” que Jesus tinha ordenado: nem mais nem menos.

Se estendemos o significado do verbo “ligar” e “desligar” para englobar a autoridade de ditar o que os membros da Igreja podem crer e o que podem fazer em matéria de fé e prática, vemos um sentido mais abrangente do que Cristo quis dar-lhes e do que os discípulos puderam compreender naquele momento.

Os representantes de Cristo na Terra têm o direito e a responsabilidade para ligar tudo o que já foi ligado no céu, e de desligar tudo o que foi desligado no céu, isto é, exigir ou proibir o que Inspiração revela claramente. Ir além disso é colocar a autoridade humana no lugar da autoridade de Cristo (ver com. Mar. 7: 7-9), uma tendência que Deus não pode tolerar naqueles que tenham sido designadas como supervisores dos cidadãos do reino do céu na Terra.

Mar. 7: 7-9
7 “mas em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homens.
8 Vós deixais o mandamento de Deus, e vos apegais à tradição dos homens.
9 Disse-lhes ainda: Bem sabeis rejeitar o mandamento de Deus, para guardardes a vossa tradição.”

Em Mateus 18:18 a autoridade para ligar e desligar é atribuída à Igreja como um todo, mas nesse caso a ratificação celestial da decisão terrena só será efetuada se a decisão estiver em harmonia com os princípios do céu. No contexto vemos que todos os que lidam com irmãos errantes devem sempre lembrar que estão a lidar com o destino eterno das almas, e que os resultados de seu trabalho podem muito bem ser eternos. O contexto claramente indica que quando um irmão se nega a aceitar o conselho da Igreja, separa-se da comunhão com ela. Isso não significa que deva ser desprezado ou negligenciado. A partir deste momento, esforços devem ser realizados por ele como se se tratasse de alguém que não pertence à Igreja. Ao trabalhar em favor de uma pessoa que assim se separou da Igreja, os irmãos deveriam tomar cuidado de não associar-se com a mesma de modo a parecer que compartilham de seu ponto de vista ou participam de sua má conduta. Se esse irmão não der ouvidos a alguém que o contacte para ajudá-lo, então que vão dois, e daí até o pastor visitará esse indivíduo. Se depois de todo esforço ser feito, ele claramente recusar obedecer as normas da Igreja, então será desligado da mesma, e com isso também será desligado no céu. Da mesma forma, quando alguém se converte e é batizado aqui na Terra, se ligará também no céu. Além disso, nada poderia ser ligado ou desligado na Terra para ser também no céu.

Mateus 18:15-18
15 “Ora, se teu irmão pecar, vai, e repreende-o entre ti e ele só; se te ouvir, terás ganho teu irmão;
16 mas se não te ouvir, leva ainda contigo um ou dois, para que pela boca de duas ou três testemunhas toda palavra seja confirmada.
17 Se recusar ouvi-los, dize-o à igreja; e, se também recusar ouvir a igreja, considera-o como gentio e publicano.
18 Em verdade vos digo: Tudo quanto ligardes na terra será ligado no céu; e tudo quanto desligardes na terra será desligado no céu.”

Assim esse ligar e desligar era soménte neste sentido de ligar e desligar os irmãos na igreja.

Que a Igreja não pode alterar livremente o que quiser vemos na própria mudança na lei divina do sábado pelo domingo, com católicos livremente alegando que a Igreja recebeu tal autoridade divina. Isso é um absurdo, pois após proclamar solenemente a lei dos 10 Mandamentos aos ouvidos do povo, é dito em Deu. 5:22 que Deus “nada acrescentou”. Ele mesmo escreveu a lei nas duas tábuas de Pedra que Moisés foi instruído a colocar dentro da arca do concerto (ver Deu. 10:1-5).

Deu. 10:1-5
1 “Naquele mesmo tempo me disse o Senhor: Alisa duas tábuas de pedra, como as primeiras, e sobe a mim ao monte, e faze uma arca de madeira.
2 Nessas tábuas escreverei as palavras que estavam nas primeiras tábuas, que quebras-te, e as porás na arca.
3 Assim, fiz ume arca de madeira de acácia, alisei duas tábuas de pedra, como as primeiras, e subi ao monte com as duas tábuas nas mãos.
4 Então o Senhor escreveu nas tábuas, conforme a primeira escritura, os dez mandamentos, que ele vos falara no monte, do meio do fogo, no dia da assembléia; e o Senhor mas deu a mim.
5 Virei-me, pois, desci do monte e pus as tábuas na arca que fizera; e ali estão, como o Senhor me ordenou.”
 

Em Apo. 11:19 lemos: “Abriu-se o santuário de Deus que está no céu, e no seu santuário foi vista a arca do seu pacto; e houve relâmpagos, vozes e trovões, e terremoto e grande saraivada”. Em visão, João viu o santuário celestial e a arca do concerto. Seriam os originais dos quais o santuário e a arca terrenos seriam meras sombras (ver Heb. 9:24). Seria impossível que qualquer homem, seja papa, pastor ou um leigo, entrassem no céu para alterar os termos da lei moral de Deus, expressa nos 10 Mandamentos. Assim, não pôde ter havido qualquer mudança, e se a Igreja Católica alterou os termos de tal lei, fez isso sem a sanção divina. E o que se deu foi o cumprimento da profecia de Daniel 7:25 sobre tal alteração nos termos dessa lei, texto em que o profeta apresenta tal fato como algo totalmente condenável. Segundo a Traduction O ecuménique de la Bible (da Alliance Biblique Universelle), o texto assim reza: “Ele proferirá palavras contra o Altíssimo e molestará os santos do Altíssimo; e se proporá a mudar o calendário e a lei”.

Heb. 9:24
24 “Pois Cristo não entrou num santuário feito por mãos, figura do verdadeiro, mas no próprio céu, para agora comparecer por nós perante a face de Deus;”

Daniel 7:25
25 “Proferirá palavras contra o Altíssimo, e consumirá os santos do Altíssimo; cuidará em mudar os tempos e a lei; os santos lhe serão entregues na mão por um tempo, e tempos, e metade de um tempo.”

Apo. 22:18, 19
18“ Eu testifico a todo aquele que ouvir as palavras da profecia deste livro: Se alguém lhes acrescentar alguma coisa, Deus lhe acrescentará as pragas que estão escritas neste livro;”

Poderia qualquer homem jamais sentir-se no direito de alterar a própria lei pronunciada por Deus com tanta solenidade? Como, se a mera alteração de um livro bíblico, como João explica em Apo. 22:18, 19, acarretaria todas as pragas apocalípticas sobre si?

Quanto mais alterar o que Deus pronunciou solenemente no Sinai como Sua lei moral, universal, escrevendo-a depois com o seu próprio dedo nas tábuas de pedra?
Prof. Azenilto g. Brito
 
 



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